Autor:
Luis Hernan Contreras Pinochet (Estagiário
da Celepar)
Nunca existiu
algo tão desesperador como a perda de informações que você levou
horas ou até dias reunindo. E, para agravar mais ainda, acontecimentos
dessa natureza não são nada incomuns. Por isso, tome suas providências.
O vírus não anuncia quando irá atacar. O grande pesadelo da infecção
por vírus está na rapidez com que eles se propagam e em sua capacidade
de destruição.
Um vírus nada
mais é do que um pequeno programa que se instala, basicamente,
na memória RAM do computador e, de lá, pode desencadear uma série
de estragos, ao longo do tempo ou em uma data determinada, e que,
invariavelmente, acaba por destruir os arquivos do disco rígido
ou simplesmente o acesso a eles. De um modo geral, os vírus podem
se instalar no setor de boot (boot sector) dos discos rígidos
e disquetes (e passam para a RAM toda vez que se aciona o disco
infectado, daí espalhando-se para outros discos), ou ainda em
arquivos, normalmente os executáveis com extensão *.com e *.exe,
adicionando-se a eles ou sobrescrevendo uma parte. Quando se rodam
esses arquivos, o vírus passa para a RAM, e daí para todos os
discos usados, portanto, os vírus nada mais são do que pequenos
programas que se alojam na memória do computador e se autoduplicam.
Eles são capazes
de destruir desde um simples arquivo de texto até algumas áreas
ou todo o disco rígido. Existem diversas formas de contaminação
e inúmeros tipos de vírus. Esses invasores entram na máquina dentro
de disquetes - por exemplo, daquele programinha pirata que seu
filho pegou emprestado do amigo -, mas também está se tornando
comum a proliferação por meio dos BBSs (Bulletin Board System)
ou da Internet. Na rede mundial, a transmissão normalmente
ocorre quando você copia um programa contaminado para o seu micro,
numa operação conhecida como download.
Em relação
aos tipos mencionados anteriormente, os vírus podem dividir- se
em várias categorias. Os mais devastadores são chamados vírus
de tabela de partição e do setor de boot, que são as áreas onde
estão contidas todas as informações sobre o disco rígido. Embora
integrem uma família não tão numerosa e sejam considerados fáceis
de identificar, esses intrusos eletrônicos têm um terrível poder
de destruição. Quando o micro é infectado por esse tipo de parasita,
todo o sistema fica comprometido. Um exemplo é o conhecido Michelangelo,
que fica hibernando até a data programada para atacar, sobregravando
todas as informações do disco rígido. Continuando a escala, em
segundo plano vêm os vírus de arquivos executáveis (extensões
.exe), que ficam atrelados ao sistema operacional do micro. Assim,
quando um dos arquivos for executado, entram em ação destruindo-o
totalmente. Uma terceira categoria são os chamados vírus de documento
ou de macro. Trata-se de um espécime derivado dos vírus de arquivos
executáveis que não ficam atrelados ao sistema operacional. Tanto
faz o sistema operacional ser DOS, Windows, OS/2, MacOS. Eles
atacam e destroem todos os arquivos feitos com o uso de aplicativos.
Segundo um estudo da NCSA, National Computer Security Association,
os vírus de macro estão hoje entre os que mais se proliferam no
mundo, contaminando pelo menos um em cada 100PCs por mês.
Os vírus podem
ser de quatro categorias: mutantes, multipartites, stealth e encriptados.
Os mutantes, a cada infecção trocam seu código viral para dificultar
a identificação. Os multipartites, sendo o mais conhecido o Natas,
afetam os arquivos executáveis quanto à tabela de partição. Os
stealth, são invisíveis, portanto, ficam residentes na memória
do micro e, o mais importante, o programa antivírus não consegue
identificá-los. Os encriptados são uma variante de ação virótica.
Na verdade, qualquer modalidade de vírus pode utilizar a técnica
de encriptação para tornar seu código viral ilegível, não sendo
identificado nem eliminado. Os antivírus mais utilizados no mercado
são o ViruScan, Norton AntiVírus, Dr. Solomon's, entre outros.
Sendo que o ViruScan é o que, preferencialmente, indicaria, por
possuir 10.560 vírus reconhecidos, tendo um módulo de detecção
de vírus do VirusScan, conforme indica o VirList, o arquivo que
contém a relação com nome e características resumidas de todos
eles. 10.560 têm outro significado: trata-se da maior taxa de
detecção de vírus já alcançada pela indústria. Isto é possível
graças à nova tecnologia que passa a integrar o VirusScan, denominada
Hunter Engine Technology. Além da maior performance de rastreamento,
ela permite a detecção de vírus de todos os tipos, incluindo os
de macro para Word e Excel, de setor de boot e de arquivos, multipartite,
stealth, polimórficos e encriptados. Hunter Engine Technology
barra quaisquer vírus escritos nos formatos Visual Basic 5.0 e
Office97, oferecendo proteção máxima contra as novíssimas ameaças
aos dados.
É sempre importante
verificar que mesmo existindo esse recurso, como o antivírus,
o usuário não deve se considerar totalmente seguro, já que tais
programas não são infalíveis, pois sempre surgem novos vírus com
uma grande diversificação de variações dos já existentes. Antes
de comprar algum programa antivírus, é recomendável verificar
se o fabricante fornece atualizações freqüentes.
Os 10 mandamentos
para evitar a contaminação por vírus:
1 - Proteja
seu sistema com programas antivírus, especialmente para conexões
com BBS ou com a Internet, mantendo-o sempre atualizado.
2 - Verifique
todos os disquetes com o programa antivírus antes de utilizá-los.
3 - Mantenha
cópias de segurança (backup) em disquete dos arquivos de dados,
para utilizá-los em caso de necessidade.
4 - Não
utilize programas de origem desconhecida, pois a pirataria ainda
é o meio mais poderoso de disseminação de vírus eletrônicos.
5 - Somente
confie em programas originais, mantendo os disquetes sempre protegidos
contra gravação. Guarde-os para o caso de precisar reutilizá-los.
6 - Não
inicialize o sistema a partir de disquetes para não correr o risco
de infecção por vírus no setor de boot.
7 - Sempre
proteja os disquetes quando utilizá-los em máquinas que não tenham
antivírus.
8 - Mantenha
ativa a proteção antivírus quando for acessar a Internet, seja
para copiar um programa de rede, seja para enviar um e-mail.
9 - Verifique
com o programa antivírus todos os arquivos copiados de BBS ou
da Internet antes de usá-los.
10 - No
caso de suspeita de infecção, pare todo o processo de operação
e entre em contato com o suporte técnico do fornecedor do programa
antivírus.
