1 DIRETRIZES
PARA O DESENVOLVIMENTO
1.1 CONCEITO DA USABILIDADE
Conjunto de atributos que evidenciam o esforço necessário para se poder utilizar um
software, bem como o julgamento individual desse uso, por um conjunto de usuários
explícito ou implícito. Usuários,
pode ser interpretado mais diretamente como os usuários de software interativo. Como
usuários, podem ser incluídos operadores, usuário final e usuários indiretos que
estão sob a influência ou dependência do uso do software.
A capacidade para uso/usabilidade deve
levar em conta os vários ambientes de usuários que o software pode afetar, que podem
abranger desde a preparação para o uso até a avaliação de resultados.
A ISO/IEC 9126:1991 (E) define a capacidade
para uso/usabilidade como conjunto específico de atributos de um produto de software. Os
atributos compreendem:
- operacionalidade
- aprendizagem
- compreensibilidade
1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOS
DA USABILIDADE
1.2.1 Operacionalidade
Evidencia o esforço do usuário para a operação e controle do software. Este atributo
pode ser avaliado pelos seguintes critérios:
- help on-line
- navegação
- facilidade de instalação
- prevenção contra erros de operação
- auditabilidade
- reaproveitamento da entrada de dados
- padronização
1.2.2 Aprendizagem
Evidencia o esforço do usuário para aprender a utilizar o software. Este atributo pode
ser avaliado pelos seguintes critérios:
- documentação
- mensagens
- help on-line
- padronização
- auto-instrução
- glossário
1.2.3 Compreensibilidade
Evidencia o esforço do usuário para reconhecer o conceito lógico e aplicabilidade do
software. Este atributo pode ser avaliado pelos seguintes critérios:
- documentação
- mensagens
- glossário
- help on-line
1.3 DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS DA
OPERACIONALIDADE
- Help on-line
- Help por função
Descrição breve do que é, como funciona, para que serve e como usar a função.
- Help por campo
Descrição breve do que representa e qual o conteúdo a informar, possibilitando consulta
às opções existentes, por exemplo:
NOME
DO CAMPO |
Estado
Civil |
DESCRIÇÃO |
Estado
civil da pessoa |
CONTEÚDO |
Numérico
de 1 até 4 |
OPÇÕES
EXISTENTES |
1
- Solteiro
2 - Casado
3 - Viúvo
4 - Separado |
- Navegação
Facilidade de caminhar entre funções e/ou sistemas, respeitando a segurança de acesso e
possibilitando a passagem de parâmetros para uma nova função.
- Facilidade de Instalação
Capacidade do software de interagir com o usuário na instalação para o seu efetivo uso.
- Prevenção Contra Erros de Operação
Capacidade do software de validar os dados e/ou opções de entrada, alertando o usuário
quando a operação comprometer a integridade dos dados.
- Auditabilidade
Capacidade do software de verificar a integridade dos dados e de rastrear as
atualizações significativas nos dados (quem fez, o que fez e quando fez).
- Reaproveitamento da Entrada de Dados
Capacidade do software de aproveitar os dados já informados em funções anteriores sem a
necessidade de nova entrada.
- Padronização
Utilização de um modelo único dentro do sistema quanto às telas, relatórios e
procedimentos.
1.4 DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS DA
APRENDIZAGEM
- Mensagens
Capacidade do software de interagir com o usuário, através de mensagens claras e
objetivas, utilizando-se de um vocabulário comum.
As mensagens podem ser de esclarecimento, de consistência ou de instrução.
- Documentação
Documentação clara e abrangente, permitindo que o usuário possa conhecer todo o
potencial do software. Pode ser composta por Manuais e Cartão de Referência.
- Help on-line
- Help por função
Descrição breve do que é, como funciona, para que serve e como usar a função.
- Help por campo
Descrição breve do que representa e qual o conteúdo a informar, possibilitando consulta
às opções existentes, por exemplo:
NOME
DO CAMPO |
Estado
Civil |
DESCRIÇÃO |
Estado
civil da pessoa |
CONTEÚDO |
Numérico
de 1 até 4 |
OPÇÕES
EXISTENTES |
1
- Solteiro
2 - Casado
3 - Viúvo
4 - Separado |
- Padronização
Utilização de um modelo único dentro do sistema quanto às telas, relatórios e
procedimentos.
- Auto-instrução
Capacidade do software de proporcionar ao usuário aprendizagem através de uma
simulação.
- Glossário
Capacidade do software de oferecer ao usuário um dicionário de termos técnicos
utilizados pelo mesmo.
1.5 DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS DA
COMPREENSIBILIDADE
- Mensagens
Capacidade do software de interagir com o usuário, através de mensagens claras e
objetivas, utilizando-se de vocabulário comum.
As mensagens podem ser de esclarecimento, de consistência ou de instrução.
- Glossário
Capacidade do software de oferecer ao usuário um dicionário de termos técnicos
utilizados pelo mesmo.
- Documentação
Documentação clara e abrangente, permitindo que o usuário possa conhecer todo o
potencial do software. Pode ser composta por Manuais e Cartão de Referência.
- Help on-line
- Help por função
Descrição breve do que é, como funciona, para que serve e como usar a função.
