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Antonio Edison Urban: Secretário
Executivo da CGI (Coordenação Geral de Integração de Informática
e Informações do SEI - Sistema Estadual de Informações).
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Hélio Rotemberg - Diretor da
Positivo Informática.
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Pedro Paulo L. Machado - Gerente
do Programa PRONOR do DINFOR/SAF.
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Paulo Roberto de Mello Miranda
- Presidente da CELEPAR.
A seguir, um resumo das opiniões
dos debatedores.
URBAN
O modelo instituído pelo SEI - Sistema
Estadual de Informações, possibilita a transição da fase do "autoritarismo"
na gestão da informática do Estado para um enfoque de maior liberdade
para os órgãos envolvidos. Considera também que, através da integração
das bases de dados e da cooperação dos diversos agentes do SEI, principalmente
pela participação em Câmaras Técnicas, teremos menores custos para
exploração da Tecnologia da Informação.
ROTEMBERG
Avaliou, por sua
experiência anterior como Supervisor de Informática do IPPUC, as funções
que deveriam ser exercidas por uma Empresa Pública de Informática:
-
atuar apenas em consultoria e
não na execução de serviços;
-
exercer atividades equivalentes
a um Centro de Informações, além de responder pela Administração
de Dados dos clientes;
-
contar com especialistas atuando
na definição de padrões de qualidade, especificação de requisitos
para LANs e WANs e na reengenharia de processos;
-
disponibilizar aos clientes sistemas
tipo Correio eletrônico;
-
atuar na terceirização de serviços,
definindo padrões e controlando o processo.
Considerou, segundo
a ótica de fornecedor para a administração pública, que os editais de
licitação precisam ser aprimorados, visando obter a melhor relação preço/performance.
Na elaboração de editais, os órgãos deveriam ter como premissas:
-
obter o maior
número possível de concorrentes;
-
ter clareza
do que se quer comprar;
-
ter especificada
a funcionalidade do bem.
Finalmente, sugeriu que sejam elaboradas
licitações de soluções globais, através das quais seja repassada ao
fornecedor a responsabilidade pela integração dos componentes das
soluções.
MACHADO
Enfatizou a importância dos serviços públicos prestados aos cidadãos,
tais como eletricidade, telefonia e água, e analisou que a informática
ainda está num estágio muito incipiente neste sentido. A informática no
serviço público sempre teve enfoque na atividade meio, ou mesmo para controlar
o cidadão, pouco influindo na prestação do serviço público.
Considerando que a finalidade da empresa de serviços públicos é prestar
serviços que atendam ao público, a informática deveria ser utilizada como
instrumento para tornar a informação elemento de decisão para melhoria
dos serviços.
MIRANDA
Situou o cenário de criação das Empresas Públicas de Informática dentro
de um modelo político centralizador e com enfoque na segurança nacional,
enquanto que o modelo tecnológico baseava-se em soluções centralizadas.
A partir dos anos 80, com as mudanças políticas e a evolução tecnológica,
o modelo vigente começa a entrar em crise.
Diante da crise, tanto o Paraná como o Governo Federal vêm construindo
um novo modelo, adequado à atual realidade. Segundo o novo modelo, a Empresa
de Informática, sob o controle do Governo, deveria ter os seguintes papéis
institucionais:
-
viabilizar que os sistemas, que
são de propriedade pública, sejam utilizados em benefício da sociedade;
-
fornecer infra-estrutura técnica
necessária para a integração entre os órgãos do Estado, ou com
outros agentes externos;
-
Prestar consultoria em tecnologia
de informação;
-
Operar determinados sistemas
estruturantes que necessitam estrutura técnica melhor qualificada
para garantir ganho de escala.
Quanto à forma
organizacional, afirmou que o Estado precisa ter sob seu controle uma
"Estrutura Central de Coordenação", não necessariamente uma
empresa pública.
Com relação ao SEI - Sistema Estadual de Informações, citou que o mesmo
viabiliza a informatização de órgãos com pouca estrutura, através do fornecimento
de referências que podem ser adotadas por esses órgãos.
Considerou, no entanto, que a forma de organização do SEI ainda está para
ser construída, devendo tornar-se não centralizada, com maior agilidade,
tendo capacidade de identificação de necessidades e geração de soluções
e com visão desarmada por parte dos integrantes.
danilo@celepar.gov.br