|
Estratégia Empresarial
- é a maneira como a empresa irá se comportar; é "a determinação
da futura postura da empresa, com especial referência à sua postura
quanto aos seus produtos-mercado, sua lucratividade, seu tamanho,
seu grau de inovação e suas relações com seus executivos, seus empregados
e instituições externas".
Componentes básicos da estratégia
empresarial:
1 Ambiente
- Oportunidades visualizadas
no mercado:
a) restrições;
b) limitações;
c) coações;
d) ameaças.
2 Empresa
- Recursos de que a empresa
dispõe:
a) capacidades e habilidades;
b) pontos fortes e fracos;
c) compromissos e objetivos.
- A administração interpreta
os objetivos propostos e os transforma em programas de ação através
do ciclo administrativo.
- Assim, como a estratégia
define a maneira como a empresa irá se comportar, ela faz parte do
processo de planejamento.
De forma mais abrangente,
Chiavenato (1993) define como compatibilizar todas as variáveis envolvidas
na formulação da estratégia e esta postura é equacionada através do
planejamento estratégico.

Planejamento Estratégico
- Análise PFOA
a) potencialidades (pontos
fortes);
b) fragilidades (pontos
fracos);
c) oportunidades;
d) ameaças.
- Nicho da organização
Espaço no qual os produtos
ou serviços da empresa podem dispor de alguma vantagem competitiva.
A área na qual as oportunidades no ambiente se sobrepõem aos recursos
da organização representa o nicho em que residem suas oportunidades.
- Identificar
oportunidades e ameaças externas
Descobrir, a partir da sondagem
(pesquisa) do ambiente externo (mercado), quais as oportunidades que
a organização pode explorar e as ameaças que poderá vir a enfrentar.
Oportunidades:
- expansão da linha de produtos;
- entrada em novos mercados;
- diversificar para ampliar
o risco;
- melhorar a relação comprador/fornecedor;
- melhorar a tecnologia;
- melhorar o clima legal/regimental.
Ameaças:
- novos concorrentes;
- crescimento vagaroso do
mercado;
- mudanças na preferência
do comprador;
- economia enfraquecida;
- leis desfavoráveis;
- poder de barganha maior
dos compradores/fornecedores.
- Identificar
as forças e as fragilidades (fraquezas) da organização
Analisar as aptidões e habilidades
que os funcionários da organização têm, como está o caixa, qual a
qualidade dos produtos e serviços da empresa.
Essa análise muitas vezes
leva a empresa a identificar qual é a sua competência diferencial,
ou seja, aquilo que a diferencia das outras empresas e que determina
suas armas competitivas.
Forças:
- vantagens na concorrência;
- capacidade de inovar;
- sistema de distribuição;
- habilidade de marketing;
- reconhecimento da marca;
- vantagem no custo;
- capacidade financeira;
- linha de produtos completa;
- reputação/imagem.
Fragilidades:
- instalações obsoletas;
- falta de profundidade
na administração;
- baixa identidade da marca;
- imagem de marketing
fraca;
- pouca capacidade de pesquisa
e desenvolvimento;
- capacidade de marketing
abaixo da média;
- falta de apoio financeiro;
- custos operacionais altos;
- imagem/reputação fracas.
Etapas envolvidas na administração
estratégica:
a) Análise do ambiente.
É o processo de monitorar
o ambiente organizacional para identificar os riscos e as oportunidades
presentes e futuras. Essa análise envolve tanto os fatores internos
quanto os fatores externos da organização.
b) Estabelecendo a diretriz
organizacional.
É a determinação da meta
da organização. Há dois indicadores principais de direção para os
quais uma organização é levada: a missão e os objetivos organizacionais.
A missão organizacional é a finalidade de uma organização ou a razão
pela qual ela existe. Os objetivos são as metas que a organização
tem.
c) Formulação da estratégia.
É o curso de ação com vistas
a garantir que a organização alcance seus objetivos. Formular estraté-gias
é, então, projetar e selecionar estratégias que levem à realização
dos objetivos organizacionais.
d) Implementação da estratégia.
Envolve colocar em ação
as estratégias desenvolvidas, para obter os benefícios da realização
da análise organizacional e da formulação da estratégia.
e) Controle estratégico.
Consiste na monitoração
e avaliação do processo de administração estratégica para melhorá-lo
e assegurar um funcionamento adequado.
- Segundo Michael Porter,
da Universidade de Harvard, a administração precisa selecionar uma
estratégia que confira à sua organização uma vantagem competitiva.
A vantagem competitiva é uma capacidade ou circunstância que propicia
à organização uma margem competitiva sobre seus concorrentes.
Porter identificou três
estratégias que a organização pode escolher:
a) Estratégia de liderança
de custo.
O sucesso com essa estratégia
requer que a organização seja líder de custos nos produtos e/ou serviços
que ela oferece ao mercado. Além disso, o produto e/ou serviço deve
ser comparável ao oferecido pelos concorrentes ou, pelo menos, aceitável
pelos compradores.
Como obtê-la?
- eficiência nas operações;
- economias de escala;
- inovações tecnológicas;
- baixo custo de mão-de-obra;
- acesso preferencial às
matérias-primas.
b) Estratégia de diferenciação.
A organização pode diferenciar-se
por alta qualidade, velocidade, projeto avançado, capacidade tecnológica,
assessoria especializada, conveniência, margem de escolha, serviço
excepcional ou uma imagem de marca extraordinariamente positiva.
O fundamental é que o atributo
escolhido seja diferente dos oferecidos pelo concorrente.
c) Estratégia de foco.
As duas primeiras estratégias
buscavam uma vantagem competitiva em uma ampla gama de segmentos.
No caso da estratégia de
foco, a administração seleciona um segmento ou um grupo de segmentos
em determinado setor, tais como a variedade dos produtos, o tipo de
consumidor final, o canal de distribuição ou a localização geográfica
dos compradores.
Benefícios potenciais
de uma ênfase em administração estratégica em uma organização.
- indica os problemas que
podem surgir antes que ocorram;
- alerta a organização para
as mudanças e permite ações em resposta a mudanças;
- identifica qualquer necessidade
de redefinição na natureza do negócio;
- melhora a canalização
de esforços para a realização de objetivos predeterminados;
- permite que os administradores
tenham uma visão clara do negócio;
- facilita a identificação
e exploração de futuras oportunidades de mercado;
- oferece uma visão objetiva
dos problemas de administração;
- torna mais efetiva a locação
de tempo e recursos para a identificação de oportunidades;
- permite ordenar as prioridades
dentro do cronograma do plano;
- dá a empresa uma vantagem
sobre os concorrentes.
Referências
1. CERTO, S. C.; PETER,
J. P. Administração estratégica: planejamento e implantação
da estratégia. São Paulo: Makron Books, 1993.
2. CHIAVENATO, I. Teoria
geral da administração. São Paulo: Makron Books, 1993.
3. MEGGINSON, L. C.; MOSLEY,
D. C.; PIETRI JR., P. H. Administração: conceitos e aplicações.
São Paulo: HARBRA, 1998.
4. MONTANA, P. J.; CHARNOV,
B. H. Administração. São Paulo: Saraiva, 2001.
5. ROBBINS,
S. P. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva,
2000.
elysregina@yahoo.com.br

|