1 CARACTERIZAÇÃO DA
APLICAÇÃO
As "Redes Virtuais para Workgroups" têm como característica ser um serviço
que possibilita a integração de usuários finais para constituir diferentes workgroups,
permitindo, desta forma, que usuários que tenham necessidade de realizar trabalhos em
conjunto, utilizando ferramentas de workgroup computing (aplicações voltadas a
automatizar o dia a dia de trabalho entre as pessoas), inclusive de diferentes segmentos
físicos de rede, estejam unidos em redes virtuais próprias. A criação e a manutenção
dessas redes virtuais deverá ocorrer de forma dinâmica, sem necessidade de alteração
na sua rede física, de forma que grupos possam ser criados e eliminados de acordo com os
interesses da organização. 2
CENÁRIO
Hoje é uma realidade a necessidade das grandes empresas em criar grupos de trabalhos
específicos, de forma rápida, unindo funcionários de diversos setores (algumas vezes
até distantes fisicamente) com o objetivo de realizar determinadas tarefas em conjunto e
que implica, em muitos casos, na necessidade de interligação das várias redes locais
existentes, integrando-as em uma rede que chamaremos de "Rede de Campus".
Existe, também, uma outra necessidade de
isolamento destes tráfegos na rede, fazendo com que os diversos grupos de trabalhos
utilizem segmentos de redes específicos, de forma que não haja contenção na rede pelo
compartilhamento de um único segmento pelos diversos grupos de trabalho.
Para agravar ainda mais os gargalos das
redes existentes, temos o rápido avanço dos PC's quanto ao incremento na capacidade de
processamento e armazenamento, com custos cada vez menores, possibilitando a
implementação de novas aplicações distribuídas e multimídia (Ex. envio de imagens de
documentos a partir de scanner para aplicações de workgroups), o que implica em mais
informações em forma de texto, gráficos, voz e imagens, transitando nas redes e
exigindo destas melhor performance.
Como alternativas para solucionar os
gargalos de comunicação das redes, uma técnica muito utilizada atualmente é a
microsegmentação, porém não é esta uma solução definitiva. Pois, a
microsegmentação implica na aquisição de hardware e software adicionais
(bridges/routers) e num esforço no sentido de planejar e executar tais alterações da
rede física, o que demandará um certo tempo, fazendo com que as alterações não possam
ocorrer de forma dinâmica sendo, portanto, uma solução típica de ser aplicada aonde
exista um ambiente estável de rede.
A dinâmica com que tais grupos são criados,
alterados e eliminados é também uma realidade atual, de tal forma que é muito difícil
e também oneroso, acompanhar as necessidades da empresa, quando se utilizam soluções
que dependam de hardware/software adicionais, para segmentar as LANs e separar o tráfego
de informações dos workgroups de forma a buscar a estabilidade na rede.
Uma das alternativas para solucionar de
forma definitiva os gargalos de comunicação, está baseada na tendência da nova
tecnologia de comutação de pacotes e células "Cell-Switches" / "Frame
Switches". Esta tecnologia é uma junção de hardware e software que implementa uma
matriz de alta velocidade para comutar células de tamanho fixo entre equipamentos.
O uso de equipamentos baseados nas
tecnologias de "Frame-Switch" / "Cell Switch" permite que as portas
possam trocar informações entre si, podendo, ainda, isolar acesso entre grupos de
estações, criando diversos segmentos distintos. Além disso, permite fazer várias
conexões dedicadas de alta velocidade, sendo esta a principal diferença para as
tecnologias de redes locais atuais.
Além de isolar tráfego, configurando a
rede de forma dinâmica (através de software de gerenciamento), existe, também, o
aspecto de segurança a ser considerado, já que portas pertencentes a grupos de trabalhos
distintos não podem se comunicar diretamente entre elas, somente quando necessário e
através de comando do software implementado pelo Comutador.
Concluindo, hoje é possível se criar
Redes Locais Virtuais de forma dinâmica, para trabalhos de workgroup computing, isolando
tráfegos a partir de segmentos independentes de alta velocidade, conseguindo uma melhor
performance da rede, sem alteração da rede física.
3 UTILIZAÇÃO
Aplicações de workgroup computing são quaisquer aplicações projetadas
para automatizar o dia a dia de trabalho entre pessoas de uma organização
e, em alguns
casos, até entre pessoas de organizações diferentes.
