COMDEX'95
- INFORH
Autora: Clarice Mieko
Matsubara
PAINEL:
Participação dos Empregados nos Lucros das Empresas
PAINELISTAS:
- Sérgio Amad Costa
- Trevisan Auditores e professor da Escola de Administração de
Empresas - FGV
- João Baptista Sundfeld
- professor da Escola Superior Propaganda e Marketing, JBS &
Associados ConsultoriaS/C
- Manoel Costa - deputado,
presidente da Comissão de Finanças e Tributação e diretor do Instituto
Tancredo Neves do PFL
- Farid Nasser Chedid
- diretor de RH do Grupo Rhodia
Nas entrelinhas das apresentações
deste painel, pude observar que os discursos foram direcionados
no sentido de ter maior número de pessoas engajadas em trabalhar
junto aos legisladores para que observem alguns aspectos que eles
consideram como falhas do Projeto Lei nº 4580/90 e na medida provisória,
que diz respeito à Remuneração Variável. Remuneração
variável é um termo utilizado que tem o mesmo sentido de Participação
nos Lucros e nos Resultados.
As falhas apontadas são as seguintes:
OBRIGATORIEDADE : entendem que isto pode causar distorção do objetivo
e nesse sentido atrapalhar as empresas que já
vêm adotando esse tipo de remuneração. Na opinião dos painelistas,
deveria ser estimulado a praticar e não a obrigar.
Lembram que "entre 4 milhões de empresas existentes no Brasil,
3 milhões não têm nem setor de contabilidade."
PERIODICIDADE: neste aspecto, defendem que seja superior a 6 meses,
em função do tipo de administração da empresa.
Pois no caso da administração descentralizada, a decisão é rápida;
enquanto que na administração centralizada, a decisão é
muito lenta.
Descrevem o brasileiro como um trabalhador muito travado e tolhido,
por ser ninguém dentro da empresa. Enquanto que este
mesmo trabalhador é participativo e criativo na sua igreja, na sua
escola de samba, no seu clube de futebol... Acrescentam
ainda que um trabalhador motivado não pode ser comprado.
Professor João Baptista Sundfeld, proferiu a palestra intitulada
"O HOMEM NO CENTRO DOS PROCESSOS", a qual
transcreverei, resumidamente, seu material.
Funcionários conscientes de sua posição dentro da empresa, treinados
e bem orientados, passam a ter maior poder de decisão
sobre sua área.
Afinal, não resta nenhuma dúvida que são os funcionários que geram
um importante fluxo de informações internas e externas.
Melhor então, que trabalhem conscientes de sua importância e do
valor do seu trabalho no produto final.
Este sistema resulta na integração entre trabalhadores, empresas
e comunidade. Para isto, é preciso que os empresários
percebam a real importância dos funcionários para o bom desempenho
das empresas. São agentes realizadores e, em geral,
conhecem como poucos, sua área de trabalho. Uma vez orientados e
bem informados sobre a missão da empresa, estarão
plenamente capacitados a opinar e sugerir melhorias nos processos,
com toda a responsabilidade. É buscando esta nova
relação de convivência dentro das empresas, que a administração
participativa pretende caminhar, no sentido de aumentar o
processo de desenvolvimento, identificando interesses convergentes
entre a base e o topo das organizações.
O objetivo primeiro e último da administração participativa, é a
melhoria da qualidade de vida de todos os seres humanos.
Esta nova postura para administrar, respeitando as pessoas envolvidas
nos processos de relacionamento, inclui clientes,
fornecedores, governo e traduz o despertar da verdadeira cidadania.
Empregados envolvidos nos planejamentos, tornam-se comprometidos
com o aumento da produtividade e motivados com os
resultados alcançados, liberando seus dirigentes para tomarem as
decisões estratégicas mais seguras.
Assim sendo, a participação nos lucros e resultados, torna-se conseqüência
do aumento dos lucros e da melhoria dos
resultados. Somente poderemos distribuir lucros, após a justa remuneração
do capital.
A Experiência Brasileira Verificada pela ANPAR (Associação
Nacional de Administração Participativa)
Estes desafios já vêm sendo enfrentados com sucesso por muitas empresas
brasileiras, com um elemento comum a todas - a
Administração Participativa.
