Escrito por Lislane
Gracinda Dias - GPT - Ramal 338 e Tânia Mara Vostoupal - GPS - Ramal
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Palestra apresentada
na Fenasoft/96 por Wilson Caldeira da Silva - Gerente de negócios
de treinamento da MSA-Infor / Belo horizonte - MG.
Quando adota-se uma solução de arquitetura cliente/servidor é necessário
encontrar métodos de desenvolvimento que contemplem os conceitos
fundamentais dessa filosofia. Para tanto é necessário deflagrar
um conjunto de ações para gerar um embrião da metodologia a ser
implantada na empresa.

Composto por etapas formais e sucessivas, envolve análise, projeto,
desenvolvimento e implantação. É usado pelas grandes companhias
e a sua principal desvantagem é a dificuldade em se adequar à construção
de sistemas por ciclos de prototipagem.

Revela a essência da
prototipagem evolutiva, válida para todo o ciclo de vida dos sistemas.
O grande risco desse modelo é nunca chegar-se ao ponto de satisfação
dos usuários, ou seja, entra-se numa espiral sem fim. Ainda não
se tem cultura suficiente para avaliar corretamente seus defeitos
e virtudes.

Modelo utilizado pela
Microsoft Corp. para desenvolvimento de seus aplicativos. Representa
uma intermediação entre os dois modelos anteriores, onde a seqüência
e a necessidade de cada estágio dependem das características próprias
de cada sistema.
Estes três modelos podem servir de base para a elaboração de uma
metodologia adequada a cada organização.
Pode-se pensar a arquitetura cliente/servidor como composta por
apenas três elementos fundamentais: interfaces, dados e processos.
Assim sendo, encontram-se respostas para questões como:
| A = Análise |
P = Próxima |
D = Desenvolvimento |
E = Estágio |
Quem projeta sistemas,
precisa entender a natureza do trabalho realizado pelos usuários
e as aplicações que o servirão. Pode-se classificar os usuários
e suas aplicações em dois grandes grupos: os encarregados de alimentar
o sistema e os que usufruirão das informações fornecidas pelo primeiro
grupo.
As aplicações que se encaixam no primeiro grupo de usuários são
conhecidas como TPS (Transaction Processing Systems) e as do segundo
grupo são definidas como DSS (Decision Support Systems).
Aplicações TPS possuem como características principais o alto volume
de dados muito semelhantes, vários usuários agindo individualmente,
processos repetitivos, seqüência de operações claramente definidas
e, invariavelmente, as ações estão ligadas à atualização atômica
da base de dados.
Aplicações DSS são marcadas pela diversidade de tipos de dados com
que lidam simultaneamente, por processos altamente dinâmicos e tão
imprevisíveis quanto sua seqüência de execução, tendo como ações
principais a exibição de informações consolidadas de várias formas
e a necessidade de simulações variadas.
As interfaces do aplicativo devem ser elaboradas em parceria com
o usuário final. A técnica de desenvolvimento rápido de aplicações
(RAD) é um bom ponto de partida para a elaboração do projeto de
interfaces. Usando de forma embutida a orientação a objetos, essa
técnica fundamenta-se nos seguintes conceitos: projeto centrado
no usuário, prototipação rápida, particionamento de processos em
clientes e servidores e modelagem de objetos.
Dois aspectos fundamentais balizam a fase de modelagem de objetos.
Um diz respeito aos objetos de apresentação, que no caso de interfaces
gráficas são as janelas, listas de consulta, listas de verificação,
etc. Outro, aos objetos próprios ao sistema em estudo, isto é: pessoa,
fornecedor e características afins. A fusão dos modelos indicará
como os objetos do negócio serão tratados pelos objetos de apresentação.
A modelagem nos conduzirá de maneira natural aos dados que compõem
uma interface, bem como a seus processos associados, que já poderão
ser classificados, em primeira instância, sob a ótica de cliente
ou servidor.
Para viabilizar o desenvolvimento em parceria com o usuário, que
validará o produto final, é essencial usar técnicas específicas
para esse fim. Desta forma, o uso das sessões de JAD (Join Application
Development) tem propiciado a otimização de resultados.
MODELO DE DADOS
A principal preocupação
para a implantação do modelo de dados refere-se à centralização
ou distribuição da base de dados. No caso de se distribuir a base,
deve-se considerar que apesar da tecnologia atual suportar alguns
aspectos desta distribuição, as técnicas para construção do modelo
distribuído ainda não são de conhecimento geral.
A atualização centralizada da base de dados elimina esse problema.
Alguns cuidados, porém, deverão ser tomados no que se refere à utilização
do modelo de objetos elaborado durante o projeto de interfaces.
Seu mapeamento direto para o modelo relacional, tendo como premissa
a utilização de um banco de dados relacional, pode causar problemas
no que se refere a conceitos de orientação a objeto, tais como herança
e encapsulamento.
Uma análise dos processos é resultado do projeto de interfaces.
Porém, ela não é suficientemente abrangente para que se compreenda
todas as regras de negócio de um sistema. É necessário obter um
modelo que represente toda a interação dos processos do sistema,
a forma que estes processos reagem a estímulos do usuário e como
interagem entre si aos estímulos recebidos.
Conclui-se, então, que a fórmula mágica não existe. Por isso, os
desenvolvedores devem lançar mão do conhecimento de vários modelos
para construir, da forma mais adequada para a empresa, os sistemas
de informação no ambiente cliente/servidor.
lislane@celepar.gov.br
taniam@celepar.gov.br

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