Existem muitas vantagens no uso deste tipo de aplicação, tais como: maior
produtividade, redução de custos, maior agilidade na tomada de decisões,
maior controle dos processos, compartilhamento de informações técnicas,
disseminação rápida de novos conhecimentos adquiridos, etc.
As aplicações de Workgroup Computing partem agora na busca de soluções
que suportem todos os usuários de grupos de trabalho, de tal forma que
possa ser transparente sua localização física na rede da Organização e
da plataforma utilizada na sua estação de trabalho.
As redes são a infra-estrutura necessária na qual é possível se implementar
este tipo de aplicações, possibilitando aos seus usuários, quando necessário,
acessar informações onde estiverem armazenadas e, também, permitir a troca
de informações entre os participantes de um grupo de trabalho estabelecido.
Desta forma, ao possibilitar a interligação das redes existentes em uma
Organização e procurando aumentar a "bandwith" (banda de passagem)
existente nessas redes, tornaremos esse tipo de aplicações cada vez mais
acessível a um número maior de usuários e garantindo, também, maior rapidez
na troca dessas informações.
O conceito de redes virtuais deve ser utilizado em empresas de médio e
grande porte que tenham a necessidade de constituir vários segmentos de
redes (virtuais) para trabalhos de workgroup computing, com o objetivo
de confinar tráfego nos segmentos pertinentes, permitindo, desta forma,
o trabalho em grupo com uma melhor performance da rede e, ainda, sendo
possível unir usuários até de diferentes segmentos físicos em uma rede
virtual.
Existe previsão de que a base instalada de redes Ethernet deverá manter
seu crescimento por mais algum tempo. Logo, qualquer tentativa no sentido
de integrar as várias redes locais existentes em uma organização, em uma
rede integrada "Campus", deverá prever um plano de integração
da base de redes locais instalada.
O uso de hub's permite, também, que segmentos sejam estendidos de forma
virtual, permitindo que usuários de diferentes segmentos físicos sejam
tratados como se estivessem num segmento próprio, porém, deverá ser considerado
que a "bandwith" (banda de passagem) da rede continua constante,
e é alocada de forma fixa.
Nas tecnologias de redes atuais (de compartilhamento de acesso ao meio
físico) o acesso ao meio físico ocorre de forma serial (um a um), de tal
forma que, quando um usuário ganha a permissão de acesso ao meio, é dada
a disponibilidade total do meio. Desta forma, quanto maior o número de
usuários, menor será a vazão média de informações no meio.
Uma nova opção para interligar as redes locais existentes em uma organização,
com o objetivo de integrar usuários e aplicações (inclusive de Workgroup
Computing), são soluções tecnológicas do tipo "Frame Switch"
/ "Cell Switch", como, por exemplo, soluções baseadas em ATM,
Frame Relay e SMDS que fornecem maior flexibilidade pois disponibilizam
várias conexões dedicadas simultâneas, propiciando um melhor aproveitamento
do meio físico. Atualmente já é possível encontrar equipamentos disponíveis
no mercado com estas tecnologias, resolvendo, de forma definitiva, os
problemas de contenção de informações na rede.
Hoje já existem, também, equipamentos baseados em tecnologia de comutação
de células como, por exemplo, ATM, que permitem que usuários tradicionais
de rede se comuniquem com esta nova tecnologia.
Esta comunicação é possível, hoje, através de equipamentos de acesso a
estas novas redes baseadas nesta tecnologia, sem a necessidade adicional
de hardware e software em suas estações de trabalho. Estes equipamentos
de integração é que serão os responsáveis por converter tráfego de pacotes
das redes locais atuais para células ATM.
Com a garantia da preservação da base instalada de redes locais, podemos
implementar esta nova tecnologia de forma gradativa, fazendo com que aplicações
possam ser executadas independente da localização física do usuário na
rede.
Uma rede virtual nada mais é do que o agrupamento de portas de um comutador,
ou de um conjunto destes. Desta forma, a rede virtual é a segmentação
da Lan, cujos tráfegos podem ser isolados, fazendo com que agrupamentos
de portas possam constituir segmentos específicos para workgroups.
Múltiplos segmentos e workgroups, hoje, já podem ser definidos através
de software (do próprio comutador) , o que permite uma dinâmica na realocação
dos workgroups.
O advento deste tipo de tecnologia ao nível de Campus (metropolitano),
leva a uma nova discussão do emprego deste conceito de redes virtuais
também para o nível de Wan. A tendência é que as redes virtuais para workgroups
se estendam para fora do domínio do Campus.
