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Autor: Rogério
Ribeiro da Fonseca Mendes - GAC - Ramal 376
Conceituação
Dois tipos de INDICADOR:
- INDICADOR DE
QUALIDADE é um valor numérico real compreendido entre zero e um,
obtido por resolução de expressão matemática lógica, formulado
para medição UNIVERSAL de EXISTÊNCIA de pelo menos um tipo de
OBJETO.
- INDICADOR DE QUANTIDADE
é um valor numérico inteiro, não negativo, obtido por somatório
de indicador de qualidade que tenha sido formulado para medição
UNIVERSAL de EXISTÊNCIA de um único tipo de OBJETO.
Expressão matemática,
no caso, cuja fórmula é representada genericamente como a
média aritmética do somatório dos produtos obtidos entre o valor
de um INDICADOR ou o valor 1 - atribuído no caso de constatação
UNIVERSAL de EXISTÊNCIA de um OBJETO - e o respectivo PESO da
CATEGORIA em que o INDICADOR ou o OBJETO se qualifica, multiplicado
por uma constante inversamente proporcional ao valor máximo
possível da média do somatório - tal que possibilite reduzir
o domínio do resultado final a um número real compreendido entre
zero e um -, desprezando, no resultado final, valores inferiores
a um centésimo.
Inicialmente trata-se
de lógica binária aplicada ao par de oposição fundador desta lógica:
do OBJETO previsto para medição UNIVERSAL de EXISTÊNCIA, ao fato
da constatação de EXISTÊNCIA é atribuído o valor 1 e ao fato da
não constatação de EXISTÊNCIA é atribuído o valor 0. O que o administrador
busca é a verificação factual de que determinada operação ou conjunto
de operações está sendo realizada, aferição esta que é mensurável
através do que é denominado INDICADOR. Ao procedimento de análise
de INDICADORES - uma série do mesmo INDICADOR ou uma série de INDICADORES
articuláveis entre si - é denominado INDICAÇÃO: indica ação requerida
por parte do administrador, ATO para manutenção do processo produtivo
ou ATO para sua transformação. A precisão neste tipo de apuração
independe de fatores subjetivos; é da verificação UNIVERSAL EXISTENCIAL
(existe no universo definido - não existe no universo definido)
que se trata: factual, constatação da EXISTÊNCIA de OBJETOS.
Isto, por si só, já habilita
o início do procedimento de medição, embora inicialmente sempre
possa haver espaço para enganação - que pode vir a se dar na qualificação
errônea do OBJETO em determinada CATEGORIA, que traz como decorrência
a atribuição de PESO para a sua constatação. Se o procedimento de
INDICAÇÃO ocorrer, o que possa ter sido incluído na sua fórmula
de cálculo entanto preenchimento do espaço de enganação - qualificação
errônea do OBJETO - vem a se denunciar, ao longo do tempo, pelo
atingimento de situação de equilíbrio: o INDICADOR não progride
nem regride. Se a situação de equilíbrio de um INDICADOR é atingida,
se é possível e requerido à ação administrativa, é necessário subdividir
o OBJETO que está sendo mensurado no subconjunto de OBJETOS que
o constituem. Por exemplo: dado o UNIVERSO "PROJETO PARA CLIENTE",
no âmbito da empresa, poderíamos iniciar um INDICADOR DE QUALIDADE
de projeto pela simples constatação de sua EXISTÊNCIA onde, a cada
constatação, teremos o INDICADOR com valor 1 e, no somatório destes
INDICADORES o INDICADOR DE QUANTIDADE de projetos.
Mas este INDICADOR DE
QUALIDADE já é estável, sempre igual a 1, portanto requer uma primeira
subdivisão para, por exemplo, medição dos PROJETOS que vão sendo
concluídos: EXISTÊNCIA de projeto em ESTADO de CONCLUÍDO e cumprimento
do prazo contratado. Para os PROJETOS em ESTADO de EXECUÇÃO podemos
subdividir a medição, aferindo a presença de seus produtos intermediários,
ou de seus produtos intermediários e do cumprimento dos prazos contratados.
Não há porque complexificar
a apuração e o cálculo de um INDICADOR que está sendo criado. Bem
ao contrário, ele deve ser criado sempre a partir de sua forma mais
visual, para constatação dos OBJETOS em sua forma mais macro. É
como decorrência da sua utilização, da sua análise - e dos atos
realizados a partir da INDICAÇÃO -, que ele irá requerendo maiores
graus de complexidade em razão da subdivisão de OBJETOS para medição
de OBJETOS menores que o compõem. Este movimento traz, como decorrência,
a explicitação de qualquer processo produtivo e dos OBJETOS que
importam neste processo. À medida em que esta subdivisão seja realizada
e os novos OBJETOS para medição qualificados, o espaço de enganação
vai sistematicamente se reduzindo até o seu desaparecimento se completar.
