| QUESTÃO CHAVE: QUE ARQUITETURAS
DE APLICAÇÃO DOMINARÃO OS SISTEMAS CORPORATIVOS NO ANO 2000?
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As empresas descobriram que a transição da arquitetura tradicional
(terminais burros) para configuração Cliente/Servidor envolve
mais que simplesmente comprar PC´s e usar novas ferramentas de
programação. Migrar para Cliente/Servidor é evolutivo, um processo
de várias etapas, não uma única mudança. As primeiras gerações
de aplicações Cliente/Servidor em duas camadas (two-tiers) não
atendem às necessidades das empresas em muitos tipos de aplicações,
mas as empresas estão procurando ferramentas mais robustas e técnicas
que podem dotar o novo mundo Cliente/Servidor com integridade
e gerenciamento, que são requeridos para grandes aplicações. Novas
arquiteturas alternativas e ferramentas estão surgindo para este
desafio.
Aplicações básicas Cliente/Servidor (colunas 2a 2b/fig1) introduziram
os benefícios dos PCs e interfaces gráficas, mas se assemelham
às aplicações tradicionais (coluna 1/fig1).
Aplicações Cliente/Servidor mais sofisticadas (colunas 3a e 3b/fig1)
são mais duráveis porque utilizam três ou mais camadas lógicas
de software. Entretanto, à medida em que o software vai ficando
mais complexo, vai aumentando a necessidade de se construir aplicações
com segmentos de códigos de múltiplas fontes. Isto implica a busca
de mecanismos de "linking" mais flexíveis que os "middleware"
tradicionais.
Futuras aplicações Cliente/Servidor (coluna 4/fig1) usarão objetos
distribuídos, Orientação a Objetos ou tecnologia de software "component",
no cliente e no servidor. Microsoft OLE e CORBA ORB´s possibilitam
esta conectividade. Estas aplicações Cliente/Servidor componentizadas
estão sob as mesmas considerações de desenho que as Cliente/Servidor
tradicionais: múltiplas camadas de hardware, DBMS no servidor,
lógica de apresentação no cliente e camadas de aplicação para
isolar acesso a dados da lógica do negócio.

É o "Middleware" que possibilita a arquitetura em 3
camadas. O Middleware básico de três camadas ("three-tiers-lite")
permite a um programa cliente chamar um programa de aplicação
servidor independente. Cada aplicação independente possui seu
próprio link no DBMS, que coordena a integridade da transação.

Ferramentas incluem: RPC´s, messaging tools e um subset de TPM´s.
O modelo "three-tiers-heavy" tem todas as capacidades
do anterior mas também expande o limite da integridade de transação
além de um único programa; isso é feito pela adição ao ambiente
de um gerenciador de transação aumentando flexibilidade. Inclui
TPM´s (por exemplo, TUXEDO, CICS, Encina).
A tendência é de que a proliferação de novos canais de acesso
de usuários finais como Internet, computação móvel, Cliente/Servidor,
conduza os usuários para longe da arquitetura tradicional de TI
para reduzir complexidade e redundância. Antes de 1990, existiam,
basicamente, dois modos de processamento: batch e on-line. Agora,
as empresas disputam uma crescente variedade de modos de aplicação,
fazendo também crescer o desejo e necessidade de compartilhamento
dos dados e códigos através de múltiplas formas de acesso.
Entretanto, a topologia atual raramente compartilha dados diretamente
(diagrama do meio/fig2) e não compartilha lógica de programa (diagrama
de baixo/fig2). A maioria das aplicações ainda é uma mistura de
"shared nothing" e "shared data" (os dois
gráficos de cima).
Até 2000, as aplicações estratégicas Cliente/Servidor devem focar
em partição no servidor. Arquiteturas "granular-server three-tiers"
serão o estado da arte na computação "core business."
Algumas aplicações hoje já estão sendo desenvolvidas em modo "three
tiers", onde uma única transação requer a chamada de no mínimo
dois programas independentes - um que contém as regras de negócio
e outro a lógica de acesso aos dados.