Desta forma, o conceito de redes locais que hoje conhecemos passa a dar
lugar a um conceito de rede virtual voltada ao workgroup computing, podendo
ser geradas e mantidas, dinamicamente, de acordo com as necessidades da
organização, dando maior estabilidade ao tráfego de informações (cada
vez mais intenso) e possibilitando, ainda, integrar os usuários de diferentes
segmentos físicos de rede em uma "Rede campus'' e, ainda, num futuro
próximo, integrar usuários de workgroups de "Campus" distintos
através de um serviço de uma "Rede Pública".
4 BENEFÍCIOS
A interligação das diversas redes existentes em uma organização, formando
uma rede integrada, traz como primeiro benefício a conexão entre todos
os usuários que é a infra-estrutura necessária para o trabalho em grupo.
A partir de equipamentos hoje existentes no mercado, com tecnologia de
comutação de células (Cell-Switch), que permitem a interligação das diversas
redes existentes e proporcionam, em função dessa nova tecnologia, a obtenção
de uma maior rapidez e melhor utilização do meio físico, viabilizando
novas aplicações distribuídas, e o emprego da multimídia e, ainda, facilitando
aplicações de workgroup computing que prevê, também, o envio de voz/dados
e imagens entre os participantes de um grupo de trabalho.
Além da maior rapidez e flexibilidade na utilização do meio físico proporcionado
por esta nova tecnologia, alocando "banda de passagem" de acordo
com o desempenho das estações de trabalho, podemos criar matrizes bastante
velozes para comutação de células entre grupos de usuários afins, criando
segmentos virtuais independentes de alta velocidades entre eles, evitando
a interferência na transmissão de informações entre os diversos grupos
de trabalho, e, com isso, possíveis gargalos na rede.
Outro ponto a ser considerado é o aspecto de segurança, já que por serem
segmentos independentes não há possibilidade de comunicação direta entre
eles, tendo que, obrigatoriamente, passar pela liberação por parte do
software de gerenciamento.
O principal benefício proporcionado por este serviço é o fato de uma organização
ter a flexibilidade, rapidez e segurança em criar e manter diversos grupos
de trabalho de interesse da organização, sem implicar em alteração da
sua rede física de comunicação.
Ao utilizar estes avanços tecnológicos para interligação e criação de
redes locais baseadas em redes virtuais dedicadas, permite-se que, cada
vez mais, utilizem-se aplicações de workgroup computing, tornando a informação
disponível no momento necessário para toda Organização, o que é um diferencial
competitivo nos tempos atuais.
5 REQUISITOS DE QUALIDADE
Os requisitos necessários para se prestar esse tipo de serviço com qualidade
estão diretamente ligados à capacidade dos comutadores em estabelecer
a conexão de vários segmentos dedicados de alta velocidade, de forma simultânea.
Quanto maior o número de conexões dedicadas de uso simultâneo e quanto
maior a velocidade do meio para essas conexões, maior será a capacidade
e a qualidade dessa rede em criar redes virtuais de forma dinâmica que
possibilitem a disponibilização, cada vez mais intensa, de aplicações
de workgroup computing na organização.
Outro aspecto de qualidade a ser considerado é a existência de equipamentos
integradores; de acesso a essa tecnologia de comutação de células, equipamentos
esses que serão os responsáveis por converter pacotes das redes locais
atuais em células, possibilitando a interligação das redes locais existentes
com essa nova tecnologia.
Um outro fator de qualidade a ser considerado é o aspecto de segurança
das informações trafegadas que esse tipo de serviço oferece, já que os
diversos segmentos virtuais não podem comunicar-se diretamente entre si,
sendo possível, apenas, através da permissão concedida pelo gerenciador
do comutador.
6 SEGMENTAÇÃO DE MERCADO
Serviço típico de empresas de médio e grande porte que tenham como característica
a necessidade de constituir e manter vários grupos de trabalho de forma
dinâmica, garantindo flexibilidade, rapidez e segurança. Hoje, organizações
mais propensas a utilizar estes serviços de rede seriam campus universitários,
indústrias e hospitais.
7 REDES SUPORTES (TECNOLOGIA)
Para atingir os benefícios citados, garantindo flexibilidade, rapidez
e segurança, há necessidade de utilização de uma infra-estrutura tecnológica
de comunicação baseada em "Cell-Switch / Frame-Switch", como,
por exemplo, soluções baseadas em: ATM, DQDB, SMDS, FRAME RELAY, etc.
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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bara@celepar.gov.br

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