Terceirização
como Estratégia
Autor: Paulo Antonio
Fuck de Oliveira
Nestes últimos anos temos
acompanhado um processo de mudanças no contexto das organizações,
invariavelmente voltado à ampliação da capacidade destes organismos
em incorporar novas tecnologias (de produção e gestão) e assim ampliar
suas chances de competir com êxito.
Se em um primeiro momento
este movimento mostrou-se de forma mais intensa no setor privado
da economia, hoje, empresas e órgãos públicos buscam se reorientar
para assegurar um lugar junto ao futuro.
A terceirização como
estratégia organizacional é, de todos há muito, conhecida. Seu grande
impulso data da Segunda Guerra Mundial, quando a indústria armamentista
procurou ampliar sua capacidade produtiva contratando junto a terceiros,
mais do que insumos básicos, partes de produtos que elaborava. Assim,
embalagens, ferramentas, componentes, tintas e vernizes, deixam
de ser produzidos pelas próprias organizações, abrindo espaço para
um novo grupo de empresas especializadas nestas atividades.
No Brasil, esta estratégia
tomou grande impulso na década de 80, quando, já em um segundo nível,
além de insumos para a atividade industrial, passou-se a contratar
junto a terceiros, serviços ditos atividades-meio das organizações,
tais como limpeza, manutenção, vigilância, contabilidade, alimentação,
digitação, etc.
A consolidação de mudanças
no ambiente de negócios das organizações - aumento da competitividade,
globalização da economia, evolução da tecnologia, restrição ao crédito,
horizontalização das estruturas internas - tem trazido à baila discussão,
cada vez mais freqüente, quanto à intensidade que o processo de
terceirização deve empreender.
No setor público, este
dilema ganha contornos especiais quando somamos às variáveis acima,
fatos como: o aumento do controle da sociedade sobre as atividades
das empresas e órgãos de governo, graves restrições orçamentárias,
elevado déficit no volume dos serviços produzidos e desatualização
de técnicos e profissionais.
A resposta para as dúvidas
que temos sobre o que e em que nível podemos/devemos terceirizar
atividades de nossas organizações, deve ser fruto da análise de
aspectos estratégicos de nosso negócio.
Buscar conhecer seu mercado,
o espaço de atuação, o ambiente tecnológico que a cerca, seus recursos
internos - humanos e de produção - além de variáveis sociais e políticas,
torna-se um passo fundamental que deve anteceder a decisão de terceirizar.
Para vários autores terceiriza-se
alguma atividade porque, por qualquer motivo, não compensa fazê-la
internamente.
Mesmo que conseguíssemos
afastar nossas crenças mais íntimas, para a maioria das pessoas
interessadas no assunto, a palavra compensa, no mínimo, soa estranha,
forte.
Pois bem, resta-nos perguntar
então o que compensa à uma organização? Compensa manter sob sua
guarda as ditas atividades-fim!
Talvez neste ponto tenhamos
a grande mudança de enfoque sobre o tema.
Até pouco, considerava-se
atividade-fim a área de atuação da organização (ex.: produção de
alimentos, entretenimento, informática, comércio de materiais, etc.).
Hoje, este conceito assume
um novo significado, mais objetivo, definido. Atividades-fim são
aquelas em que a organização é realmente eficaz e que a diferencia
de seus concorrentes.
Este é o ponto fundamental.
A terceirização não é uma solução isolada para os problemas e limitações
da organização. A terceirização deve ser parte de uma estratégia
mais ampla de reposicionamento da organização, frente ao contexto
de mudanças que vemos emergir neste final de século.
Definido o que, quanto
e quando terceirizar, faz-se necessário que o processo de contratação
com o fornecedor atente para alguns aspectos importantes, que podem
assegurar a saúde da relação que se inicia.
O estabelecimento dos
níveis de serviço, a possibilidade de aferição da qualidade dos
serviços/produtos, a garantia de confidencialidade das bases contratadas,
o acompanhamento dos custos de produção e a fixação de um teto para
os mesmos, formas de auditoria e condições para subcontratação,
além de plano de contingência, são fatores mínimos que devem ser
registrados pelas partes.
No âmbito interno, a
terceirização exige que as organizações se preparem para administrar
esta nova realidade. Não só atividades deixarão de ser realizadas.
Aos profissionais e técnicos caberá ampliar seu espectro de atuação,
incorporando funções de gerência e acompanhamento dos serviços/produtos
contratados junto a terceiros.
Como evolução do processo
de terceirização temos: de um lado a quarteirização - contratação
de terceiros para acompanhar e controlar o trabalho terceirizado,
cujas experiências registradas concentram-se em atividades como
limpeza, vigilância, alimentação, área jurídica e informática e,
de outro, as parcerias - estabelecimento de sociedades em torno
de negócios e projetos de interesse comum, que muitas vezes implicam
no redirecionamento estratégico das empresas envolvidas.
Neste breve texto buscamos
registrar os principais pontos e tendências desta estratégia de
administração, que é a terceirização.
Vendida por alguns como
um remédio indolor e milagreiro, capaz de produzir espetaculares
resultados, a terceirização é de fato uma das alternativas que se
colocam às empresas e órgãos de governo no sentido de se capacitarem
para atender às demandas cada vez maiores e complexas de seus clientes
e usuários.
A terceirização, como
qualquer processo de mudança, gera desconforto, exigindo dos gestores
um conhecimento profundo e uma postura clara dos objetivos a serem
alcançados.![]()
| Tipos de Terceirização |
Tipos de terceirização |
- Primeira Etapa aquisição de matéria-prima, insumos industrializados
e serviços para compor o produto final da empresa.
Ex. montadora de automóveis
fabrica móveis
- compensado
cola
verniz
embalagem
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- Etapa Intermediária quando o terceiro intervém na atividade-meio,
executando seus serviços na instalações do tomador ou onde
for determinado.
- Ex.limpeza
- manutenção
alimentação
digitação
contabilidade
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| Terceirização na Celepar |
Terceirização na Celepar |
- Atividades-Meiolimpeza/conservação;
vigilância;
atendimento em recepções/portarias;
transporte;
operação de máquinas reprográficas;
movimentação de materiais (almoxarifado);
manutenção/operação de
máquinas de refrigeração;
serviços "externos".
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- Área-Fim digitação;
operação de ambientes;
desenvolvimento e manutenção de sistemas;
suporte.
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| Tipos de Terceirização |
Principais Candidatos a Terceirização |
- Etapa Final quando a empresa franquia a outra a comercialzação
de seu produto.
- Etapa Total quando a empresa franquia a produção e comercialização
de seu produto.
- Ex. Cadeias de Fast-Food (franquiados)
Novo sistema Volkswagen
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paulof@lepus.celepar.br

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