Categorias
e Pesos
Com fundamento na lógica
modal é possível estabelecer CATEGORIAS nas quais qualquer OBJETO
a ser mensurado pode ser qualificado. Para a implantação do procedimento
de medição através de INDICADORES são estabelecidos três conjunto
de quatro CATEGORIAS:
- contingência,
possibilidade, necessidade e impossibilidade.
- independência,
liberdade, obediência e impotência.
- facultatividade,
permissividade, prescrição e proibição.
Os respectivos PESOS:
um OBJETO contingente, independente ou facultativo tem PESO
1; um OBJETO possível, livre ou permitido tem PESO
2, um OBJETO necessário, obediente ou prescrito tem PESO
3 e um OBJETO impossível, impotente ou proibido tem PESO
nulo. À medida em que o procedimento de medição através de INDICADORES
vá sendo apreendido, articulações entre os conjuntos de CATEGORIAS
- sempre conjuntos de quatro CATEGORIAS - podem vir a ser estabelecidas,
o que permitirá explicitar melhor a qualificação de um OBJETO e
o PESO correspondente. De início para a qualificação de um OBJETO
será escolhido o conjunto de quatro CATEGORIAS em que o OBJETO a
ser medido melhor se enquadre.
A qualificação de um
OBJETO é fixada para um determinado período, podendo vir a ser modificada
a qualquer momento, seja por constatação de que a qualificação havia
sido realizada erroneamente, seja por imposição das variáveis do
contexto.
As CATEGORIAS contingência,
independência e facultatividade abrangem os OBJETOS cuja
EXISTÊNCIA advém em nível de possibilidade sem obrigatoriedade.
São OBJETOS que respondem a PODER NÃO SER, NÃO DEVER SER, PODER
NÃO FAZER e NÃO DEVER FAZER. Aí são qualificados desde os OBJETOS
desejáveis, cuja ocorrência está em implicação com incremento
no resultado global, até os OBJETOS aberrantes, no sentido de que
não são desejáveis, cuja ocorrência está em implicação com decremento
no resultado global, mas que podem ocorrer.
As CATEGORIAS possibilidade,
liberdade e permissividade abrangem os OBJETOS cuja EXISTÊNCIA
advém em nível de requerimento com flexibilidade de ajustes ao contexto
ou de contexto que permite flexibilidade de ajustes no requerimento.
São OBJETOS que respondem a PODER SER, NÃO DEVER NÃO SER, PODER
FAZER e NÃO DEVER NÃO FAZER. Aí são qualificados desde os OBJETOS
requeridos, cuja ocorrência é previsível, até os OBJETOS desviados,
no sentido de perda da aderência às especificações.
As CATEGORIAS necessidade,
obediência e prescrição abrangem os OBJETOS cuja EXISTÊNCIA
advém em nível de requerimento sem flexibilidade de ajustes ao contexto
ou de contexto que não admite flexibilidade de ajustes no requerimento.
São OBJETOS que respondem a NÃO PODER NÃO SER, DEVER SER, NÃO PODER
NÃO FAZER e DEVER FAZER. Aí são qualificados os OBJETOS obrigatórios,
no sentido de que a conformidade ao previsto está em implicação
direta com o resultado global, ou seja: caso o OBJETO não ocorra
na conformidade de sua especificação o resultado global não pode
se dar como foi previsto.
As CATEGORIAS impossibilidade,
impotência e proibição abrangem os OBJETOS cuja EXISTÊNCIA
advém de falhas de gerenciamento ou por implicação de variáveis
não controláveis. São os OBJETOS que respondem a NÃO PODER SER,
DEVER NÃO SER, NÃO PODER FAZER e DEVER NÃO FAZER. Aí são qualificados
os OBJETOS que serão abandonados ou, se a relação custo X benefício
ainda é favorável, recontratados.
Um Exemplo
de Aplicação Simples
Um locatário, assalariado
de fonte única, sendo proprietário de um terreno, vai contratar
uma empresa para construção de uma casa, cuja finalidade é para
servir como sua residência. Neste momento, em que ele está analisando
o orçamento da obra, ele quer conceber um INDICADOR DE QUALIDADE
que permita acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos, de maneira
que a sua disponibilidade financeira comporte o empreendimento e
que ele não venha a ter problemas. Analisando o cronograma de desembolso
- parcelas de valores variáveis em datas preestabelecidas, compatível
com o cronograma da obra - e tendo o compromisso de pagar aluguel
mensal enquanto não puder se mudar, se tudo der certo não haverá
problema.
