- Ser hábil para mostrar e descrever
a si mesmo para outras aplicações, permitindo que estas aplicações
entendam qual o serviço que faz.
- Poder ser localizado por outras aplicações
via um diretório on-line se o serviço for registrado no diretório.
- Poder ser chamado pela aplicação original
usando o protocolo de rede.
Após um Serviço Web ter sido
criado, você pode publicar e registrá-lo como parte de um processo de
desenvolvimento. Publicando o serviço e criando um documento WSDL que
é necessário para que outras aplicações possam ser hábeis em chamar
o serviço. Registrar o serviço envolve submeter para um registro UDDI,
ou J2EE através do qual outras aplicações possam localizá-lo.
Um Serviço Web simples
é caracterizado por três padrões SOAP, UDDI e WSDL, os quais suportam
ao mesmo tempo prover funcionalidades básicas de "pergunta e resposta".
Um Serviço Web complexo
é baseado no conjunto de padrões ebXML e RosettaNet.
WEB SERVICES no Mercado
O movimento de Serviços Web
tem sido focado em promover a colaboração B2B via processos de negócios
integrados. Mas o real benefício dos Serviços Web pode ser liberado
na tecnologia de BI (Business Intelligence) e não no processamento de
transação.
Companhias estratégicas que
desenvolvem aplicativos de negócios assim como Oracle, SAP, PeopleSoft,
Siebel Systems entre outras, estão construindo frameworks de Serviços
Web nos seus produtos podendo com isto estimular a demanda de BI em
rede, através da mudança de cultura do relacionamento corporativo no
comércio colaborativo.
Microsoft está promovendo
.NET como iniciativa de Serviço Web, que requer o uso de software baseado
em Windows. Sun Microsystems, de outro lado, está liderando uma estratégia
de Serviços Web orientada em Java, suportado por mais 30 outros vendedores.
Forté
desenvolveu um modulo de desenho de Serviços Web para ajudar no desenvolvimento
de EJB´s e o registro de serviços Web baseados em XML.
Microsoft
tem planos de transformar programadores fluentes no Windows em projetistas
de um novo tipo de software distribuído chamado de "Web Services",
com a liberação de um novo conjunto de ferramentas de desenvolvimento,
Visual Studio .NET.
Oracle
e seu produto Oracle9i Application Server release 2 tem suporte a Serviços
Web padrões (SOAP, WSDL, UDDI) e também tem compatibilidade com Microsoft
.NET.
Business Objects
está escrevendo um SDK (Software Developer Kit) para Serviços Web baseado
em Microsoft .NET, que deverá permitir que clientes construam o que
a companhia chama de "2ª Geração de Extranets de BI".
Foram relatados alguns casos
de iniciativas de uso de Serviços Web no mercado, existem muitas outros
empresas que estão desenvolvendo/disponibilizando suas soluções de acordo
com um ou outro padrão.
Padrões em WEB SERVICES
A tecnologia de Serviços Web
é nova e padrões estão sendo desenvolvidos especificamente nas áreas
de apresentação, interação e interface com o usuário.
Serviços Web utilizam os padrões
baseados em XML: ebXML, RosetaNet, Simple Object Access Protocol (SOAP),
Universal Description, Discovery, and Integration (UDDI), Web Services
Description Language (WSDL) e muitos outros protocolos que permitem
que as aplicações se comuniquem uma com as outras.
XML é um padrão totalmente
reconhecido, tendo recebido o aval oficial do World Wide Web Consortium
(W3C). SOAP e WSDL estão na versão 1.1 e foram submetidos para ratificação
do W3C. UDDI está na sua segunda versão, que deve ser liberada em meados
de 2002.
OASIS (Organization
for the Advancement for Structured Information Standards) é uma nova
organização, criada para estabelecer padrões para Serviços Web. É formada
por um Comitê Técnico criado para desenvolver um Modelo de Componentes
para Serviços em Web (WSCM). Este novo comitê tem membros como Epicentric
Inc., Hewlett-Packard, IBM, Macromedia Inc., entre outros.
Dentro do Comitê Técnico WSCM
existe o grupo de trabalho "Working Group Web Services User Interface"
(WSUI) que submeteu as primeiras especificações ao OASIS para considerações
do WSCM.
O novo comitê tem duas grandes
metas:
- Habilitar negócios para distribuir
aplicações na Web através de múltiplos canais de revenda;
- Habilitar novos serviços ou aplicações
a serem criados ou liberar as aplicações existentes através da Web.
Isto deve permitir que as
companhias possam transferir Serviços Web através de Portais e Plataformas,
indiferente de produtos proprietários.
