Informática Pública - O Fim de uma Era |
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Autor: |
Paulo Roberto de Mello Miranda |
| Engenheiro, Diretor Presidente da Companhia de Informática do Paraná - CELEPAR e Presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Processamento de Dados - ABEP. | |
| "A dificuldade reside não
tanto em ter novas idéias, mas em escapar das antigas". Keynes A era dos grandes Centros de Processamento de Dados - CPD, onde grandes computadores, em salas envidraçadas, resolviam todos os problemas de tratamento de informações; onde alguns técnicos, iluminados por uma espécie de luz divina, eram dotados de sabedoria que os diferenciava dos comuns mortais e, dominando tecnologias incompreensíveis para estes, ditavam a solução dos males da Administração Pública, acabou. Não acabaram os grandes computadores nem a necessidade de tratamento de grandes volumes de informação. As transformações que vêm ocorrendo no mundo inteiro e que, mesmo tardiamente, chegam à Administração Pública exigem das organizações maior agilidade e flexibilidade no atendimento a novas e crescentes demandas. Este quadro, associado a um fantástico desenvolvimento tecnológico (alguns autores afirmam que é o mundo que está mudando e forçando a aceleração da evolução tecnológica e não o contrário, como normalmente acreditamos), torna possível a utilização efetiva da Tecnologia da Informação como ferramenta de produtividade do serviço público, de qualidade dos serviços prestados ao cidadão e de democratização do acesso às informações. É a este novo perfil da demanda que o modelo, descrito no primeiro parágrafo, não mais atende. A construção de um modelo que supere as barreiras culturais, técnicas e orçamentárias que vivemos exige um novo enfoque da questão. Tradicionalmente a informatização ocorreu sobre processos operacionais do Estado. Assim, informatizou-se a Folha de Pagamento, o Orçamento, o Controle de Arrecadação, etc. O processamento centralizado dessas informações demanda grandes esforços de digitação, transmissão de dados e operação. A maior parte dos dados armazenados nesses sistemas são do exclusivo interesse dos órgãos usuários, mas ocupam recursos humanos e materiais comuns, em função do modelo centralizador. Uma nova modelagem dos Sistemas de Informação do Estado deve atender às seguintes diretrizes:
Existem algumas ações
complementares que podem alavancar esse esforço como, por exemplo, a isenção
de impostos (II, IPI, ICMS, ISS) para a aquisição de bens e serviços de
informática pelos órgãos de direito público interno, o que, além de diminuir
os dispêndios do Estado, se bem dirigido, tem um efeito importante sobre
o desenvolvimento econômico do setor. |
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