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Sonhar os nossos próprios sonhos é o desafio |
| Entrevista com o Presidente da Celepar |
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Já
são cinco meses. Este é o tempo em que o Secretário de Estado da
Integração Regional, Mário Edson Fischer está à frente da CELEPAR.
Período em que pôde ter uma visão mais ampla da empresa, olhada,
agora, de dentro. Antes, Fischer já se relacionava com a CELEPAR,
só que na condição de
cliente. Primeiro, no Departamento de Administração de Materiais (Deam),
depois, na Casa Civil do governo do Estado. Fischer
defende uma ação mais arrojada junto ao governo, bem como uma CELEPAR
mais presente no interior do Estado. Participação é a palavra que ele
usa para definir a relação com os empregados. O
Conselho Editorial do Bate Byte ouviu Mário Edson Fischer. BB: Quais as metas que o senhor estabeleceu para a CELEPAR e que deverão marcar sua gestão à frente do órgão? Mário
Edson: Sedimentar os serviços realizados no âmbito do governo do
Estado e ampliar a atuação da empresa junto à sociedade paranaense,
através de programas como o CELEPAR na Comunidade e
o atendimento
aos BB: O senhor, como presidente da CELEPAR e como “morador” do século XXI, deve ser usuário da informática. Então, qual sua opinião sobre a informática e o computador? Ajuda ou atrapalha? Desemprega ou emprega? Mário Edson: Ajuda e emprega. A informática emprega na medida em que qualifica a mão-de-obra. Trata-se de uma ferramenta imprescindível nos dias de hoje e à CELEPAR cabe um papel fundamental na disseminação dos benefícios da informática junto à sociedade paranaense.
“A
CELEPAR precisa ser lembrada pela importância e eficácia dos seus
serviços”
BB: Até pouco tempo a sua visão da CELEPAR era a de cliente. O que pode mudar para melhorar a performance da empresa, tanto no atendimento quanto na implantação de projetos. Qual a proposta que norteará as ações da CELEPAR a partir de agora?Mário
Edson: Tanto no Departamento de Administração de Materiais
(Deam) como na Casa Civil do governo do Paraná fui usuário da CELEPAR.
Agora, no outro lado da mesa, vejo com toda naturalidade que a empresa,
tanto no atendimento aos atuais como aos novos clientes, tem uma
responsabilidade bem definida: A
CELEPAR precisa ser lembrada pela importância e eficácia dos seus
serviços, e não por eventuais insucessos que fogem ao seu controle. A
relação empresa e cliente tem de ser constantemente trabalhada. BB: Como a empresa pode ser fortalecida perante os clientes, a população e o governo? Mário
Edson: A CELEPAR é uma empresa que já possui reconhecimento
de excelência em relação aos serviços prestados. Só isso não
basta. Este reconhecimento precisa ser ainda mais fortalecido, para que,
independente da conjuntura política que venha a ser vivida no Estado, a
CELEPAR possa continuar desenvolvendo este importante trabalho que
realiza, tanto no âmbito interno do governo como junto à
sociedade paranaense, com uma relação profissional e transparente.
Hoje,
segundo pesquisas realizadas, a CELEPAR é conhecida por menos de seis
por cento do universo avaliado. Precisamos reverter este quadro. Com o
Programa CELEPAR na Comunidade e o processo de interiorização da
empresa, estamos mudando
significativamente
estes números nos municípios onde a empresa vem atuando para um índice
imediato de 20%, o que, convenhamos, é um salto considerável. A
CELEPAR tem de ser vista como uma empresa dos paranaenses e não só do
governo do Estado.
"A CELEPAR tem de ser vista como uma empresa dos paranaenses e não só do governo do Estado”
BB: O senhor vê alguma perspectiva da implementação do uso de software livre como política de governo do Estado do Paraná? Mário
Edson: Por se tratar de um tema novo e que merece uma análise mais
apurada, acreditamos que não haverá tempo para sua implantação plena
ainda neste governo.
BB: Qual a contribuição que o senhor espera dos empregados da CELEPAR durante a sua gestão? Mário
Edson: Participação é a palavra chave. O empregado deve
contribuir através de sugestões e de críticas. Não a crítica pela
crítica. A crítica deve ser acompanhada de alternativas e de propostas
cuja implantação seja viável. Precisamos
transformar as nossas propostas e as contribuições que surjam dos
funcionários, em propostas que sejam encampadas por toda a empresa. Não
sonhamos os sonhos dos outros, somente sonhamos nossos próprios sonhos,
e este é o desafio. BB: Como o senhor vê o papel da tecnologia da informação na integração das esferas de governo (municipal, estadual e federal) e entre poderes, tanto no tratamento de informações quanto na prestação de serviços? Mário
Edson: Cada vez mais a necessidade de transferência de informações
entre representantes do governo, independente da área de atuação, e a
população, está se tornando uma imposição social, financeira, política
e até mesmo jurídica. Todo e qualquer instrumento que facilite esta
comunicação é de suma importância estratégica para qualquer
governo. A
sociedade não aceita mais que lhe “permitam” exercer a cidadania.
Ela exige que possa exercer esta cidadania. Por isso, é tão sedenta de
informações a respeito daqueles que escolheu (ou não) para poder
exercer esta cidadania. BB: Como o senhor vê o papel do governo do Estado na inserção do cidadão na sociedade da informação? Mário
Edson: É papel obrigatório de todo agente público, promover,
fomentar e aplicar políticas que permitam acesso e conhecimento às
tecnologias de informação à população. Além de ser instrumento de
inserção social é condição básica de desenvolvimento de uma
sociedade. BB: Que pontos o senhor considera importantes no modelo de gestão da informática pública no governo estadual? Mário Edson: A segurança e a garantia de continuidade dos serviços prestados por parte da CELEPAR são importantíssimos dentro de uma gestão pública. O governo, por qualquer fator, seja ele político, econômico ou outro, não pode ficar à mercê dos humores da sua prestadora de serviços em informática. Aliado aos fatores segurança e garantia de continuidade, a questão da excelência dos serviços prestados é outro quesito relevante.
“A sociedade não aceita mais que lhe “permitam” exercer a cidadania”
BB: Como o senhor percebe o relacionamento da CELEPAR com fornecedores e parceiros de tecnologia? Mário Edson: As empresas oficiais de informática precisam se adaptar rapidamente a uma nova realidade. A velocidade de desenvolvimento de tecnologias, as pressões de mercado e as limitações das estruturas oficias no que diz respeito à ampliação e manutenção de seus quadros e investimentos no desenvolvimento de soluções próprias, faz com que, cada vez mais, a empresa tenha que desempenhar com excelência as funções de prospectar, induzir, fomentar e customizar. E, mais ainda, regular, acompanhar e fiscalizar a atuação de parceiros e a implantação das melhores soluções disponíveis no mercado, visando atender as necessidades da estrutura e da sociedade de maneira rápida, eficiente e racional. Se nós teimarmos em atuar na operacionalização e desenvolvimento, seremos, com certeza, atropelados e escanteados pela realidade de mercado. Volto a dizer: A CELEPAR tem de atuar de maneira estratégica. BB: Qual o seu sonho para a CELEPAR? Se tudo o que o senhor pretende para a empresa der certo, aonde chegaremos? Mário Edson: A uma empresa com a imagem de excelência mais fortalecida, tanto no âmbito do governo como da própria sociedade paranaense. A CELEPAR, independente do quadro político que venha a ser delineado através das urnas, ocupando papel estratégico nas futuras administrações públicas. Autor: Eloir José Sbalqueiro - ASCOM |
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