A experiência da ANPAR, uma entidade sem fins lucrativos, constituída
em l986, em São Paulo, com a missão de contribuir
para o desenvolvimento, pesquisa e divulgação dos sistemas participativos
de gestão, tem sido extremamente rica e gratificante
para todos quantos com ela convivem.
Em convênio com a Faculdade de Economia e Administração da Universidade
de São Paulo, realizamos pesquisa junto a
empresas associadas da ANPAR e da ABINEE (Associação Brasileira
da Indústria Elétrica-Eletrônica), totalizando respostas
de 97 empresas. Destas, 60 empresas haviam implantado alguma modalidade
de Administração Participativa e 62 empresas
adotavam alguma modalidade de Participação nos Lucros.
Estes 10 anos de existência nos autorizam a sugerir algumas recomendações
àqueles que tencionam não somente cumprir o
Dispositivo Constitucional da Participação nos Lucros ou Resultados,
mas compartilhar desta megatendência que chamamos
de Administração Participativa:
As Recomendações à Prática de Administração Participativa:
- aumento da competência
(mas não substitui)
- é a longo prazo
- aumenta o respeito
humano
- engajamento do principal
executivo
- cria confiança mútua
e lealdade
- aumenta produtividade
e obtenção do resultado
- atenção ao nível intermediário
de chefia (maior resistência)
A experiência da Rhodia
no processo de Remuneração Variável foi relatada pelo seu diretor
de RH, Farid Nasser Chedid.
Considera Bônus Papai-Noel (benefícios concedidos pela empresa anteriormente)
um processo unilateral e paternalista.
Os critérios utilizados para implantação da Remuneração Variável
devem ser motivadores, simples e claros. As metas definidas devem
estar próximas dos envolvidos e sobre as metas individuais. Na Rhodia
o sistema de "Avaliação e Definição de Metas" não é mais
individual, mas sim coletivo. Chama a atenção no sentido de não
definirem metas inatingíveis e não-desafiadoras. Na sua experiência,
observam que tanto a empresa como sindicato não sabem negociar. Conseqüentemente, durante as reuniões de negociações ocorrem apenas
concessões. Portanto, a formação de negociadores de ambas as partes
é de suma importância. Cita ainda os "Efeitos Perversos"
do processo observados na sua empresa:
produzir quantidade em detrimento a qualidade,
esconder os acidentes, e
ir ao trabalho sem condições físicas.
MITOS ORGANIZACIONAIS
A Força Invisível por Detrás da Empresa Moderna
Segundo Roberto Ziemer - professor da Universidade Holística de
Brasília - a mitologia organizacional baseia-se no fato de
que os indivíduos, grupos de trabalho e organizações utilizam-se
de programas mentais, formados por crenças, mitos e valores
que possam explicar e dar significados às suas atividades e experiências.
Para que servem os mitos ? Servem para:
- compreender e explicar
o mundo de forma significativa,
- mapear os sucessivos
estágios da vida humana,
- estabelecer uma relação
saudável dentro de uma comunidade, e
- conhecer aquilo que
nos transcendem (questões existenciais).
Resumindo, os mitos ajudam
a organizar: percepção, sentimento, pensamento e ação; mas existe
um perigo, eles distorcem a
realidade. A realidade é vista através da interpretação que os mitos
fazem e a realidade é maior do que a explicação. Exemplo:
Confundimos o mapa com o território, ou comemos o cardápio e não
a comida.
Embora esses programas mentais sejam importantes para dar segurança
e estabilidade aos seus "usuários", com o tempo eles
se tornam cada vez mais obsoletos e disfuncionais, gerando conflitos
que vão limitando o potencial de realização, tanto de
indivíduos quanto de empresas. Quando os mitos permanecem no inconsciente,
pagamos preço muito alto.
Mitos mais comuns nas empresas:
- satisfação do cliente
é a nossa maior prioridade,
- qualidade é fundamental,
- todos participam do
negócio, e
- somos todos iguais
(alguns são mais iguais).
