INSTITUCIONAL -
Histórico
O
Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, em 1937, já
responde pelo plano geral das estradas, fiscalizando os serviços
técnicos e administrativos, regulando e policiando o tráfego.
Com a criação do Fundo Rodoviário Nacional
em 1937, os Estados passam a receber regularmente verbas específicas
destinadas à construção, conservação
e melhoramentos das estradas. Para viabilizar a destinação
destas verbas era necessário criar repartições
estaduais nos moldes do DNER.
Assim sendo, é criado o Departamento de Estradas
de Rodagem do Paraná - DER/PR, sob o Decreto-Lei nº
547, em 18 de dezembro de 1946. No Paraná, assim como na
maior parte do Brasil, a partir dos anos 50, ocorre um grande
desenvolvimento econômico e social, firmando-se na economia
nacional como grande exportador de café.
Os
Governos de Moysés Lupion (1947-1951) e Bento Munhoz da
Rocha (1951-1956) assumem compromisso político com o povoamento
e a modernização do Estado, incentivando tanto a
continuação dos fluxos migratórios de paulistas
e gaúchos em direção ao norte, oeste e sudoeste
do Estado quanto o desenvolvimento dos transportes.
Em 1952 foi criada a Lei
º 1.052 que dispõe sobre a reorganização
de Departameto de Estradas de Rodagem/PR.
Apesar de os governos estaduais enfrentarem dificuldades
orçamentárias e problemas gerados pelos conflitos
de terras em várias regiões do Paraná, a
Secretaria de Viação e Obras Públicas é
constantemente privilegiada nas dotações de verbas.
O Plano de Transportes de Moysés Lupion tem
como objetivo a circulação dos produtos agrícolas,
principal problema que aflige o Estado.
A partir de 27 de dezembro de 1956, sob a Lei nº
2.975, as estradas federais passam a receber o prefixo BR, acrescido
do número correspondente, e as regionais, o prefixo de
cada Estado, no caso do Paraná, a sigla PR.
Em
1956, dá-se prosseguimento ao Plano Rodoviário elaborado
em 1951. Em âmbito nacional, o Presidente da República
Juscelino Kubitschek, aprova, por meio do DNER, o Plano Qüinqüenal
de Obras Rodoviárias (1956/1960). No Paraná, é
feito o Plano de Obras Novas, baseado em estudos sobre a produção
agrícola e mineral e sobre a densidade demográfica.
Este Plano é reformulado em 1958 e a partir
da década de 60, os planos traçados passaram a ter
uma preocupação com a industrialização,
tendo em vista o desenvolvimento econômico do Estado, que
necessitava instalar e ampliar a infra-estrutura básica,
compreendendo energia elétrica e pavimentação
de rodovias.
A partir da segunda metade dos anos 60 a Secretaria
de Viação e Obras Públicas passa a ter os
seus recursos diminuídos gradativamente.
Para gerenciar o processo de industrialização
no Estado e racionalizar a administração publica,
foram criados vários órgãos, dentre eles
a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Paraná
- CODEPAR, em março de 1962, com o objetivo de administrar
o Fundo de Desenvolvimento Econômico - FDE, criado pela
Lei nº 4.529, de 12 de janeiro de 1962.
Os
recursos do FDE constituem-se com a criação de um
empréstimo compulsório nos impostos sobre vendas,
consignações e transações, equivalentes
a 1% dessas operações, durante cinco anos, a partir
da vigência da Lei.
Os investimentos da CODEPAR, somados ao apoio financeiro
de instituições governamentais americanas, como
a Aliança para o Progresso elegem como principal obra rodoviária
dos anos 60 a Rodovia do Café, ligando Paranaguá
e Paranavaí.
Nas gestões governamentais seguintes, há
uma preocupação cada vez maior com o planejamento
econômico e social do Estado e com a formulação
de uma política desenvolvimentista regional, integrada
aos planos nacionais de desenvolvimento. A partir de 1975, torna-se
mais clara a proposta de uma reforma administrativa e de um programa
de governo, no qual se combinam simultaneamento os interesses
federais e estaduais, públicos e privados.
O
debate é contínuo quanto ao meio de transporte mais
viável, tanto para o escoamento das safras como para a
locomoção de pessoas em todo o Brasil. No Paraná,
esse debate torna-se intenso, contrapondo, principalmente, os
defensores das ferrovias e os das rodovias.
O investimento maciço em rodovias gera certa
polêmica, como indicam os jornais da época e a crise
do petróleo é o principal argumento para ataques
às rodovias, sempre sustentada em pesquisas e comparações
com outros países, que evidenciam as vantagens de outros
meios de transporte.
A
Criação dos Centros Regionais surge no momento em
que a Diretoria de Conservação do DER percebe a
necessidade de fortalecer a sua atuação operacional,
diante do crescimento da rede estadual pavimentada e da tendência
do DNER em delegar ao órgão estadual, a conservação
da maioria das rodovias federais. Por indicação
do próprio DNER, o DER do Paraná recorre a um empréstimo
do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento
- BIRD (Banco Mundial) para desenvolver um projeto nessa área.
