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Esta aconteceu há algum tempo, mas parece que
foi ontem.
Em um destes cursos, já estávamos em uma certa altura onde o entrosamento
entre os participantes já era grande. O início das aulas era marcado por
uma série de causos.
Pois bem, no início de uma delas, e por haver ocorrido problema em um
dos equipamentos no dia anterior, estava sendo feita uma transferência
dos arquivos de uma máquina para outra em melhor situação (achavamos).
A hora de início do curso já tinha expirado há algum tempo, mas como o
papo rolava solto, foi dada uma tolerância para a tal transferência.
Mas chega uma hora que ou vai ou racha. Olhamos para a tela do equipamento
responsáveI pela transferência, e o mesmo estava imóvel.
Conclusão 1: é isso aí, a máquina travou 111 Para termos certeza, o mestre
sugeriu fazer o teste do "Num Lock", ou seja, pressionar a tecla
de "Num Lock" para ver se a luz acendia ou apagava. Confirmado
o tal travamento, passamos para a segunda alternativa: Control + Alt +
DEL. Pressionadas as teclas, nada de liberar o equipamento.
Conclusão 2: esta máquina tá travada mesmo. Não que isso seja a situação
mais impossível do mundo, mas com ela já vieram algumas histórias, estórias
e causos, e depois, pescador é o culpado.
Assim, pela lei natural do travamento, capítulo 3, a próxima etapa seria
o botão de RESET (alguns pronunciam "REZETE").
Conclusão 3: por incrível que pareça, a tela do travamento nem arredou
o pé. Aí é que a coisa começou a pegar. Nos segundos imediatamente após
o click do botão, houve um silêncio por parte dos que estavam assistindo
a esta operação de destravamento. Neste momento, o mestre falou (ou jogou
a praga): "Agora só falta desligar a máquina e ela continuar travada.
Arrancamos o cabo da tomada e aí eu quero ver se ela continua travada!!!".
Conclusão 4: bem, agora você deve imaginar o que aconteceu. Ao colocar
a tecla de POWER na posição OFF, a máquina nem piscou. 0 que saiu de teoria
a respeito não foi brincadeira. A que mais chamou a atenção foi a do "Domínio
da Máquina sobre os Seres Humanos", digna de um mestrado.
Não conformado com a situação, um dos expectadores abandonou a discussão
teórica e partiu para as vias de fato, ou seja, ia desligar o equipamento
da tomada. Foi quando então percebeu, que o equipamento que estava sendo
manuseado era um outro. A mania de associar o vídeo com a CPU mais próxima,
fez com que todas as operações acima fossem executadas em outro computador,
e não no que deveria ser feito.
0 circo estava armado, foi um festival de gargalhada, um rindo do outro,
e todos de todo o mundo. Quanto à aula, bem, esta levou mais um bom tempo
para começar.
tarso@celepar.gov.br

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