Autor: Domingos Augusto
Nazario
Histórico
O nosso conhecimento
sobre as necessidades de administrar os ambientes de processamento
vem do ambiente de mainframe.
Todos os aspectos sobre
a administração, como backups, organização dos discos, padronização
de nomes, forma de utilização das áreas em discos, definição de
horários para manutenção, forma e periodicidade de tirar os backups,
e outras atividades, já são bastante conhecidas.
No passado tivemos grandes
dificuldades para adequar metodologias que atendessem estas necessidades
de forma segura, sem prejuízos aos usuários.Quem, dos que utilizam
o ambiente de mainframe, não se lembra de alguma dificuldade encontrada
quando necessitava de algum destes serviços? O backup necessário
não existia; ou algum arquivo em disco foi perdido; ou foi executado
algum restore, e o seu programa estava na versão anterior; etc.Estas
atividades foram sendo melhoradas, e hoje, para o ambiente mainframe,
temos tido poucos problemas, pois a metodologia foi melhorada. A
cada erro procurava-se corrigir a metodologia de forma a atender
as necessidades.
No início, tirava-se
backup das áreas de sistema operacional e áreas de dados de serviços
em produção, sem particularizar as necessidades de cada sistema.
As bases de dados foram
crescendo e este método tornou-se impossível de ser executado, em
função do tempo que demorava, e, além disso, não atendia às necessidades
de cada sistema.
Medidas foram adotadas
para atender a cada sistema, em particular, visando deixar a aplicação
disponível aos usuários o maior tempo possível e, também, que o
procedimento fosse exeqüível no tempo restante.
As estruturas das áreas
de suporte na Celepar também foram adaptadas para esta plataforma.
Assim, temos uma área de Suporte Técnico, uma área de Suporte Operacional,
uma área de Suporte à Rede de Teleprocessamento, que foram criadas
para atender àquele ambiente, com processamento centralizado e terminais
(que posteriormente foram substituídos por micros emulando terminal),
impressão centralizada, etc.
Por se tratar de um ambiente
centralizado, a administração do ambiente mainframe, torna-se mais
fácil. As pessoas envolvidas nesta função são em número bastante
reduzido, o ambiente é único, fazendo com que as medidas adotadas
por este grupo de administradores tenham que ser obedecidas pelos
usuários, sem grandes contestações. Caso a metodologia adotada os
prejudique ou não atenda às necessidades de suas aplicações, os
usuários têm o direito de reclamar, fazendo com que a mesma seja
revista, no global ou naquilo que afete aquela aplicação.
A Mudança
O advento das redes locais
em diversas plataformas não alterou as necessidades de gerenciamento
que o ambiente mainframe exige. As mudanças ocorreram nas condições
e nas ferramentas de apoio para executar estas tarefas. Desta forma,
as metodologias têm que ser repensadas, as ferramentas têm que ser
aprendidas, as condições de trabalho têm que ser adequadas à nova
situação.
Como
Começou
A administração dos ambientes
de redes locais, que passamos a chamar de AMBIENTE HETEROGÊNEO dada
à variedade de tecnologias e sistemas operacionais envolvidos, tornou
estas atividades mais difíceis de serem planejadas e executadas.
Inicialmente, quando
começou-se a falar em ambientes de microcomputadores e redes locais,
dizia-se que a nova plataforma tornaria as coisas muito mais simples
de serem feitas. Acreditava-se que bastava ligar o computador, conectá-lo
à rede, e todas as ferramentas e facilidades estariam disponíveis.
Os softwares estariam muito preparados e testados de forma que não
necessitariam de suporte. Se houvessem problemas, bastaria chamar
o fornecedor, pois a competitividade faria com que eles se propusessem
a resolver todos os problemas.
O tempo passou, a tecnologia
avançou, as redes foram implantadas, e começamos a ver que a estória
não era bem aquela que nos contavam. Os problemas começaram a aparecer
e de forma grandiosa.
De repente, começamos
a adquirir, ou nossos clientes adquiriram, microcomputadores, servidores,
gerenciadores de redes, etc. E, então, surgiu a necessidade de administrar
estes ambientes. O Cliente quer a facilidade, mas os problemas,
como gerenciar isto, configurar aquilo, tirar e guardar backup´s,
resolver problemas da rede, administrar grupos de usuários, etc.,
não é com ele. O seu negócio é sentar-se à frente do computador
e utilizá-lo, acessar a Internet,
fazer seus relatórios, planilhas etc., no que ele está coberto de
razão. E este é um dos serviços que prestamos aos nossos clientes,
administrar os seus ambientes de redes locais.