Novo Perfil de Gerente:
saber administrar os mitos, as crenças e os valores
Processo de Levantamento de Mitos :
- mitos pessoais e da
empresa ( mais utilizados)
- mitos obsoletos
- reconhecer novos mitos
para melhorar
- colocar em funcionamento
estes novos mitos
Exercício proposto
durante a palestra.
1a Etapa: Responder as seguintes questões:
1.Qual frase poderia definir o clima do seu departamento ou da sua
empresa ?
2.Que imagem poderia descrever o clima do seu departamento ou da
empresa?
3.Se você abrisse o jornal e a manchete estivesse falando da sua
empresa, qual seria essa manchete?
4.Como mudar essa realidade ou esse mito?
5.Criar um novo mito?
2a Etapa: Levantamento
1.Reconhecer o seu mito e o da empresa.
2.Avaliar o preço que está sendo pago para manter esse mito.
3.De que maneira a empresa intrinsecamente reforça esse mito.
4.De que maneira eu crio um sistema que recompensa esse mito.
Utilizando uma abordagem sistêmica da realidade, a Mitologia Organizacional
busca compreender o trabalho através de uma
visão integrada, causal, de alto impacto, e que seja capaz de reconhecer
as ameaças lentas, porém fatais para as organizações.
Por que os Processos de Qualidade Total e/ou Reengenharia
Encalham?
Apresentado por Jair Moggi da Moggi Consultoria Empresarial, diretor
da Adigo Consultores e conselheiro da ANPAR.
Autor do livro "Despertar das Empresas Brasileiras"
EXCESSO DE METODOLOGIA: pesquisas indicam que 80% dos projetos de
Qualidade Total e/ou Reengenharia não
decolam após os primeiros impulsos e voltam para o patamar anterior.
A filosofia da Qualidade Total envolve a questão da
mudança existencial do indivíduo e da empresa. Geralmente a cultura
não absorve por falta de visão, missão e valores
compartilhados. Tem que estar no coração/identidade das pessoas
e não nas cartilhas. A viga mestra é atingir a sabedoria da
intuição que cada um carrega dentro de si e não no conhecimento.
E o processo deve ajudar a tirar essa sabedoria dos
indivíduos.
"Gurulato ou a última fruta da estação." - frase que adverte
a respeito do modismo. A filosofia da Qualidade Total tem que ter
a cara da empresa e não do guru.
Os quatro níveis de qualidade que devem ser atingidos:
- Primeiro Nível: Esfera
da Identidade - história da empresa
- Segundo Nível: Esfera
das Relações - questões psicológicas
- Terceiro Nível: Esfera
do Fluxo/Produção - questões de tempo
- Quarto Nível: Esfera
dos Recursos - questões de espaço/lugar
A estratégia nasce no
primeiro nível, a operacionalização no segundo nível e o recurso
está no terceiro e quarto níveis. A
metodologia estruturada da Qualidade Total atinge apenas os terceiro
e quarto níveis. Precisam incluir outras ferramentas que
atinjam o primeiro e segundo níveis.
Existem três caminhos que devem estar em equilíbrio:
- do pensar: são os
discursos que não provocam a transformação
- do sentir: são as
vivências que possibilitam a aprendizagem
- do querer: são as
ações que possibilitam a realização Perguntas que ajudam a reorientar
e alinhar uma empresa:
- Como nós somos ? (mostrar
a verdadeira cara)
- Como nós estamos ?
(no mercado, plano de salário, etc.)
- Onde queremos estar
?
Qualidade na área de
Serviços e Bens: começa no olhar. Deve
atingir primeiro e segundo níveis.
COMDEX'95
Autora: Lilian Moro
Bientinez
Tive a oportunidade de
participar do COMDEX/95 , em três eventos relacionados à área de
Recursos Humanos e de um debate na área de Educação.
Os temas foram bastante
interessantes e suscitaram inúmeras reflexões, já que estão diretamente
ligados à minha área de trabalho.
Tentarei repassar, resumidamente,
o que apreendi de tudo o que ouvi.
O PERFIL
PROFISSIONAL E A GLOBALIZAÇÃO
Segundo Nelson Junque
Júnior, "a globalização é um fenômeno que trouxe influências
muito grandes em nossas vidas, e vem trazendo."