Para essa arquitetura, são necessários TPMs, que permitem que
vários programas independentes concorram numa única transação.
As ferramentas emergentes de desenvolvimento de aplicações levam
uma granularidade ainda maior. Surge uma nova classe de produtos
que combinam as funcionalidades de monitores de TP e ORBs, que
são os OTMs (Object Transaction Monitors).
| QUE TECNOLOGIAS IRÃO POSSIBILITAR
NOVAS APLICAÇÕES NO ANO 2000? |
Algumas instalações de Unix já adquiriram características de
Mainframe e algumas instalações de NT também o farão.
Análise de Cenários:
- Morte do mainframe
(10% de probabilidade)
- Ressurgimento
do mainframe (20% de probabilidade)
- Morte lenta do
mainframe (70% de probabilidade)
A lenta migração
do MVS vai continuar, mas não acaba antes de 2010. Até lá, integração
com mainframe será essencial para a empresa. Mainframes alternativos,
como IBM AIX 6000, vão herdar os "data centers".
Até o ano 2000, as empresas irão proteger seus ambientes OLTP
de intrusos da Internet. As aplicações corporativas estarão
atrás de firewalls. Os sistemas OLTP vão coexistir com a Internet,
mas não vão se expandir.
O WWW e os sistemas corporativos proprietários OLTP têm uma
relação de amor/ódio. A liberdade da Web é irresistível, mas
as aplicações OLTP são imóveis e isoladas para manter integridade,
segurança e vantagens competitivas.
As empresas resolvem este conflito construindo uma `parede de
segurança´ entre os seus sistemas e a Internet pública. No lado
da Internet, o acesso é irrestrito e no lado da empresa os recursos
são controlados.
| COMO A INTERNET IRÁ INFLUENCIAR
AS ESTRATÉGIAS DE PROCESSAMENTO DE TRANSAÇÃO? |
Até 1998, a maioria das tecnologias Cliente/Servidor, incluindo
Linguagens de 4ª Geração e middleware vão suportar no mínimo
um estilo de aplicação OLTP Internet-aware. Provavelmente
80% dessas aplicações vão usar "Remote Presentation",
onde funções do cliente são realizadas no domínio público
(via Web) e toda funcionalidade da aplicação servidora está
encapsulada atrás de firewall e sob controle na Intranet da
Empresa.
Até o ano 2000, 70% de todas as aplicações TP corporativas
vão permanecer isoladas da Internet (70% de probabilidade).
Dos 30% que serão Internet-ware, 80% tratarão Internet como
um cliente de "remote-presentation"(80%).
Resumo
- Para desenhar
aplicações distribuídas com sucesso, considere camadas lógicas
e físicas de software e camadas de hardware separadamente.
- As primeiras
aplicações Cliente/Servidor eram em duas camadas e síncronas.
Futuras aplicações Cliente/Servidor vão usar três ou mais
camadas e processamento assíncrono.
- Mais lógicas
de aplicação vão migrar do Cliente para o Servidor e vão
se distribuir em múltiplas aplicações servidoras, tornando
a lógica do programa mais granular.
- Usuários e programadores
terão muitos benefícios com a computação distribuída, mas
o trabalho central de IS se torna mais difícil à medida
em que a crescente complexidade do ambiente de redes heterogêneas
ultrapassa a evolução das ferramentas de infra-estrutura.
- Nos próximos
5 anos, as decisões dos usuários de TI serão guiadas mais
por ferramentas de desenvolvimento de aplicações que por
qualquer padrão "de fato" de middleware.
Acrônimos
CORBA - Common Object Request Broker Architecture
DBMS - Database Management System
OLE - Object Linking and Embedding
ORB - Object Request Broker
OTM - Object Transaction Monitor
TP - Transaction Processin
sara@lepus.celepar.br
