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Fenasoft 1993 |
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| Autor: Rogério Ribeiro da Fonseca Mendes | |
| UM ALERTA ÀS EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS DE INFORMÁTICA Nos dias 20 a 23 de julho de 1993 participei da Fenasoft 93 - feira e congresso -, o que possibilita uma avaliação sobre o "estado da arte" na área de informática. Por mais estereotipada que esta visão possa ser, deturpada pelas variáveis muitas vezes desconhecidas (ou desconsideradas) do ser humano, tais como o medo do futuro e o apego ao presente - que é "conhecido" - por mais ancorado que eu possa estar nos meus referenciais, ..., mesmo assim, o que presenciei em termos de fatos reais, concretos, funcionando, apontam para as empresas prestadoras de serviço na área de informática que não tenham a necessária flexibilidade como uma lâmpada vermelha. Uma sirene de alerta num submarino nuclear: CUIDADO - PERIGO IMINENTE, EMERGÊNCIA - REAÇÃO RÁPIDA E PRECISA, ... Algumas chamadas da revista Informática Exame de julho deste ano: - FENASOFT - Uma viagem ao mundo da tecnologia (capa); A questão a ser respondida é: QUAL É O DISCURSO DA SUA EMPRESA SOBRE O ESTADO DA ARTE NA ÁREA DE INFORMÁTICA E INFORMAÇÃO? Discurso, neste texto, não deve ser entendido como um mero falar (dizer, mas não fazer). Discurso é norte, é rumo da empresa, é conhecimento difundido entre todos os empregados, enfim, é o credo da empresa. Salvo por mero acaso, uma empresa não sobreviverá sem discurso. É necessário estabelecer esta linguagem comum para que todos os empregados saibam dissertar sobre o negócio da empresa (o que e como ela faz e o que ela não se dispõe a fazer) e saibam reagir - usando métodos, técnicas e ferramentas - aos fatos com que se deparam durante o desempenho de suas atividades. Só assim objetivos e metas começam a adquirir razoável grau de possibilidade factual. O primeiro passo é conceituar as palavras de ordem da atualidade. Mesmo que não se consiga um conceito universalmente aceito sobre algumas destas "palavras informáticas", o que é bastante provável, é necessário ter presente o conceito da sua empresa. Este conceito será defendido na comunidade, evitando o falso conforto da estagnação, e servirá como balizador para o processo de reengenharia do negócio, dos produtos e serviços, da metodologia do processo produtivo e, com o devido destaque, do plano de capacitação dos agentes deste processo (empregados da empresa) que são seres humanos e, como já foi dito, têm medo do futuro e se apegam ao presente, aos referenciais conhecidos e dominados. Por isto, também com destaque é necessário compreender que a tecnologia de informática evolui com velocidade vertiginosa nos últimos anos, o que nos remete a estabelecer umas nova questão: Estes operadores estão apegados ao presente (estado da arte hoje) ou ao passado (estado da arte dos anos 80, por exemplo)? Quem responder agora, sem grande hesitação, qual é o impacto financeiro na receita da sua empresa após aplicar, em seu maior sistema, uma reengenharia para rightsizing, em arquitetura Cliente/Servidor suportada por redes locais (e quem sabe, se couber, um mainframe) não negue este conhecimento à comunidade: escreva sobre isto. Da mesma forma, quem responder - agora ou depois, com ou sem hesitação - sobre os impactos tecnológicos no quadro de recursos humanos das empresas prestadoras de serviço na área de informática, em especial sob aspectos de quantidade e perfil requerido. É preciso falar disto. O momento (ainda) é agora. |
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