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A batalha da documentação |
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| Autora: Maria José Resmer - condensado por Eliane do Rocio Teixeira | |
| ( Stephen F. Jacobus) Quando você fala com pessoas de processamento de dados e lê periódico referentes ao assunto é comum ouvir os mesmos tipos de questões serem repetidas. Como eu consigo que os analistas/programadores documentem seus sistemas? Como eu consigo que as áreas usuárias leiam as documentações que damos a eles e sigam os procedimentos? Estas questões sempre se repetem porque elas são inadequadas e ignoram a profundidade do problema.. RESISTÊNCIA PARA PRODUZIR DOCUMENTAÇÃO: Ao se trabalhar com pessoas de Processamento de Dados, descobre-se que: 1 – Algumas delas sentem dificuldades para escrever. Considerando que os técnicos precisam acompanhar a elaboração da documentação de sistema, essa se apresenta como uma “batalha” adicional, um impedimento para terminar o projeto em tempo. Então acaba resultando um trabalho pesado. A documentação fica resumida a um agrupamento de informações, nem sempre aprofundadas, que prejudicam a sua qualidade. As seguintes regras são importantes para assegurar uma documentação de sistemas útil e gerada em tempo hábil: REGRAS PARA DOCUMENTAÇÃO EM PROCESSAMENTO DE DADOS: 1- Definir responsabilidade específica para desenvolvimento e
liberação de documentação. Também é importante destacar o cuidado que as empresas devem em desenvolver Padrões de Documentação que especifiquem o que deve ser incluído em certos tipos de documentação. Padrões na Documentação são úteis:
Não é tarefa pequena, certo? Difícil de fazer, porque isso requer interagir com outros departamentos, envolve muita autoridade, e requer um grande comprometimento com documentação, por parte do administrador. Toma tempo e vontade de negociar. Essa questão de negociação envolve desde a revisão de um manuscrito, passando por uma elaboração preliminar até a condução a uma revisão final, para assegurar que a documentação ainda esteja atualizada. Inicialmente, a revisão será feita pelo chefe do documentador. As revisões posteriores serão feitas por outros departamentos e usuários. Comentários são “retornados” ao documentador que incorpora as mudanças, quando apropriadas, e contata os que revisaram para clarear as dúvidas. Em resumo, escrita técnica requer considerável habilidade, e ainda algum tato. Portanto, um candidato para a posição de documentador deve ser selecionado cuidadosamente e não de um grupo de trabalhadores do escritório. DOCUMENTAÇÃO CENTRALIZADA X DESCENTRALIZADA: A questão aqui é: deve-se ter um grupo de documentadores em cada departamento, ou criar um departamento separado (centralizado) que é independente do controle de sistemas, operação ou administração? Não há uma resposta para todas as situações. Se existirem grupos de documentação esperados ficará difícil a qualquer um, exceto ao auditor, avaliar e controlar a qualidade da documentação. Isto é particularmente certo se as relações interdepartamentais forem difíceis. O analista e o documentador podem intercambiar material técnico, mas mudar a documentação básica torna-se uma questão política. De outro lado, pequenos grupos dentro de cada departamento pode resultar em um relacionamento “fraternal” com os empregados técnicos. O resultado pode ser que o fluxo de informação para e o documentador seja facilitado enormemente. Quando mais a documentação incluir os usuários no ciclo, mais facilmente as coisas sairão como eles querem. Contudo, cabe ao documentador a habilidade no relacionamento com o usuário, evitando opiniões estremadas que venham a comprometer a limitar a utilidade da documentação. MAIS X MENOS: Esta questão é mostrada de várias formas: Essas questões diferem conforme a ocasião, representando diferentes suposições relativas à documentação. Por isso, antes de respondê-las, devemos levar em consideração os seguintes pontos: 1 – CADA NOVO SISTEMA E CADA MUDANÇA NO SISTEMA DEVEM SER
DOCUMENTADOS 2 – DOCUMENTAÇÃO DEVE SER EFICIENTE PARA QUE O LEITOR
POSSA, RAPIDAMENTE ENCONTRAR O QUE PRECISA. 3 – A DOCUMENTAÇÃO DEVE SER PROJETADA PARA SE ADAPTAR AO FIM A QUE SE PROPÕE 4 – NO USUÁRIO, DEVE EXISTIR UMA PESSOA COM A RESPONSABILIDADE DE COORDENAR E DISSEMINAR A DOCUMENTAÇÃO. Essa pessoa deve centralizar toda a documentação gerada, a fim de garantir que as mudanças cheguem ao local devido e que as pessoas envolvidas utilizem as instruções existentes. Deve, também, coordenar as mudanças a serem retornadas ao documentador, através do levantamentos informais posicionado-o sobre o uso da documentação. A afirmação acima prende-se ao foto de que toda mudança deve ser direcionada a uma pessoa. Se isso não ocorrer, o processo já começará desorganizado e o material será, invariavelmente, perdido e desordenado. CONCLUSÃO Ao documentador cabe controlar tudo o que será feito, através do uso das palavras, formatos, ilustrações e níveis de detalhe. Logo, é oportuno citar aqui alguns parâmetros sobre o seu perfil, pois, da sua atuação depende uma documentação a contento do usuário. Ao documentador é desejável um conhecimento teórico, com algum treinamento e experiência em processamento de dados pois para uma boa qualidade de engenharia de documentação é necessário um profissional técnico com alto nível de habilidade em escrever. É importante lembrar que documentadores técnicos não são “produzidos em casa”. Essa técnica pode parecer econômica no início, mas a documentação irá sofrer até que se encontre os candidatos certos, tornando-os experientes com o tempo. O administrador que emprega documentadores deve verificar exemplos dos seus trabalhos já executados, para poder avaliar a clareza e qualidade. O compartilhamento das responsabilidades entre analista e documentadores é importante para produzir uma documentação de sucesso. Quem define o que é sucesso? A resposta é: o usuário. Publicado no Journal Of Systems Manegemente em fevereiro de 1983 |
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