Outro empreendimento, nessa época, que marca
o rodoviarismo no Paraná é o Programa de Pavimentação
de Rodovias Alimentadoras - BNDE I. Entre 1976 e 1978, esse Programa
propicia recursos para a implantação de 1.120 quilômetros
de rodovias componentes do Plano Rodoviário Estadual, posteriormente
pavimentadas.
Ainda
nesse período, a execução das estradas é
viabilizada pelo Programa Especial de Rodovias Municipais e Intermunicipais
para o escoamento de Safras - PROSSAFRASS, em convênio estabelecido
entre o DER e as prefeituras municipais, que prevê a quantidade
de estradas a serem construídas e pavimentadas, os planos
de escoamento de safra e a intercomunicação de regiões.
Na década de 80, o Programa de Pavimentação
- PROPAVI, com uso intensivo de mão-de-obra e materiais
locais, parte também da premissa básica de que o
fomento de uma tecnologia adequada é importante para que
o ganho econômico e social advindo da construção
de uma obra não se restrinja somente ao produto final,
mas também aos trabalhos e serviços necessários
para executa-la.
O
Projeto Integrado de apoio ao Pequeno Produtor Rural Pró-Rural
é desenvolvido na região sudeste do Estado, a partir
de 1981, realizado através de um empréstimo celebrado
entre o Governo do Paraná e o Banco Interamericano de Desenvolvimento
- BID. As metas iniciais previstas pelo Programa correspondem
ao melhoramento de 2.100 quilômetros de rodovias e a construção
de 1.300 metros de obras de arte especiais (pontes e bueiros),
beneficiando 62 municípios.
Segundo registros da Diretoria de Obras, em 1986,
final do período de execução dos serviços,
as metas são superadas com a conclusão de abertura
e melhoramento de 5.321,66 quilômetros de rodovias e 4.908,37
metros de obras de arte especiais. O BID financia também,
para a evolução do projeto, a aquisição
de equipamentos para a composição de patrulhas mecanizadas
e propicia a contratação das obras de arte a firmas
empreiteiras.
Tendo em vista os resultados obtidos, o Estado
negocia um novo financiamento com o BID, a fim de prestar atendimento
semelhante a outras regiões do Paraná.
Dando prosseguimento aos programas de transporte
na década de 80, destaca-se também o Programa de
Calçamento Poliédrico - pavimento constituído
de material pétreo, artesanalmente extraído de jazidas
locais, utilizado como alternativa de pavimentação
para estradas vicinais com pequeno tráfego e do ponto de
vista social, absorvendo mão de obra local não especializada
e gerando empregos nos períodos de entressafra.
Essa experiência é bem sucedida, principalmente na
região sudoeste do Estado, entre 1987 e 1989. Nesse período,
são executados 197,22 quilômetros de calçamento
poliédrico em 38 trechos de estradas municipais, beneficiando
diretamente 23 municípios paranaenses. Entre 1991 e 1995,
são executados 2.010 quilômetros, gerando cerca de
11.725 empregos.
Este Programa conta com o apoio financeiro do Banco
de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, cabendo à
Diretoria de Apoio Rodoviário aos Municípios do
DER a administração e o gerenciamento do programa
e aos Distritos Rodoviários pela fiscalização
das obras. É efetuado também um novo contrato de
empréstimo com o BID para a continuação do
PRÓ - RURAL em outras regiões do Estado, com programação
anual de obras até 1994.
O Programa de Desenvolvimento Rural do Paraná
- PARANÁ RURAL, pelo Subprograma Manejo e Conservação
do Solo, desenvolve ações nessa área em 2.100
microbacias hidrográficas, cobrindo uma área de
cinco milhões de hectares, 25% da área do Estado,
e beneficiando cerca de 165.000 agricultores. O contrato, dessa
vez, ocorre entre o Governo do Estado e do Banco Mundial.
O
empréstimo feito pelo Banco, é da ordem de US$ 63.000.000,00,
com repasse em moeda estrangeira, cabendo ao Estado do Paraná,
a contrapartida da ordem de US$ 86.134.600,00. Esses valores deverão
ser aplicados num período de sete anos, sendo a conclusão
prevista para 1996.
A coordenação desse Programa tem a
participação do DER no que tange a adequação
de estradas municipais. O acordo do empréstimo prevê
a recuperação de 13.800 quilômetros de estradas
macadamizadas, ou de leito natural, prioritárias à
área desenvolvida pelo projeto. Inclui também realinhamento
ou remacadamização em cerca de 1.600 quilômetros,
recapeamento simples e outros serviços de conservação
do solo, visando à redução da erosão
do solo em relação às estradas remanescentes.
Em novembro de 1991, é lançado o
Plano Multimodal de Transportes do Estado do Paraná que
visa integrar os sistemas de transporte (rodovias, ferrovias e
hidrovias) para baratear o custo dos transportes de cargas. A
integração deve ser feita com outros países
(Argentina e Paraguai) e os estados vizinhos, por estarem na área
de influência do Porto de Paranaguá.
Para
isso criou-se o Programa de Desenvolvimento do Setor de Transportes
- PRODEST, que visa à integração das modalidades
de transporte por meio de planejamento baseado nos conceitos de
corredores de transporte (estradas que interligam pólos
ou centros de relevância nacional).
Três pólos são considerados
relevantes: