Usando e abusando do Geoprocessamento |
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| Autora: | Iolanda Oliveira Barcelos - GPT |
| O que é Geoprocessamento? É uma tecnologia que, utilizando recursos de computação gráfica e processamento digital de imagens, associa informações geográficas a bancos de dados convencionais. Assim, é possível recuperar informações não apenas com base em suas características alfanuméricas, mas também através de sua localização espacial. Trata-se de um conjunto de técnicas bastante recentes, cuja utilização oferece ao planejador uma visão inédita de seu campo de trabalho, em que todas as informações disponíveis sobre um determinado assunto estão ao alcance através de sua posição geográfica. Isto só foi possível após o advento da Cartografia Digital, isto é, a informação cartográfica se transformou em bits e bytes. Com o mapa digital e as informações descritivas em bancos de dados, veio o Mapa Inteligente. Foi o primeiro degrau dos Sistemas de informação Geográfica, os SIGs, ou qualquer outro nome dado ao conjunto de processos que, com computador, fazem trabalhos de aquisição, gerenciamento, análise e apresentação de dados de um espaço geográfico. Os SIGs foram o fruto do Geoprocessamento e
logo viraram uma poderosa ferramenta para tarefas que afetam diretamente desde a mais
moderna e complexa instituição, ate a vida do simples cidadão. A eficiência do sistema
é fator chave para seu êxito. Além de bem dimensionado, deve atender com desempenho ao
seu objetivo , sem deixar de lado a relação custo/benefício. SIGs são usados para agilizar procedimentos de tomada de decisão, diante da acirrada disputa de mercado na economia mundial. Áreas como a bancária, transportes, companhias de seguros, científica, comercial e marketing, são usuárias recentes e bem-sucedidas de geoprocessamento. BANCOS - aplicativos para oferecer melhores serviços e reduzir custos. Seus sistemas fornecem dados e posições do mercado financeiro em tempo suficiente para prever estimativas importantes. A visualização geográfica agiliza decisões e dá um efeito mais real às análises do fato. É o caso Chase Manhattan e Citibank. TRANSPORTES - visualizar rotas de tráfego, monitorar unidades móveis. Alguns sistemas recebem informações de posicionamento de veículos, em tempo real, através de equipamentos receptores/transmissores de dados que usam, inclusive, o satélite. A partir dos receptores e decodificadores nas estações de trabalho, o sistema situa a posição do veículo quando ele se movimenta. Os resultados no controle de cargas ou localização de veículos roubados são, também, de grande valor. SEGURADORAS - podem usar um sistema para estimar valores de seguros baseados no número de casos de ocorrência do bem em questão, em determinada região. O sistema apresenta um mapa temático subdividido em áreas com índices de furtos residenciais, por ex.: Avaliam-se as possibilidades de novas incidências na região, por estimativa, e determina-se o valor adequado do seguro. COMERCIAL - americanos, recentemente, na passagem de um furacão pelos Estados Unidos, várias empresas tiveram grandes lucros em aplicações financeiras. Eles usaram sistemas que detectavam, cartograficamente, o percurso do furacão e regiões atingidas. Conhecidas as produções das regiões afetadas, previram oscilações nos preços de produtos agrícolas e planejaram as aplicações nas bolsas de valores. SIGs são usados
para determinar estratégias de mercado. Fixa-se um espaço geográfico de
atuação, onde é apresentada, também, a concorrência. Por análise espacial
definem-se as áreas prioritárias para uma nova filial ou o lançamento
de campanha publicitária de determinado produto, num sistema que integra
dados cartográficos e dados para avaliação mercadológica. Como produto
de análise obtém-se novos mapas, relatórios e gráficos estatísticos para
a compreensão dos resultados. |
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