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A
exposição resgata cinco décadas
da pintura do paulista Ado Malagoli (1906-1994), que
a partir de 1951 integrou-se, definitivamente, ao meio
político e cultural do Rio Grande do Sul. São
43 obras, pinturas a óleo sobre tela ou madeira,
que abordam os temas prediletos do artista, como a figura
humana, muito presente em toda a produção,
a paisagem sulista, o casario, a natureza morta e a
tragédia. O público poderá visitar
a mostra entre 16 de maio e 02 de setembro. A abertura
desta mostra marca a comemoração da Semana
Nacional dos Museus, entre 15 e 18 de maio.
Modernista por essência,
Malagoli foi um grande admirador de Rembrandt e Cèzzanne.
Durante toda a sua trajetória, manteve-se fiel
à pintura a óleo e defendeu que para
pintar era necessário dominar a técnica.
“É importante tomar em consideração
que todo o aluno que procura a escola para se aperfeiçoar
nas lides artísticas vai em busca da técnica
e não do talento, do qual ele já se
supõe dotado.”
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Foi um período intenso. Ado Malagoli participou
de diversos salões anuais até que, em
1942, ganhou o cobiçado prêmio de viagem,
para estudar pintura e museologia nos Estados Unidos,
onde realizou sua primeira exposição individual.
Em 51 participou da I Bienal de São Paulo e logo
foi convidado para dar aulas no Instituto de Belas Artes
do Rio Grande do Sul. Foi o primeiro professor de pintura
do instituto.
A atuação de Malagoli como docente foi
considerada inovadora, o que aumentou sua notoriedade
e projeção naquele estado. Em 1954, fundou,
em Porto Alegre, o Museu de Artes do Rio Grande do Sul
(MARGS), que passou a ser denominado Ado Malagoli, a
partir de 1997. As obras presentes na exposição
são provenientes do museu criado pelo artista
e também de coleções de familiares
e colecionadores. |
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Em
busca do domínio da técnica e de uma
pintura autêntica, o artista transferiu-se,
em 1922, do interior de São Paulo, Araraquara,
para a capital com o objetivo de estudar no Liceu
de Artes e Ofícios. Enquanto aperfeiçoava-se,
conviveu com artistas de vanguarda, entre eles Rebolo,
Zanini e Volpi, do Grupo Santa Helena. Na década
de 30, já na Escola Nacional de Belas Artes,
no Rio de Janeiro, estava entre os estudantes que
formariam o histórico Núcleo Bernardelli.
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