ABC:
o computador vai a escola
Autor: Adilson
Fabris
A escola surgiu como resultado da evolução da sociedade,
quando o homem, após experiências inúmeras,
conseguiu institucionalizar o sistema escolar para atender à
demanda educacional da popularização, cujo índice
demográfico aumentava consideravelmente. Liberando-se das
limitações que circunscreviam o saber à esfera
do palácio ou do templo, a escola democratizou-se, derrubando
as barreiras da poluição mental, popularização
social e importância psíquica, erigidas a partir da utilização
da educação.
Hoje, através da disseminação da escola, a
criança pode vislumbrar e almejar algo além do necessário
à sobrevivência, resultado apenas de seu instinto de
se vivo, permitindo-lhe explorar todas as suas potencialidades,
que poderiam ficar obliteradas no poço da incultura.
Foi com o intuito de preservar este direito que uma iniciativa
pioneira no país está se processando no Paraná.
A gênese do processo deu-se com a emissão da Chamada
Escolar, projeto conjunto da Fundepar, Seed e Celepar (através da GAT-2), que visava
fornecer estatísticas confiáveis sobre a demanda escolar
na rede estadual de ensino, com o propósito de dimensionar
os recursos físicos e humanos necessários para atendê-la.
Após
a emissão das listas chamada, a partir de um cadastro com
2 milhões de registros (1.200 milhão relativos a escolas
estaduais e 800 mil referentes a escolas municipais), estabeleceram-se
as novas diretrizes do sistema, dando origem ao atual projeto ABC.
Toda movimentação do aluno cadastrado será
automatizada: transferência para outros estabelecimentos de
ensino, aprovação e reprovação, trancamento
de matrícula, notas, emissão do boletim e da lista
de chamada, freqüência etc. Renovação automática
de matrícula (provocando o conseqüente fim das quilométricas
filas) e emissão de relatórios estatísticos
mais atualizados para a Seed são, também, problemas
sanados pelo novo sistema.
Os benefícios
desta automatização são inúmeros: extinção
do trabalho quase artesanal das secretarias das escolas para acompanhar
o desempenho/movimentação do aluno; mapeando preciso
do quadro educacional do Estado; estimativa de recursos para atendimento
da demanda; alocação de professores nas escolas (através
da conexão com o sistema SAE - Sistema de Administração
da Educação, que controla esta distribuição);
além da interligação com o sistema SED (Sistema
Estadual de Educação), permitindo que este sistema
obtenha informações atuais e confiáveis (por
vezes, a defasagem da informação fornecida era de
2 anos).
O processo de
implantação do ABC prevê 3 fases. Num primeiro
momento, o processo será centralizado, sofrendo descentralização
numa segunda etapa. Finalmente, no último estágio,
as escolas particulares também serão integradas, fornecendo
dados via disquete para alimentar o sistema.
O sistema ABC,
equacionando precisamente o universo escolar do Estado, evita distorções
na projeção dos recursos para suprir a procura por
uma vaga nas escolas públicas, viabilizando o acesso irrestrito
à vida escolar, o que corrobora as palavras de John F. Kennedy,
ao referir-se à educação: "Podemos dizer
com segurança que ainda que as crianças possam ser
vítimas do destino, não podem se vítimas de
nossa negligência". bb@celepar.gov.br
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