- Help por campo
Descrição breve do que representa e qual o conteúdo a informar, possibilitando consulta
às opções existentes, por exemplo:
NOME
DO CAMPO |
Estado
Civil |
DESCRIÇÃO |
Estado
civil da pessoa |
CONTEÚDO |
Numérico
de 1 até 4 |
OPÇÕES
EXISTENTES |
1
- Solteiro
2 -
Casado
3 - Viúvo
4 - Separado |
1.6 PRIORIDADE DOS
CRITÉRIOS DA USABILIDADE

2 MÉTODO PARA AFERIÇÃO
2.1 TABELA DE AFERIÇÃO CRITÉRIO (*)
CRITÉRIO(*) |
CONTEÚDO |
PESO |
GRAU |
Padronização |
>telas
>mensagens
>relatórios
>help
>teclas
>disposição dos campos na tela
>nome dos campos |
11 |
1,0
= 6 a 7 itens
0,5 = 3 a 5 itens
0,0 = 0 a 2 itens |
Navegação |
>hierárquica
>genérica |
10 |
1,0
= todos os itens
0,5 = hierárquica ou genérica ou mista
0,0 = sem |
Mensagens |
>clareza |
9 |
1,0
= todos os itens
0,5 = parcialmente compreensíveis
0,0 = incompreensível ou inexistente |
Help
On-line |
>por
campo
>por função |
8 |
1,0
= todos os itens
0,5 = por campo ou por função 0,0 = sem |
Documentação |
>manual
>cartão de referência |
7 |
1,0
= todos os itens
0,5 = manual ou cartão de referência
0,0 = sem documentação ou não atualizados |
Prevenção
Contra Erros de Operação |
>mensagens
de alerta |
6 |
1,0
= sempre alerta o usuário 0,5 = entre telas ou entre funções
0,0 = sem |
Reaproveitamento
da Entrada de Dados |
>entre
telas
>entre funções |
5 |
1,0
= todos os itens
0,5 = entre telas ou entre funções
0,0 = sem |
Auditabilidade |
>rastreamento
>verificação de integridade (quando aplicável) |
4 |
1,0
= todos os itens
0,5 = rastreamento e ausência de verificação de integridade (quando aplicável)
0,0 = sem |
Auto-instrução |
>simulação
de todo o sistema |
3 |
1,0
= simulação de todo o sistema
0,5 = simulação de algumas funções
0,0 = sem |
Facilidade
de Instalação |
>interage
com usuário |
2 |
1,0
= interage
0,0 = não interage |
Glossário |
>existência |
1 |
1,0
= completo
0,5 = incompleto
0,0 = sem |
(*) Deve ser eliminada da
fórmula da Usabilidade (?) Referente ao Critério que não se aplicar ao sistema em
questão.
2.2 CÁLCULO DA USABILIDADE

onde: U = usabilidade
G = grau
P = peso
Classificação:
0,0 a 0,4 = reprovado
0,5 a 0,6 = precisa melhorar para ser implantado
0,7 a 1,0 = OK
2.3 APLICAÇÃO PRÁTICA
2.3.1 Sistema APC
CRITÉRIO |
GRAU
x PESO |
Padronização |
0,5
x 11 = 5,5 |
Navegação |
0,5
x 10 = 5,0 |
Mensagens |
1,0
x 9 = 9,0 |
Help
On-line |
0,0
x 8 = 0,0 |
Documentação |
0,5
x 7 = 3,5 |
Prevenção
contra erros de operação |
0,0
x 6 = 0,0 |
Reaproveitamento
da entrada de dados |
0,5
x 5 = 2,5 |
Auditabilidade |
0,0
x 4 = 0,0 |
Auto
instrução |
0,0
x 3 = 0,0 |
Facilidade
de instalação |
1,0
x 2 = 2,0 |
Glossário |
0,0
x 1 = 0,0 |
TOTAL |
27,5 |
U = 27,5 :
66 = 0,41
Classificação: reprovado
2.3.2 Sistema SNG
CRITÉRIO |
GRAU
x PESO |
Padronização |
1,0
x 11 = 11,0 |
Navegação |
1,0
x 10 = 10,0 |
Mensagens |
0,5
x 9 = 4,5 |
Help
On-line |
0,5
x 8 = 4,0 |
Documentação |
0,5
x 7 = 3,5 |
Prevenção
contra erros de operação |
1,0
x 6 = 6,0 |
Reaproveitamento
da entrada de dados |
1,0
x 5 = 5,0 |
Auditabilidade |
1,0
x 4 = 4,0 |
Auto
instrução |
0,0
x 3 = 0,0 |
Facilidade
de instalação |
1,0
x 2 = 2,0 |
Glossário |
0,0
x 1 = 0,0 |
TOTAL |
50,0 |
U = 50,0 :
66 = 0,76
Classificação: aprovado
3 ESTRATÉGIA DE APLICAÇÃO NA CELEPAR
Como a CELEPAR dispõe do SNG (ferramenta para controle da navegação e
acesso a sistemas), sugere-se que o mesmo seja revisto quanto aos critérios
da Usabilidade e adequado nos pontos em que não atende.
Após revisado e adequado, o SNG deve ser acrescido de mecanismos que facilitem
e/ou induzam o desenvolvimento dos sistemas por ele suportados, visando
o atendimento das diretrizes propostas por este trabalho.
GLOSSÁRIO
Critério
Aquilo que serve de norma para avaliação; norma para comparação com um
padrão; processo de medida ou avaliação.
Atributo
Característica qualitativa/quantitativa que identifica um membro de um
conjunto observado.
jones@celepar.gov.br
leticia@celepar.gov.br
marcia@celepar.gov.br
cordeiro@celepar.gov.br
rosanee@celepar.gov.br
stefano@celepar.gov.br
furusho@celepar.gov.br
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