Ele enfocou, inicialmente,
os caminhos que levaram à globalização, os reflexos dessa no Brasil
e o que se espera hoje do executivo diante desse novo cenário.
Interessante a retrospectiva
que fez do Brasil até 90 e pós 90 com a abertura da economia, no
Governo Collor.
Antes de 90, havia uma
total ignorância do mercado externo, atraso tecnológico, pouca preocupação
com qualidade e baixa produtividade.
Com a abertura da economia
o quadro se modifica. Surge grande preocupação com qualidade total,
com técnicas avançadas de produção, investimentos em máquinas modernas,
mudanças profundas na produção. Exemplo disso, citou a venda de
veículos importados versus nacionais. Na indústria nacional, com
a competitividade dos importados, houve redução de preços, agilização
de lançamentos, redução de estoques e aumento da produtividade.
Diante desse novo contexto
se espera um novo perfil profissional do executivo: o sucesso do
seu trabalho vai depender do sucesso de sua equipe; ele tem que
ser um estudioso; ter uma visão global da empresa; não só gerar
mudanças, mas liderá-las; conquistar salário através de resultados
individuais e da sua equipe de trabalho, e o seu conhecimento tem
que estar atrelado a um aprender continuamente.
O palestrante, ao final
de sua apresentação falou de sua preocupação com um dos reflexos
da globalização, que no seu entendimento é o alto índice de desemprego
que pode vir a ocorrer.
Consultoria
Interna de Recursos Humanos - A Reengenharia da Função de RH
A palestrante Carmem
Maria Natali Nigro Doro fêz um histórico da atuação da área
de RH do Banco de Crédito Nacional (BCN) desde quando assumiu a
Diretoria de RH até os dias de hoje.
Toda a reformulação feita
na área, segundo Carmem, foi feita com o objetivo de conseguir maior
agilidade e eficácia nas respostas, maior participação nos negócios
da Empresa e menor custo operacional.
Investiu-se muito no
treinamento das chefias e na descentralização das decisões de recursos
humanos. Hoje, cada gerente é um gestor de RH do banco. Trata das
promoções, transferências, admissões, demissões, ações salariais,
etc., da sua área.. A área de RH só acompanha e monitora.
Para se ter uma idéia
das mudanças que ocorreram na área, dos 373 funcionários (RH) em
1986, hoje a área conta com 13 em funções estratégicas, sendo: relações
sindicais (1), relações com funcionário (1), consultoria interna
de apoio a gestão (7), planejamento (1); 12 funcionários fazem parte
da equipe multidisciplinar e 6 da equipe administrativa (secretárias
e digitadores) e, ainda, 42 na Fundação, administrando contratos,
benefícios, etc. (Total: 73 funcionários na Diretoria de RH , aproximadamente
1% do quadro funcional do BCN).
As premissas desse modelo
de gestão são: distanciar-se da estruturação hierárquica, atuar
de forma matricial com as funções técnicas e permitir o crescimento
pessoal e profissional dos funcionários de RH.
A consultoria interna
de apoio a gestão tem como objetivo participar do "business"
de seu cliente, identificando necessidades, visualizando oportunidades,
educando em RH e assessorando-o nos processos a serem desenvolvidos
e implantados. Para tanto, os consultores participaram de programas
de desenvolvimento em consultoria (aproximadamente 3 anos), em programas
técnicos e comportamentais, realizaram estágio nas áreas comerciais,
e estão em constante atualização na área social, política e econômica.
Tudo isto, porque o foco
é o atendimento ao cliente. Segundo Carmem, o maior desgaste foi
a resistência das pessoas em terem que mudar. Algumas chegaram a
pedir demissão quando se viram frente a esse novo papel (consultor).
Como resultados desta
reformulação, conseguiram maior agilidade no contato das áreas com
o RH, menor esforço gerencial, melhor atendimento às necessidades
do cliente, melhores soluções, menor tempo de resposta, desenvolvimento
do nível de conhecimento (RH e gestores), ampliação do tempo para
pesquisa, horizontalização dos processos, democratização da informação,
transparência de intenções, elevação do grau de confiança, utilização
racional dos recursos materiais e de espaços e redução do custo
fixo.
