Autor: Carlos Alberto
Sowek
Dando continuidade ao
trabalho de Administração de Dados (AD) relativo a dominar a Tecnologia
de Dado e de acordo com o modelo conceitual de AD, atuamos também
na parte das Tool´s (ferramentas). Nosso primeiro objetivo foi o
de testar, avaliar e adquirir uma ferramenta CASE (Computer Aided
Software Engineering) que auxiliasse na criação de modelo de dados
e facilitasse a geração de esquemas para os Sistemas Gerenciadores
de Bancos de Dados Relacionais (SGBDR´s).
Com a demanda que está
ocorrendo hoje, com os novos projetos dos clientes da Celepar usando
a tecnologia cliente/servidor, bancos de dados relacionais e interface
gráficas, o uso de uma ferramenta CASE visa dar maior produtividade
no desenvolvimento de sistemas, gerando esquemas nos bancos de dados
bem como fazendo a engenharia reversa, e provendo uma documentação
do modelo de dados do cliente/projeto.
Com o objetivo de obter
conhecimento sobre ferramentas que auxiliem na representação, armazenamento
e referenciamento de dados, foram selecionados alguns CASE´s para
serem avaliados, entre eles estão: ERWIN/ERX, S-DESIGNOR, SYSTEM
ARCHITECT. Os testes nestas ferramentas auxiliaram também na definição
dos requisitos para a aquisição de uma ferramenta CASE para Modelagem
de Dados para a Celepar.
Avaliação das Ferramentas Case
Foram feitos contatos
com as seguintes empresas:
- ERwin/ERX
- Esfera Informática
(Ctba)
- System Architect
- MPS Informática (Ctba)
- S-Designor
- NF Consultores (RS)
Após iniciada a avaliação
das ferramentas entramos em contato com a empresa Adata Sistemas
de Computadores Ltda. para conseguirmos uma cópia do Easy Case para
teste. Feita uma análise do material, desconsideramos este CASE
da avaliação por não permitir fazer engenharia reversa, e pelos
poucos recursos que o mesmo disponibiliza. Verificamos que a empresa
Adata é apenas uma importadora do produto, não tendo condições de
dar suporte e nem treinamento, o que é feito só pela matriz na Argentina.
Não pode nos informar também quais os clientes que já compraram
esta ferramenta.
As ferramentas foram
analisadas em rede Windows NT, sendo que:
- ERWIN/ERX foi instalado
sem limitações e com cópias xerox de alguns manuais;
- S-DESIGNOR foi instalado
com uma cópia de demonstração da versão Professional acompanhada
de um folheto explicando desde a instalação até o uso da ferramenta
de uma maneira simples sem muitos detalhes;
- SYSTEM ARCHITECT foi
instalado em versão em rede com uma hard-key colocada no micro
onde foram realizados os testes. Veio com os manuais e sem restrições
de uso.
Os testes foram feitos
com a finalidade de se conhecer melhor as ferramentas. Foi feita
uma verificação sobre a forma de representação utilizada, sobre
a criação e verificação do Modelo ou entre modelos. Foi avaliada
mais fortemente a geração de esquema, a engenharia reversa e as
formas de navegação/utilização pela ferramenta. Não foi testado
a ligação desses CASE´s com o SQLWindows, pois este link não foi
disponibilizado pelos fornecedores.
Obs: Durante os testes
de avaliação o S-Designor foi adquirido pela PowerSoft empresa do
grupo Sybase.
Definição da Ferramenta Case
A seguir estão relacionadas
algumas das premissas que levaram à escolha da Ferramenta CASE,
para este momento, e qual a ênfase da mesma:
- A aquisição de uma
ferramenta CASE, neste momento, visa atender à criação de esquemas
nos bancos de dados baseados em SQL, bem como a execução da engenharia
reversa dos modelos já implementados nestes bancos de dados. Esta
ferramenta deverá apoiar as atividades de projeto lógico e físico
de banco de dados, nas fases de design e implementação do ciclo
de vida do desenvolvimento de sistemas.
- Neste momento é necessário
que as pessoas envolvidas com a Administração de Dados na Celepar
disponham de uma ferramenta fácil de instalar e usar e que cumpra
bem o seu papel nas atividades de criar o modelo de dados, gerar
esquemas e principalmente fazer engenharia reversa dos modelos
criados nos SGBDs Sybase, SQLBase e Access. Isto tudo para
que o trabalho possa começar o mais rápido possível.
