Um
dicionário particular.
Os modernos editores de texto tem, entre inúmeras facilidades, o conceito
de dicionário. Por exemplo, se é freqüente ter que escrever "Companhia
de Processamento de Dados do Paraná" dentro de um arquivo, posso
estabelecer uma entrada no dicionário como CELE, e associar a esta variável
aquele conteúdo. No caso do Word, durante a digitação, bastará fazer CELE
+ F3 e automaticamente o programa colocará aquela frase.
Mais ainda, os longos anos de bancos escolares, tomando ditados de professores,
às vezes num ritmo digno de quem vai tirar o pai da forca, me ensinaram
que certas palavras muito freqüentes da nossa língua podem e devem ser
abreviadas, sem diminuir o entendimento posterior (por exemplo, quem não
sabe que qquer significa qualquer?).
Diante disto, comecei a elaborar um estudo particular para saber quais
as palavras que eu mais freqüentemente uso, com o objetivo de elaborar
um dicionário pessoal que aumente a minha produtividade durante a tarefa
de digitação.
Comecei o levantamento na minha dissertação de mestrado, e os resultados
a que cheguei estão a seguir descritos. Antes de analisá-los, entretanto,
valem duas considerações: A primeira é de que trata-se de um texto específico,
tratando sobre um aspecto único da computação. O segundo é que todo texto
reflete um pouco do seu autor. Diante das duas questões, deve-se tomar
muito cuidado ao generalizar os resultados.
A dissertação trata sobre o tema "downsizing", tem 163 páginas
A4, com letra tamanho 10. É formada por 68.363 palavras. Dessas, apenas
42.704 têm três ou mais bytes e apenas 7.746 são diferentes.
As mais freqüentes:
que = 1234 ocorrências, sistemas = 702, para = 534, uma = 532, comandar
= 439, não = 322, por = 294, mais = 274, como = 259, ser = 239, dar =
191, informática = 179, tem = 173, são = 167, esta = 130, suas = 130,
este 122, pelo = 112, entre = 112, software 111 e muito
= 108.
kantek@celepar.gov.br

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