ABORDAGEM
CONCEITUAL
Se algum dia algum presidente de empresa de serviço público, prefeito,
governador, ministro ou político imaginou um sistema computadorizado para
ajudá-los a resolver seus sérios problemas administrativos, o objeto de
seus sonhos é certamente o GIS.
Este novo produto, que combina informações geográficas com banco de dados,
tem recursos para responder perguntas de extrema importância e complexidade:
"Como o solo do meu país/estado/ município /bairro está sendo ocupado?"
"Qual o impacto ambiental caso o traçado da nova estrada passe por
este ou aquele terreno?"
"Quais as enfermidades que incidem numa certa área, para que a futura
unidade hospitalar seja especializada nestas doenças?"
"Como ser justo na aplicação do IPTU?"
"Se a passagem para o túnel tiver de ser interrompida, qual o melhor
trajeto para o corpo de bombeiros em caso de emergência?"
Se por um lado as situações que afligem nossos administradores em seu
dia a dia podem ser contadas aos milhares, por outro a solução é uma só:
Geographical Information System ou, mais concisamente, o GIS.
Coqueluche do momento, o GIS está sendo utilizado por empresas privadas
e públicas de diversos países para solucionar situações complexas que
envolvem informações geográficas/cartográficas e dados convencionais.
0 GIS permite não somente analisar o estado atual como fazer ensaios de
previsibilidade.O GIS permite a diversos usuários não só a disponibilidade
e acesso a dados digitais como também a manipulação, de forma integrada,
de dados de diferentes fontes e natureza.
Os "softwares" para aplicações em GIS diferenciam-se dos demais
por armazenar, gerenciar e manipular dados espaciais ou georeferenciados.
Um dado espacial é composto por sua posição em relação a um sistema de
referência qualquer associado ao espaço, um conjunto de atributos (dados
alfanuméricos) e as relações com outros elementos. Um "software"
para aplicações em GIS deve permitir a manipulação integrada de seus três
componentes.
Para que um ambiente de GIS seja criado, faz-se necessário modelar os
diversos procedimentos necessários à sua implantação dentro da Instituição
e definir as fronteiras dos diversos subsistemas que o compõem.
SUBSISTEMAS
Os subsistemas básicos são: aquisição, gerenciamento. manipulação e análises
e apresentação dos resultados.
0 subsistema de aquisição corresponde à obtenção dos dados. Transformações
substanciais vêm ocorrendo nos processos convencionais, de modo a obtê-los
na forma digital.
0 subsistema de gerenciamento engloba a estruturação dos dados no banco,
segundo um modelo conceitual desenvolvido durante o projeto lógico.
0 subsistema de manipulação e análises refere-se ao conjunto de rotinas
a serem desenvolvidas, utilizando funções básicas do "software"de
GIS, de forma a atender os requisitos das aplicações. Neste caso, o "software"
deve dispor de uma linguagem de desenvolvimento o mais amigável possível.
O subsistema de apresentação de resultados abrange todos os procedimentos
para formatação das informações resultantes das análises, adaptando-a
às diversas formas de representação cartográfica.
SUBSISTEMA DE AQUISIÇÃO
0 processo de conversão do dado da forma analógica para a digital é denominado digitalização.
Existem três métodos de digitalização: o manual ("mesa digitalizadora"
) o semi-automático (seguidor automático de linha) o automático ("scanner").
- manual ("mesa digitalizadora")
- semi-automático (seguidor automático de linha)
- automático ("scanner")
Nos dois primeiros métodos, os dados são obtidos no formato vetorial.
No método automático, os dados encontram-se no formato raster.
A escolha do melhor método requer a avaliação de itens, tais como: finalidade
da aplicação, quantidade de dados a serem digitalizados, tempo de aquisição,
custo e outros. Seja qual for o método utilizado, a etapa de aquisição
necessita de cuidados na definição de padrões de qualidade adequados,
de modo que os dados possam retratar de forma mais correta a realidade
que se deseja modelar.
Sendo assim, vários aspectos devem ser considerados durante o processo
de aquisição, tais como:
Tipo de fonte de dados - deve ser confeccionado sobre uma base
que não sofra deformações;
Precisão da fonte de dados - é a qualidade desde o levantamento
dos dados em campo até a impressora do mapa;
Escala de representação - indica o nível de detalhamento do mapa;
Sistema de projeção - sistema ao qual o mapa está referenciado.
Para que seja possível cruzar informações de diferentes fontes? estas
devem ser referenciadas a um mesmo sistema de projeção.
iolanda@celepar.gov.br

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