- Um estudo de uma ferramenta
que cubra a parte conceitual e outras fases do ciclo de vida do
desenvolvimento fica para uma fase posterior, pois levaria mais
tempo para ser disseminada e difundida entre os técnicos que vão
utilizar este tipo de ferramenta CASE. A utilização de uma ferramenta
CASE para modelagem de dados não será inviabilizada quando da
compra de outra ferramenta CASE que atenda todo o ciclo de vida
do desenvolvimento de sistemas, pois a sua utilização principalmente
com a engenharia reversa será sempre útil.
- A Ferramenta CASE
deve permitir fazer a ligação direta com os bancos de dados Sybase,
SQLBase e Access que estão sendo usados na Celepar (além de Oracle,
adquirido pela SEFA e outros) facilitando gerar esquemas e fazer
uma engenharia reversa, rápida e eficiente.
- A ferramenta CASE
deve permitir uma certa similaridade conceitual com o "DBM"
(sistema desenvolvido e utilizado para armazenamento de metadados
na Celepar), o que deverá facilitar a assimilação pelos técnicos
dos procedimentos de Administração de Dados a serem definidos.
- Inexigibilidade de
"hard-locks" ou "hard-keys", o que implica
em maior facilidade de instalação e uso.
- Simplicidade de uso
e facilidade de aprendizado em curto espaço de tempo.
- Estrutura de suporte,
treinamento e consultoria para uso da ferramenta, disponível em
Curitiba, que implica em agilidade, prontidão e custo.
- Não ter a necessidade
de que seja feita uma customização da ferramenta para que possa
ser usada, de acordo com os padrões da empresa, o que despenderia
um certo tempo e um determinado custo para que isto aconteça.
O ERwin/ERX foi o produto
escolhido dentro das premissas apresentadas.
Avaliação do produto adquirido
Tendo definido que a
ferramenta CASE para modelagem de dados na CELEPAR é o ERwin/ERX,
passamos a fazer uma avaliação da mesma, utilizando sistemas em
desenvolvimento ou já implantados na CELEPAR para banco de dados
relacionais.
A intenção foi de verificar:
- o potencial da ferramenta;
- aceitação do uso da
mesma pelo analista;
- impacto no processo
de desenvolvimento;
- facilidade de aprendizado
e uso;
- os pontos negativos
e positivos da ferramenta.
Outro ponto a ser analisado
é a utilização do metamodelo que a própria ferramenta disponibiliza
e a utilização dos relatórios emitidos a serem utilizados para documentação.
Para isto, foi feito
um contato com os líderes de projetos que estavam desenvolvendo
ou já desenvolveram sistemas em banco de dados relacionais, tais
como SQLBase, Sybase.
Da avaliação inicial
que fizemos temos as seguintes considerações:
- existem erros de modelagem
por parte dos analistas, tais como entidades não normalizadas;
- não uso de triggers
e stored procedures, para melhorar performance;
- falta definir quando
criar os índices. Evitar de fazê-lo antes de uma grande carga
de dados;
- existe a necessidade
de estabelecer um padrão para nomes de entidade e de atributos;
- melhor tratar o modelo
de dados desde o início do desenvolvimento do que após ser implementado.
No caso de um número grande de entidades, fica mais complexo os
acertos do desenho;
- é necessário que exista
no planejamento do projeto, previsão de horas gastas na tarefa
de modelagem de dados;
- incluir pontos de
revisão para o modelo de dados conceitual e lógico, eliminando
com isto problemas na implementação dos modelos nos bancos de
dados;
- falta de conhecimento
dos recursos do banco de dados que está sendo usado para o desenvolvimento
da aplicação.
Como conseqüência destas
avaliações algumas atitudes foram tomadas. Entre elas estão: o guia
técnico de Padronização de Nomenclatura de Nomes de Objetos de Banco
de Dados (já disponível); implantação e divulgação da ferramenta
CASE ERwin/ERX (já realizada). Estão previstos cursos para reciclagem
dos técnicos em Modelagem de Dados, Conceitos de Banco de Dados
Relacionais, SQL (Structured Query Language) Básico, Uso do ERwin/ERX.
O ERwin/ERX disponibiliza
a criação de um metamodelo, a ser gerado em vários SGBDR´s. Escolhemos
o Sybase como banco de dados onde será gerado o metamodelo, chamado
meta_database. Esta base de dados permite que sejam carregadas todas
as informações dos modelos de dados criados independente do SGBDR.