Iniciamos a administração
de redes locais de uma forma um tanto desorganizada, sem pessoal
preparado para isto e sem nenhuma metodologia. Aos poucos, com treinamento
de pessoal e alocação destas pessoas nos clientes, as coisas foram
tomando um rumo.
O Que
Deve Ser Feito
Na realidade, o trabalho
de administração de um ambiente informatizado começa na fase de
Projeto de informatização. Quando se faz a configuração do ambiente,
quantas estações de trabalho serão necessárias? Para que serviços
serão utilizados? Que serviços serão executados no servidor? Que
dimensionamento o servidor deve ter? Qual gerenciador de rede será
adotado?
Seria ótimo se a pessoa
que vai administrar este ambiente participasse desta fase. Ela poderia
fazer várias sugestões e já teria conhecimento do ambiente que deverá
administrar, podendo ir planejando o seu trabalho de administração.
As demais fases da administração
destes ambientes seriam a implantação, operação e auditoria, onde
devem ser tratadas questões como: segurança lógica, segurança física,
manutenções em geral, controles, administração de contratos, entre
outras.
Tudo isto deve ser regido
por um padrão metodológico, que ora se encontra em fase de adequação
ao padrão da MDS da Celepar.
Forma
de Atuação
Vemos que, para podermos
prestar um atendimento rápido e seguro aos clientes, a forma de
atuar e podermos chegar o mais perto possível da solução para seus
problemas seria:
- Termos pessoal treinado
para a administração dos ambientes. Este treinamento não se resume
a conhecimentos do gerenciador de rede adotado naquele cliente
especificamente, mas espera-se que este administrador tenha conhecimentos,
pelo menos a nível de utilização, de todos os componentes do ambiente,
para no mínimo poder identificá-lo ao repassar para níveis superiores
de suporte.
- O Administrador deve
executar as funções acima descritas e tentar resolver problemas
até onde alcançar seu nível de conhecimentos. Quando este nível
estiver se esgotando, deve ser acionado o primeiro nível de suporte,
que deverá estar preparado com pessoal treinado em todos os tipos
de plataformas e com maior experiência que os Administradores
que atuam na ponta. Nesta Central, que podemos chamar de Help
Desk e que hoje, na CELEPAR, encontra-se na DIADI, ficariam centralizados
todos os problemas relativos a redes locais.
Este Grupo de Técnicos
deve receber todos os problemas, tentar resolvê-los, e quando isto
não for possível, deve enviá-lo à área de Suporte competente, e
responsabilizar-se pela cobrança da solução e pela resposta ao Cliente.
As demais áreas de Suporte,
que na CELEPAR são a DISOP e a GSR/DIRED, devem servir sempre de
Suporte de segundo nível a este Help Desk, mas lembrando que a solução
dos problemas deve ser passada ao Help Desk para ser aplicada no
Cliente.
Nestas áreas de Suporte
devem estar lotados profissionais de grande experiência, com grandes
conhecimentos sobre todos os produtos instalados nos Clientes. A
realidade que estamos vivenciando mostra que a variação de situações
é imensa e os problemas aparecem em quantidade muito grande. Sem
pessoal treinado, e em quantidade insuficiente para atender a tudo,
fica muito difícil atender a demanda atual e futura.
Para as situações que
necessitem de pesquisa, por se tratar de produto ou tecnologia desconhecida
ou ainda não utilizada, tanto para a solução de um problema específico,
em um ambiente já em andamento, como para um projeto totalmente
novo, deve-se contar com uma área de pesquisas tecnológicas, como
a que na CELEPAR pode identificar-se na GPT. Esta área deve fazer
a pesquisa da solução necessária e repassar os conhecimentos sobre
o produto pesquisado para a área que o solicitou. Este repasse deve
ser formalizado, com documentação, treinamento e tudo o que se fizer
necessário para ser colocado em operação normal, sem dependência
das pessoas que o pesquisaram.
Com esta forma de atuar,
evita-se que as informações fiquem perdidas e propicia-se que:
a) O
pessoal do Help Desk fique atualizado e cada vez consiga resolver
maior número de problemas, sem necessidade de apoio das demais áreas,
na medida que vai adquirindo experiência.
b) As
áreas de Suporte, e mesmo as outras áreas de produção, se liberem
para novos projetos, à medida que o Help Desk fique mais independente.
Permite também que este pessoal se atualize tecnologicamente, uma
vez que a área de pesquisa deve repassar os produtos pesquisados,
formalmente e com o treinamento necessário.
c) A
área de pesquisas não fique presa a rotinas operacionais ou tenha
que permanecer dando suporte no ambiente de produção, uma vez que
repassados os conhecimentos sobre a pesquisa efetuada para as áreas
solicitantes, o pesquisador estará livre para novas pesquisas.
domingos@lepus.celepar.br

|