Abordagem Conceitual (continuação)
No
número anterior falamos que a digitalização pode ser manual, semi-automática
ou automática, e que dos dois primeiros métodos resultam dados vetoriais
e do último, dado em formato raster.
A escolha do melhor método requer a avaliação de itens, tais como: finalidade
da aplicação, quantidade de dados a serem digitalizados, tempo de aquisição,
custo e outros. Seja qual for o método utilizado, a etapa de aquisição necessita
de cuidados na definição de padrões de qualidade adequados, de modo que
os dados possam retratar de forma mais correta a realidade que se deseja
modelar. Sendo assim, vários aspectos devem ser considerados durante o processo
cesso de aquisição, tais como:
0 subsistema de gerenciamento engloba a estruturação dos dados no banco,
segundo um modelo conceitual desenvolvido durante o projeto lógico.
0 subsistema de manipulação e análises refere-se ao conjunto de rotinas
a serem desenvolvidas, utilizando funções básicas do "software"
de GIS, de forma a atender os requisitos das aplicações. Neste caso, o
"software" deve dispor de uma linguagem de desenvolvimento o
mais amigável possível .
0 subsistema de apresentação de resultados abrange todos os procedimentos
para formatação das informações resultantes das análises, adaptando-as
às diversas formas de representação cartográfica.
Pesquisa
Na
Revista Fator GIS nº 8, publicou-se uma pesquisa que foi realizada em
1994: Distribuidores e Usuários de Sistemas de Geoprocessamento. A principal
fonte, os fornecedores de software, indicou os usuários. Sabe-se que os
316 cadastrados não representam sentam o total de usuários de Geoprocessamento
no país, mas o cadastramento continuará.
Tipos de Usuários
Os
usuários podem ser divididos em três grandes grupos:
UNIVERSIDADES - Atividades desenvolvidas em laboratórios de cartográfia,
Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento. A maior ênfase é na pesquisa
aplicada e desenvolvimento de estudos/projetos temáticos. Geralmente,
as universidades trabalham com grande número de softwares, devido à diversidade
de objetivos dos professores/pesquisadores e à variedade de problemas
tratados. Às vezes um ou outro software é adotado para ensino, nas disciplinas
dos cursos. Foram identificados 56 usuários neste grupo.
ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS - Formam o maior dos três grupos. São 174
entidades, principalmente Secretarias de Estado, institutos de pesquisa,
empresas públicas, concessionários de serviços públicos, prefeituras municipais
e outros órgãos governamentais que usam as novas tecnologias para Base
Cartográfica, Cadastro Técnico Multifinalitário, Cadastro de Redes (AM/FM),
Processamento Digital de Imagens, Mapeamento Temático e implantação de
Sistema de informações geográficas, ligados às atividades de planejamento
urbano e regional, estudos e análises ambientais tais.
USO PRIVADO - Composto por entidades como empresas privadas e pessoas
físicas, que prestam serviços a órgãos do governo. Pode ser subdividido
em duas categorias:
- empresas
prestadoras de serviços na área tecnológica: digitalização e desenho
automático, Cartografia, Sensoriamento Remoto, desenvolvimento e implantação
de sistemas temas de informação.
- empresas prestadoras de
serviços de consultoria: usuárias das novas tecnologias para o desenvolvimento
de estudos e projetos. Atuam nas áreas de planejamento urbano e regional,
meio ambiente e recursos naturais, onde base cartográfica e mapeamento
temático são fundamentais para diagnóstico e análise.
iolanda@celepar.gov.br

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