Com esta base de dados podemos obter relatórios que mostrem as informações
que se fazem necessárias, tais como onde o campo é referenciado.
Foram feitos testes com
os relatórios emitidos pelo ERwin/ERX, e dentre todos os formatos
emitidos consideramos que o melhor é o por coluna. Esta maneira
apresenta em alguns casos o deslocamento de informações na coluna.
Neste caso gerar arquivo e trabalhar no Word.
Recebemos cópia do produto
RPTwin, a qual permite montar relatórios no lay-out desejado com
as informações do ERwin/ERX e acrescentando outros dados que são
necessários. Talvez seja esta a melhor forma para incluí-los como
padrão de documentação dentro da MDS. Está sendo avaliada.
O último comparativo
a que tivemos acesso foi o feito pela InfoWorld em 05/02/96, onde
consta o ERwin/ERX versão 2.5 como vencedor, com 6.2 pontos, Bachman´s
solution 6.0 pontos, S.Designor Enterprise versão 4.21 com 5.4 pontos
e Vivid Clarity versão1.1 com 3.8 pontos.
Considerações Finais
O padrão IDEF1X, é fortemente
usado nos Estados Unidos. Muitas ferramentas implementam este método,
desenvolvido pela Força Aérea Americana. Com isto existe uma perspectiva
de continuidade e evolução dos recursos disponíveis pela ferramenta.
Na questão de orientação
a objetos no uso de modelagem conceitual, não existe um padrão estabelecido,
mas a empresa responsável pelo ERwin, já disponibilizou no mercado
o produto OOwin, que vem com as metodologias CRC (Class, responsability
and Collaboration) e em breve deve disponibilizar OMT metodologia
orientada a objetos de Rambaugh.
Este produto sempre está
entre os melhores em todos os comparativos publicados, naquilo onde
a ferramenta é mais eficiente, modelo lógico e físico de banco de
dados e engenharia reversa. Tem alguma dificuldade na manutenção
das bases de dados já implementadas no banco de dados e em fazer
certos tipos de atualizações. Nem toda a ferramenta é perfeita.
No caso do ERwin existem problemas, mas como temos visto nas versões
lançadas, existe sempre a preocupação de melhorias consideráveis
em curtos espaços de tempo. Deve ser melhor avaliada a questão do
uso do metamodelo e da ferramenta RPTwin.
Como este produto utiliza
uma metodologia especifica, foi elaborada uma Guia técnica de Metodologia
IDEF1X .
Apesar da escolha do
ERwin, continuamos obtendo informações de outros CASES no mercado,
bem como estamos atentos aos comparativos das novas versões dos
produtos.
Dos produtos que obtivemos
informações, relacionamos a seguir alguns:
- Bachman´s solution
(Terrain, Ground Works, Wind Tunnel)
- InfoModeler ( contém
o método ORM - Object Role Modeling)
- Silverrun ( contém
um método chamado DATARUN)
- LBMS ( PE - Process
Engineer, SE - Systems Engineer)
A ferramenta da solução
Bachman está instalada na GPT para uma avaliação. Existe uma pequena
dificuldade de apoio no uso da mesma, uma vez que não existe assistência
técnica em Curitiba.
Foi lançado o produto
AOS (Application Object Server). Com AOS pessoas que são membros
de um grupo de trabalho podem trocar informações com segurança,
trabalhando ao mesmo tempo numa versão do modelo de dados, o qual
está no servidor principal. AOS permite o gerenciamento de modelos
de dados, com acesso multi-usuário, segurança, controle de versão
e sincronismo entre 2 modelos. Permite também uma fácil integração
com o ERwin e OOwin. Este produto deve ser avaliado tão logo recebamos
uma cópia do mesmo.
Recomendamos, aos técnicos
da Celepar, leitura dos seguintes guias técnicos, que estão disponíveis
na rede da GPS (I:\Padrão).
Padronização de Nomenclatura
dos Objetos de Banco de Dados;
Conceitos Utilizados nos Guias Técnicos da Administração de Dados;
Guia Técnico para a Metodologia IDEF1X;
Recomendamos, também
antes do uso da ferramenta CASE ERwin/ERX, a leitura do artigo que
está no Notes - Quadro de Avisos da Rede (Celepar), em Dicas &
Soluções (22/05/96 - Utilização Software Case).
sowek@lepus.celepar.br
ritchie@lepus.celepar.br
vilanova@lepus.celepar.br

|