O futuro dos WEB
SERVICES
A previsão do META Group
para Serviços Web é que os padrões inicialmente desenvolvidos para propiciar
a integração e interoperabilidade (XML, WDSL, UDDI, etc.) chegarão ao
biênio 2005/2006 com o status de arquitetura orientada a novos serviços,
desbancando o "mito" orientados a componentes como J2EE, CORBA
e COM+.
Segundo o META Group até 2004,
novas aplicações corporativas surgirão de componentes baseados ou integrados
às tecnologias Java 2 Enterprise Edition (J2EE) e a Microsoft .Net,
e que os fornecedores destas soluções devem se diferenciar com a oferta
de valor agregado, como Serviços Web e de desenvolvimento de produtos
e/ou ferramentas específicas.
Pesquisas recentes do Forrester
Research Inc. mostram que tecnologias tradicionais de EAI deverão
dominar até 2004, enquanto Serviços Web melhoram o seu desempenho. Por
volta de 2006, companhias devem adotar Serviços Web básicos, e ampliar
o uso da tecnologia para transações mais complexas. Analistas da Forrester
aconselham aos executivos para iniciar o trabalho em Serviços Web básicos
com parceiros e internamente, monitorando a evolução de padrões de Serviços
Web para identificar capacidades mais promissoras para mais tarde adotar.
Os Serviços Web devem simplificar
o processo de integração de aplicativos e processos comerciais nos próximos
anos.
Um ponto crítico no uso de
Serviços Web é que existam maneiras para gerenciar, monitorar e analisar
o uso e a execução dos Serviços Web. Monitorando o status da aplicação,
performance, uso de CPU, utilização de memória e "throughput".
Glossário:
ebXML: E-Business Extensible
Markup Language, é uma variante XML co-responsável pela agência de padrões
UN e OASIS, uma organização sem fins lucrativos, desenvolvida para produzir
um framework completo de transações B2B baseadas em XML. ebXML construiu
características de segurança para assegurar transações confidenciais.
RosettaNet: Um conjunto
de padrões baseado na Internet. RosettaNet é composto por dicionário
de dados, um framework de implementação, esquemas de mensagem de negócios
e especificação de processos para padronização de e-business.
SOAP: Simple Object
Access Protocol é um protocolo baseado em XML para troca de informação
em um ambiente distribuído e descentralizado. Produz um envelope que
define um framework para descrever qual é a mensagem e como processá-la,
regras de decodificação para mostrar tipos de dados definidos pela aplicação,
e uma convenção para representar RPC (Remote Procedure Call) e as respostas.
UDDI: Universal Description,
Discovery, and Integration é uma especificação baseada em XML para registrar
os negócios e os Serviços Web oferecidos. Produzindo as transações necessárias,
isto é habilitar softwares para automaticamente descobrir os Serviços
Web para integrá-los.
WSDL: Web Services
Description Language permite aos desenvolvedores expor a sintaxe de
um serviço Web. Usando um formato XML, descreve serviços em rede assim
como um conjunto de "endpoints" produzidos em mensagens contendo
documentos ou informação orientada em procedimentos. As operações e
mensagens são descritas abstratamente e então destinadas para um protocolo
de rede que formata a mensagem para os "endpoints" definidos.
XML:
Extensible Markup Language tem-se tornado o padrão para definir o formato
de troca de dados na Internet. É similar ao HyperText Markup Language
(HTML) o qual tem usado "tags" para decodificar a informação.
HTML informa ao browser como mostrar a informação e XML define valores
para a informação. XML também permite que o usuário crie seus próprios
"tags".
Referências
BARROS, F. O futuro segundo
o META Group. Computerworld, Rio de Janeiro, ano 10, n. 359,
p. 25, 13 Mar. 2002.
EDWARDS, J. [Web Services]
are real. Oracle Magazine, Skokie, v. 16, n. 2, p. 67-75, Mar./Apr.
2002.
KESTELYN, J. A moment of clarity.
Intelligent Enterprise, v. 5, n. 3, p. 6, 01 Feb. 2002.
KIKRLEY, J. A clean, light
protocol. Oracle Magazine, Skokie, v. 16, n. 2, p. 84-85, Mar./Apr.2002.
PEREZ, J. OASIS unveils new
technical committee for standardizing interactive web services. Intelligent
Enterprise, v. 5, n. 3, p. 15, 01 Feb. 2002.
UMA nova onda se aproxima.
Information Week Brasil, São Paulo, ano 4, n. 65, p. 18-20, 6
Mar. 2002.
WEB services
maturity. Intelligent Enterprise, v. 5, n. 3, p. 55, 01 Feb. 2002.
sowek@celepar.gov.br