Reformas
Constitucionais nas Áreas Trabalhista e Previdenciária
O objetivo desse encontro
foi aumentar as discussões para a provável implantação do contrato
coletivo de trabalho, que é um dos caminhos para o país atingir
a democracia. Falou-se muito na adoção de um sistema moderno de
relações de trabalho.
Atualmente, o vínculo
entre empregado e empregador é feito através de um contrato individual
de trabalho que é regido por uma CLT que foi criada em 1943 e que
tem hoje 920 artigos que regulam desde a questão do menor até a
concessão de férias, holerites, 13º salário, etc. Comentou-se que
na prática, hoje a CLT não consegue dar conta das mudanças que estão
ocorrendo.
Cada setor tem peculiaridades
que têm que ser respeitadas, como por exemplo, o ponto de quem trabalha
em casa.
Também, pretende-se acabar
com a indústria das ações trabalhistas, incentivando a negociação
entre as partes e, para isto, pensa-se em estimular a atuação do
mediador. O mediador funcionaria como uma espécie de instância prévia
para negociação entre patrões e empregados, antes de qualquer questão
ser apresentada à Justiça do Trabalho. A resolução dos conflitos
se daria entre empresa e empregados.
O primeiro passo para
que tudo isto ocorra é alterar a Constituição. E para isto, empresários,
sindicatos e trabalhadores estão numa ampla discussão que pretendem
levar aos parlamentares na reforma constitucional.
Em resumo, as mudanças
segundo os apresentadores, Jose Luiz Ricca e Plínio Gustavo Adri
Sarti têm que começar por alterações no artigo 8º da Constituição
Federal (abolindo o sistema de unicidade sindical para dar lugar
à possibilidade legal da pluralidade e retirando a contribuição
sindical obrigatória) e do artigo 114 da Carta Magna (retirando
do TJ o poder normativo).
DEBATE -
DIPLOMA É CONHECIMENTO ?
Debatedores: Francisco
Cordão, Francisco Gayego Fº, Júlio Semeghin Neto, Fernando de Almeida,
Marcos Formiga e Antônio Carlos Martinelli
A palavra Diploma vem
do grego - um pedaço de papel (papiro, pergaminho) dobrado em duas
partes. Na Grécia antiga era utilizado como salvo conduto para funcionários
públicos se dirigirem de um local para outro. Era o nosso atual
passaporte. Na renascença caiu em desuso. Ao final da Idade Média,
as Universidades resgataram este tema como certificado de conhecimento.
Muito interessante o
debate, pois além de dados históricos, foi muito discutida a educação
no Brasil.
O que ficou claro com
este debate é que diploma não é conhecimento, principalmente em
países com processos educacionais questionáveis, como é o caso do
Brasil. Onde há o mercantilismo do pagou/passou. Onde as Universidades
não passam de instituições que repetem o saber do 1º e 2º graus
(onde a escola básica falhou).
No Brasil prefere-se
investir na formação de elite. Criou-se um sistema educacional para
a dependência de quem detém o poder.
Desde a época de D. Pedro
não se tinha educação básica. Hoje são 28 milhões de adultos analfabetos,
33 milhões (até 15 anos) que não têm 1º grau e 1,5 milhão de universitários.
A educação do povo ainda
não foi resolvida porque pouco se investiu nisso.
Onde diploma significa
conhecimento ? Em alguns países que resolveram seus problemas educacionais
e investem na qualidade de ensino, como a França, Alemanha, Inglaterra,
Estados Unidos. Por trás dele (o diploma), há o domínio do conhecimento.
Hoje as palavras de ordem
são competência - quem sabe fazer e porque faz -, e conhecimento
- diferencial entre desenvolvimento e subdesenvolvimento.
O conhecimento é o benefício
maior que se espera numa escola. A escola tem que dar condições
do indivíduo gerar o seu próprio conhecimento, de tomar decisões,
de ser empreendedor, de ser original e criativo. A escola tem que
ser desafiadora e preparar o indivíduo para um processo de educação
permanente.
Cada vez menos valoriza-se
o diploma e cada vez mais valoriza-se a competência e o conhecimento
do indivíduo.
bb@celepar.gov.br

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