Autor: Gilmar Caron
Tesserolli
Origem
Em torno dos anos 50
é que surgiram preocupações quanto à Segurança em Informática. Nessa
época a informática estava ainda engatinhando e pouca coisa se sabia
sobre proteção.
Somente a partir de 1984,
nos Estados Unidos, é que se começou a fortalecer os procedimentos
para garantir a invulnerabilidade dos computadores.
Atualmente, a consciência
sobre segurança em informática no Brasil começa a tomar rumos diferentes.
As empresas se planejam para garantir a confiabilidade de suas informações
(dados).
Os processos auditáveis
tiveram início em algumas empresas, quase por obrigatoriedade, a
partir da necessidade de se verificar o correto desempenho das diversas
estruturas da organização em relação à segurança de suas informações,
com isto garantindo o início e a continuidade do aperfeiçoamento
dos procedimentos de segurança.
Conceito
de Segurança
A segurança na verdade
tem a função de garantir a integridade dos dados. Para que isso
aconteça tem que estar garantido o ambiente de informática e, por
sua vez, a empresa como um todo.
O conceito básico de
segurança tem por escopo:
- Confiabilidade.
- Integridade.
- Disponibilidade
Quando falamos em segurança,
estamos nos referindo a:
Riscos físicos
- Incêndio.
- Roubos e furtos.
- Sabotagem.
- Desastres naturais
(enchentes, vendavais, raios, etc.).
- Paradas do sistema.
- Defeitos nas instalações
(calor, falta de energia, falha de um componente);
- Erros humanos.
Riscos lógicos
- Vírus.
- Erros de softwares.
- Uso inadequado.
- Erros humanos.
- Hackers, Sniffers
e Crackers (acessos indevidos, violação).
A proteção da informação
é uma responsabilidade gerencial.
Responsabilidades
- Gerencial:
- Controles.
- Avaliação.
- Treinamento.
- Exemplo.
- Atuar.
- Designar.
- Proprietário:
- Autorizar acesso.
- Definir controles.
- Classificar a
informação.
- Avaliar
- Supervisionar
- Usuário:
- Passwords.
- Acesso.
- Controle do uso.
- Seguir procedimentos.
- Controle de acesso.
- Participar.
- Provedor de Serviços:
- Controle de acesso.
- Proteção.
- Procedimentos
de alteração.
- Relatórios de
ocorrências.
- Assistência técnica.
- Procedimentos
de acesso.
- Administrador.
Análise de riscos, decisão
e responsabilidades.
Quanto maior o investimento
em Segurança em informática (prevenção), menor será o prejuízo em
caso de Sinistro (correção).
A responsabilidade da
Área de Informática é avaliar e apresentar os riscos, quantificar
os possíveis prejuízos e sugerir alternativas para a Tomada de Decisão.
A responsabilidade de
decidir quando e quanto
investir é da Diretoria em conjunto com os Acionistas ou Conselho
Administrativo, pois são essas as Áreas diretamente ligadas a fatores
típicos do Capital, como Risco e Investimento. É também sobre elas
que incidirá o ônus do prejuízo.
Ferramentas
O mercado disponibiliza
diversas ferramentas para garantir a segurança, como: software,
hardware, edificações de segurança e procedimentos estruturados,
que conhecemos como:
- Software de segurança.
- Single logon.
- Criptografia.
- Classificação de informação.
- Analisadores da segurança.
- Backup.
- Firewall.
- Antivírus.
- Sala cofres.
- Mainframes.
- Telecomunicação e
pool de servidores.
- Mídias óticas, magnéticas
e microfilmes.
- Fitoteca manual e/ou
robotizada.
- Plano de Contingência.
Ambiente
Hoje, com a evolução
da informática, nos ambientes convivem micro, médios e grandes computadores,
interligados entre si.
Este ambiente multiplataforma
torna mais difícil o processo de proteção, sendo necessário um Plano
de Segurança.
Cultura
No Brasil, as empresas
perdem por ano muitos milhões de dólares, por falta de segurança.
- Incêndio destrói o
CPD da Petróleo IPIRANGA. (DATANEWS 13/01/82)
- Fogo na GAMA FILHO
destrói sala de computadores.
- Fábrica pega fogo
e destrói CPD e escritório, perdas irrecuperáveis.(DIÁRIO
POPULAR 26/01/96)
- Policia Federal apura
roubo de um winchester na CONAB e há suspeitas de sabotagem. (ESTADO S. PAULO 29/09/93).
- Roubo de quatro disquetes
que continham informações estratégicas do movimento de contratações
cambiais. Foi falha na Segurança, admite o Banco Central.
(Folha de S.Paulo 21/01/93).
- Hackers invadem os
computadores da NASA.
Ainda é forte a reação
a sistemas de seguranças, tanto por parte dos dirigentes, devido
aos elevados custos, como pelo pessoal técnico, em se adequar às
novas normas de seguranças.
Podemos dizer que este
assunto requer muita atenção pela parte diretiva da sociedade brasileira,
tanto civil e empresarial como governamental. Com a criação desta
cultura de segurança em informática, estamos entrando na era da
confiabilidade e da qualidade total.
Para fortalecer a cultura
de segurança em informática, existem dois procedimentos de apoio,
o primeiro é através da Fase Educativa e o segundo da Fase Punitiva.
- Fase Educativa é a
fase que atua através da orientação e da formação de grupos multidisciplinares
com o intuito de disseminar o assunto de forma amena, havendo
um aprofundamento gradativo, que deverá possibilitar que as gerações
futuras tomem ciência desta prática.
- Fase Punitiva é a
fase que esperamos que não se faça necessária, e podemos ter várias
formas de punições, desde as brandas até as mais severas.
Passo
Inicial
- Criar o Programa Corporativo
de Segurança em Informática.
- Designar o Líder do
Programa.
- Constituir o Grupo
Corporativo de Segurança em Informática.
- Planejar e cronogramar
a forma de atuação.
- Desenvolver Programa
de Conscientização Corporativo.
- Revisar e definir
a Classificação dos Sistemas/Informação.
- Revisar Programa de
Acesso a Informação/Dados.
- Revisar Controles
de Acesso.
- Desenvolver o Plano
de Contingência.
- Acompanhar e Revisar
o Programa.
Quanto tempo poderá
sobreviver sua empresa se os equipamentos de processamento de dados
e/ou a informação, não estiverem disponíveis?
gilmart@celepar.gov.br

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