Atualmente,
o computador deixou de ser visto pelos empresários como uma simples ferramenta que
auxilia a empresa a verificar a exatidão da parte administrativa. Hoje, a informática
contribui para a tomada de decisões, sendo o computador um grande aliado para administrar
o futuro da empresa. O processo de informatização, como qualquer mudança, precisa ser
convenientemente planejado. Não basta comprar um computador, é necessário um trabalho
de implantação de uma nova filosofia de trabalho para a empresa, em termos de
administração de sistemas.
O PDI, Plano Diretor de Informática, tem a finalidade
de estabelecer o planejamento da informatização na empresa, estabelecendo diretrizes
básicas que nortearão as atividades relacionadas com a informática na empresa.
Pontos a serem
observados na execução do PDI
Algumas vezes, na área de informática, observamos a
existência de fatores que demonstram claramente que esse planejamento não foi
adequadamente executado. Estes fatores seriam:
Não há observação dos aspectos que deveriam compor
a elaboração do PDI. Muitas vezes, alguns erros comuns podem ser evitados se forem
seguidos os procedimentos corretos. Alguns desses aspectos são citados a seguir:
Ausência de critérios de seleção, treinamento,
avaliação e promoções, gerando quadro de pessoal heterogêneo;
Caso esses pontos sejam observados, o PDI tem grandes
chances de obter sucesso. Senão, estará condenado ao fracasso.
Dificuldades
Encontradas na Execução do Plano Diretor de Informática
Durante a execução do Plano Diretor de Informática,
deparamo-nos com uma série de dificuldades. Algumas delas são citadas abaixo:
O mercado, as novas tecnologias, a economia, alteram
o plano de metas da empresa, fazendo com que o Plano Diretor de Informática sofra
ajustes, dificultando manter a coerência do plano com as estratégias, objetivos e
diretrizes dos órgãos usuários;
Dificuldade em quebrar a resistência a mudanças por
parte de alguns funcionários da empresa. Essa dificuldade deve-se a fatores como
incerteza quanto ao emprego e valores ou perspectivas diferentes. Quanto aos técnicos em
informática, alguns fatores que influenciam nessa resistência são o questionamento da
filosofia técnica e a incerteza de se atingir os resultados desejados;
A possível falta de participação da alta
administração e de alguns usuários é uma dificuldade a se considerar. Isso se deve ao
fato da alta administração, freqüentemente, acreditar que o assunto tratado, por ser
extremamente técnico, dispensa sua colaboração, limitando-se a delegar autoridade. A
ausência da cúpula administrativa representa para o restante da empresa que o projeto
não é importante. Então, os usuários também não se comprometem com o projeto;
Eventualmente, pode ocorrer dificuldade em adequar a
solução proposta aos limites financeiros impostos pela alta diretoria. O fato do PDI ser
bastante abrangente e requerer um grande número de pessoas altamente qualificadas e com
remuneração elevada, além da eventual mudança para arquitetura de processamento
distribuído ou outras mudanças substanciais, contribuem para encarecer o projeto;
Dificuldade, em alguns casos, com a indisponibilidade
e até a falta de conhecimento de recursos tecnológicos, como banco de dados,
comunicação e outros;
A dificuldade em apropriar custos e mensurar
benefícios é um grande obstáculo na execução do PDI, pois nem sempre os benefícios
que a informatização trará são fáceis de se medir. Por exemplo, a rapidez na
execução de determinada tarefa possibilitará a execução de mais vendas no mesmo
período, acarretando um lucro maior para a empresa;
Criar uma estrutura de serviços que responda
adequadamente às necessidades de curto prazo e que, ao mesmo tempo, evolua, tendo em
vista as necessidades futuras, constitui uma dificuldade a se considerar.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
[1] KUGLER, J.
L. C. Planejamento de informática. [S.l.]: Secretaria
Especial de Informática, [198-]
[2] RODRIGUES,
P. R. Administrando a informática. São Paulo: Pioneira,
1989.
[3] SANTOS, J.
R. R. dos. Planejamento estratégico e tático de informática:
plano diretor. Rio de Janeiro: SCI, 1982.
[4] SAVIANI, J.
R. O analista de negócios e da informação. São
Paulo: Atlas, 1992.
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