| Dentro de poucos
dias será implantada na Celepar a versão 2.0 da MDS - Metodologia de Desenvolvimento de
Serviços da Celepar - esta versão tem como uma das suas finalidades dotar a versão
anterior de modelos e exemplos de utilização. Quando falamos em modelos estamos falando
em padronizar. Normalmente esta palavra "PADRÃO", é uma palavra que assusta,
restringe, causa mal-estar nos técnicos de informática. Por quê?
1. A área de informática
é recente, e como conseqüência, as organizações mais antigas não investiram
em metodologias de trabalho, até porque muitas vezes estas não existiam;
isto fez com que os técnicos fossem acostumados a terem uma grande liberdade
de atuação, não respondendo a nenhuma regra ou padrão. Cada um possuía
o seu.
2. A utilização de padrões normalmente nos dá uma idéia que estes restringem
a criatividade do técnico, o que de antemão não é verdade, visto que normalmente
o padrão diz respeito à forma e não à solução.
3. Criou-se um mito: que os padrões são superiores ao "bom senso",
isto também não é verdade, pois os padrões devem representar este "bom
senso". Normalmente os padrões são criados para resolver os casos
mais comuns encontrados nas organizações, ficando para o "bom senso"
resolver os restantes.
Como benefícios decorrentes da utilização de padrões temos:
- Evitar repensar os problemas que são comuns a todos os projetos como
por exemplo: - interface com o usuário,
-nomes de programas, - técnica utilizada para representar
modelos de dados, etc.
- Facilitar a realocação de pessoal, como a metodologia e as técnicas
são padronizadas, o entendimento se dá a nível de negócio e não a nível
de representação metodológica. Evitando-se assim que a cada realocação
de pessoal ou seja mudada a forma de representação ou o técnico tenha
que reaprender a projetar sistemas.
- Facilitar a comunicação entre as pessoas, já que se adota uma linguagem
comum.
- Garantir que os produtos finais possuam uma forma coesa na operação
e na apresentação, quando da subdivisão do projeto em subprojetos.
- Assegurar uniformidade de procedimentos para se contratar e treinar
pessoal.
- Ajudar no desenvolvimento de novas ferramentas de ganho de produtividade,
como é o caso do AREAS, PRONTO... que temos desenvolvidos na Celepar.
Como vantagem secundária de um ambiente padronizado temos a facilidade
de tercerização de alguns serviços, já que em outras circunstâncias seria
muito difícil a absorção de diversos padrões.
Como desvantagens na utilização de padrões podemos citar:
Na maioria das organizações existe uma inflexibilidade muito grande
nos padrões.
Incentivo ao conservadorismo, pois os técnicos não questionam os
padrões.
Como podemos notar, normalmente as desvantagens dos padrões se dão em
ordem prática e não técnica. O que temos como um desafio constante é utilizarmos
os padrões para termos as vantagens acima citadas e, sempre que se fizer
necessário, pedirmos para que os mesmos sejam alterados, para que os padrões
não caiam no esquecimento e só existam para "enfeitar" as prateleiras
da biblioteca ou ocuparem espaço na nossa rede.
Na Celepar temos muitos bons exemplos na utilização de padrões. Um deles
e o SNG (Sistema de Navegação Genérico), utilizado para permitir a navegação
entre telas e a segurança de acesso a funções dentro de uma aplicação.
No início houve algumas resistências na sua utilização, mas hoje, são
53 sistemas que o utilizam. Ganhou-se com isso: - o reuso de código, aumentando
a produtividade no desenvolvimento de aplicações; - o usuário, que teve
a forma de navegação e suas telas padronizadas; - a portabilidade para
outros ambientes (Exemplo: Unix). Este é um caso típico de sucesso e o
que se nota é que os técnicos que na época se "aventuraram"
a utilizá-lo não estão arrependidos, e hoje não imaginam desenvolver sistemas
sem utilizar esta ferramenta.
O que são solicitadas sim, são melhorias nessa ferramenta como forma de
modernizá-la e adequá-la a outras situações não contempladas na sua versão
original.
Muitas outras ferramentas foram desenvolvidas para o ambiente Natural,
mas a facilidade em desenvolver estas ferramentas depende quase que exclusivamente
da utilização dos padrões na programação por todos os técnicos, visto
que o tratamento de exceções das aplicações um dos principais problemas.
Um exemplo desta dificuldade: quando da mudança do Natural -1 para o Natural-2,
se todos os programas desenvolvidos no modo report tivessem suas variáveis
definidas no início do programa e os seus nomes iniciados com o símbolo
"#", um simples programa de conversão poderia ter sido executado
para converter os programas do modo report para o semi-estruturado. Como
isso não era verdade, foi inviável, na época, fazer-se este programa de
conversão sem um grande risco de erros.
Perde o técnico que é obrigado a fazer a conversão manual ou a manter
sistemas na versão anterior, perde a empresa que teve um alto índice de
retrabalho.
Para facilitar a utilização dos padrões estabelecidos pela empresa, está
sendo desenvolvido pela biblioteca a disponibilização dos padrões de forma
on-line (help no ambiente Windows). Dentro do ambiente de desenvolvimento
de sistemas existe o gerador de áreas de dados que se chama AREAS, que
pode ser ativado no comando NEXT do Natural.
Todas essas facilidades são uma tentativa de facilitar a utilização dos
padrões de codificação e de interface pelos técnicos da Celepar. Sem dúvida
nenhuma as vantagens de se ter um padrão ainda são maior que as desvantagens.
Acreditando nisso é que estamos trabalhando para melhorar estes padrões
na empresa e em conseqüência o dia a dia dos nossos técnicos.
lislane@celepar.gov.br
cristina@celepar.gov.br

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