Este sujeito não é especialista
em construção, mas tem um certo conhecimento adquirido através do
que é dito como "usos e costumes". Assim, ele define os
OBJETOS que deseja medir:
- O1
- Recursos financeiros disponíveis;
- O2
- Trabalhos na conformidade do cronograma da obra; e
- O3
- Autorização da Prefeitura para habitar.
Qualificando os OBJETOS
em função das CATEGORIAS, temos:
- O OBJETO "Recursos
financeiros disponíveis", antes e durante a execução da obra,
podem ser enquadrados no eixo LIBERDADE - IMPOTÊNCIA, uma vez
que - se os recursos existem - estamos na CATEGORIA do PODER FAZER
a obra e, no outro extremo - se os recursos não existem - na CATEGORIA
do NÃO PODER FAZER a obra. Então, O1, como o
sujeito já decidiu contratar a obra, tem PESO 2.
- O OBJETO "Trabalhos
na conformidade do cronograma da obra", fundado nos "usos
e costumes" pode ser dito como fator crítico, pois o adiantamento
da obra é muito pouco provável. Mais provável é que haja atraso
da obra e, como foi dito, a disponibilidade financeira esta justa.
Se este atraso se der na etapa inicial da obra ainda é possível
cancelar o contrato - PODER NÃO FAZER. Se for na etapa final já
se estará habitando um NÃO PODER NÃO FAZER. Então, O2,
tem PESO 3.
- O OBJETO "Autorização
da Prefeitura para habitar" é um documento que, sob o ponto
de vista legal, pode ser dito como DEVER SER. Entretanto, se houver
algum problema burocrático, o sujeito admite NÃO DEVER SER, e
está disposto a se mudar para a nova residência mesmo sem o documento
legal. Então, O3, tem PESO 1.
| O1 |
0,333 |
0,333 |
0,333 |
0,000 |
0,333 |
0,000 |
0,000 |
0,000
|
| O2 |
0,500 |
0,500 |
0,000 |
0,500 |
0,000 |
0,500 |
0,000 |
0,000
|
| O3 |
0,166 |
0,000 |
0,166 |
0,166 |
0,000 |
0,000 |
0,166 |
0,000
|
| I |
1,00 |
0,83 |
0,49 |
0,66 |
0,33 |
0,50 |
0,16 |
0,00
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Temos a fórmula de cálculo
do INDICADOR:
I = (1/(2+3+1)) *
((O1*2) + (O2*3) + (O3*1))
ou seja:
I = (1/6) * ((O1*2)
+ (O2*3) + (O3*1)), ou ainda:
I = 0,1666666666667
* ((O1*2) + (O2*3) + (O3*1)).
O cálculo do INDICADOR
é sempre uma operação bastante simples. Em decorrência da
aplicação da fórmula, a constatação de um OBJETO tem um valor fixo,
predefinido conforme tabela acima.
Indicação
O incremento de potencial
da INDICAÇÃO - resultado de análise do INDICADOR - é observável
quando da utilização de séries resultantes de procedimento sistematizado
de medição, primariamente pela oposição serial de duas medições
de um mesmo INDICADOR, o que permite constatar se houve evolução
e se esta ocorreu no sentido da tendência prevista. Esta potencialidade
é bastante ampliada à medida em que se proceda análise de conjuntos
de INDICADORES, desde uma amostra de várias medições de um mesmo
INDICADOR, até uma amostra de várias medições de vários INDICADORES
articuláveis entre si.
Nem sempre será
possível a concepção de INDICADOR que não venha a requerer ajustes,
uma vez que trata-se da escritura de uma práxis. Mais propriamente,
o INDICADOR pode ser tomado como ferramenta para uma aprendizagem
administrativa, no sentido de que sua concepção inicial - baseada
na realidade administrativa vigente - pode, através da INDICAÇÃO,
vir a demonstrar a verdade de um real, que é lógico e racional,
de maneira tal que o administrador possa aprimorar sua práxis.
Ao
longo do tempo, à medida da consolidação do procedimento de cálculo
e uso de INDICADORES, é possível automatizar a INDICAÇÃO, com utilização
de fórmulas matemáticas para geração de resultados. De certa forma
significa a criação de um gerente AUTÔMATO - não subjetivo, cujo
funcionamento se dá ao nível da ORDEM -, que executa parte das atividades
tradicionais de gerenciamento, podendo o administrador - subjetivo
lógico - dignificar, ainda mais, o ATO administrativo, seja ATO
para manutenção ou para transformação de um processo produtivo.
mendes@lepus.celepar.br

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