Independente do número de negócios que se realize
durante um evento como a Fenasoft, um item importantíssimo é a participação
institucional da empresa.
Principalmente no caso da maioria das
dez empresas que participaram do estande paranaense da Feira, realizada entre 17 e 21 de
julho. Elas vendem software muitos complexos e específicos que precisam de um bom tempo
para o cliente analisar e comprar.
O grande negócio é o pós-feira. Os
negócios que serão fechados em decorrências dos contatos que foram estabelecidos
durante a Fenasoft. Neste aspecto a participação foi positiva (confira box). O
custo-benefício valeu a pena. Todos os participantes paranaenses mostraram desejo em
voltar na próxima edição.
A Alquimídia Tecnologia Interativa estabeleceu cerca de
200 contatos "quentes", como diz o diretor Renato Carneiro. Destes, há
possibilidade efetiva de serem fechados até 20 contratos este ano - o que representaria
um aumento de 100% no faturamento da empresa, diz Carneiro. "A feira abriu várias
perspectivas em várias áreas diferentes. Além disso, outro diretor da empresa, Antonio
Simão Neto, foi palestrante bastante festejado na feira. A Alquimídia abriu frentes de
negócios até mesmo em Rondônia.
Se a EBS - Empresa Brasileira de Sistemas fechar negócios
através dos contratos que estabeleceu na feira, pode somar ao faturamento alguma coisa em
torno de R$ 300 mil em licença de uso dos sistemas que lançou durante o evento, informa
o diretor comercial Gilmar Pértile. "Valeu a pena", resume.
Na Preâmbulo, que levou seus sistemas específicos para
advogados, não foi diferente. A Empresa engatilhou novos representantes para o País,
dentro de sua política de interiorizar a representação. E vendeu os programas, que
devem incrementar em 25% o faturamento. "Para procurar representante comercial, a
Fenasoft é o grande lugar", diz o diretor Ildefonso Rafael Guibor.
IMAGEM
Além dos negócios, a
participação institucional é muito importante. Apesar de ser uma feira de informática,
os participantes se interessaram em saber mais informações sobre Curitiba e o
Paraná", festeja o diretor do Departamento de Desenvolvimento da Secretaria
Municipal de Indústria, Comércio e Turismo de Curitiba, Hans Raimundo Klug. "A CIC
considerou sua participação na 9ª Fenasoft positiva", resume o pessoal da
Companhia de Desenvolvimento de Curitiba.
Pelo lado das empresas a avaliação é similar. "O
retorno institucional é muito bom", diz o diretor da Pólo de Software Kival Weber.
Gilmar Pértile, da EBS, encontrou 70 de seus clientes na feira. "Só o fato de os
clientes estarem lá, e nós também estarmos, gera respeito."
O diretor da Solusoft, Leonardo Matt, lembra que muitos dos
softwares levados para a feira não se moldam num evento tipo "varejão" - o que
só ressalta a importância de participar e deixar a imagem. "O software já é mais
complexo, precisa de mais análise", diz. "Como institucional, vale participar.
Isto reforça a marca."
BOX
A CIC elaborou uma pesquisa sobre o
número de contatos estabelecidos pelas empresas e o percentual de possibilidade de
retorno efetivo de negócios em função disso. Também perguntou se elas desejam
participar da próxima edição do evento. A resposta foi em uníssono: sim.
| Empresas |
Nº de contratos |
% de possibilidade de negócio |
| Polo de Software |
85 |
50 |
| Exactus |
150 |
60 |
| Hexasys |
300 |
10 |
| Computertots |
50 |
520 |
| Megaware - SMS |
400 |
20 |
| Byte Brasil |
23 |
50 |
| EBS |
300 |
20 |
| Alquimidia |
200 |
5 |
| Preâmbulo |
200 |
70 |
| Solusoft |
10 |
20 |
bb@celepar.gov.br

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