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O
Museu Oscar Niemeyer, com o apoio do Governo do Paraná,
produz, pela primeira vez, uma exposição que
será apresentada em três países da Europa,
respectivamente na Inglaterra, Polônia e Alemanha. Trata-se
de uma pequena mostra individual do aquarelista, pintor e
desenhista polonês Brunon Bronislaw Lechowski (1887
– 1941). O artista passou um período no Paraná
e nos 16 anos em que viveu no Brasil deixou sua influência
na base da pintura moderna brasileira. A mostra está
sendo realizada com incentivo da Lei Rouanet e com o patrocínio
das empresas Compagas e Eletrobrás.
Composta de 33 obras, a exposição foi aberta
no último dia 13 de setembro em Londres, onde deverá
permanecer em cartaz até o próximo dia 01 de
outubro, na sede da Embaixada Brasileira. No período
de 13 a 30 de outubro será apresentada em Varsóvia,
no Palácio Krolikarnia; e do dia 04 ao dia 20 de novembro
na Cracóvia, na Galeria dos Artistas Plásticos.
A última etapa do roteiro será em Berlim, onde
a exposição ficará em cartaz no Brasilianische
Botschaft, de 06 a 23 de dezembro.
O projeto surgiu do convite feito pela Embaixada do Brasil
em Londres para que o Museu apresentasse as obras de Lechowski
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constantes
do acervo da instituição. Entre as obras apresentadas,
16 delas pertencem ao acervo do Museu Oscar Niemeyer, uma
aquarela de 1934 ao acervo da Fundação Cultural
de Curitiba e o restante é de propriedade da filha
do artista, Wanda Lechowski.
O Museu trabalha agora para que a exposição
também seja apresentada no Brasil. Porém, para
o roteiro nacional, a proposta é a de ampliar a mostra
com a apresentação de um maior número
de obras, com a publicação de um catálogo.
Enquanto não chega ao Brasil, está sendo preparada
uma visita virtual em 3D, que o público poderá
ver, em breve, neste site.
A mostra foi organizada pela equipe técnica do Museu,
com o auxílio de um Conselho Curatorial. O conselho
é formado pela historiadora Christhine Baptista, pelo
crítico de arte paranaense Ennio Marques Ferreira,
pela pesquisadora Myrian Sbravati e por Wanda Lechowski. Christhine,
Ennio e Myrian, há alguns anos, realizaram um projeto
de aquisição de obras de Lechowski, pela Lei
Municipal de Incentivo à Cultura. Depois de adquiridas,
as obras foram doadas ao então Museu de Arte do Paraná
(MAP). Com a criação do Museu Oscar Niemeyer,
o MAP foi extinto e todo seu acervo hoje compõe o acervo
da instituição.
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Aventura e Idealismo no Brasil |
Bruno Lechowski chegou ao Brasil no dia 04 de setembro de
1925, no Rio de Janeiro. A motivação para a
viagem foi uma aposta com os amigos: “percorrer todos
os continentes como andarilho, num prazo de três anos,
comunicando-se apenas através do idioma polonês,
sem aceitar qualquer auxílio em dinheiro e viver apenas
do resultado de sua arte”. O prêmio para o desafio
correspondia a 300 mil zloty que, previamente, Lechowski destinou
para a construção da primeira sede da Casa Internacional
do Artista, em Varsóvia.
Impulsionado por esse projeto, a proposta previa a instalação
de sedes semelhantes no maior número possível
de países. Foi a forma que expressou seu ideal de liberdade
e democratização da arte. A viagem foi preparada
entre 1922 e 1924, iniciando sua turnê em 1925 pelo
interior da Polônia e, em seguida, por diversos países
europeus. No caminho, expunha seus trabalhos em parques e
praças públicas.“Eu produzo como uma força
virgem da natureza e tudo o que produzo pertence a todos ..”,
afirmava Lecowski. Foi a última vez que os trabalhos
de Lechowski foram vistos na Europa, há 80 anos.
Carismático e de forte caráter humanista, sua
passagem pelo Paraná foi marcada pela intensa troca
com a nova geração de artistas e
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intelectuais, entre 1926 e 1927. A concentração
de grande número de imigrantes poloneses no Paraná
foi o que o atraiu para o Sul do país. Após
sua passagem pelo Estado, há uma importante fase de
sua vida em São Paulo, onde viveu a agitação
provocada pelo movimento modernista brasileiro, antes de retornar
para o Rio.
Desde que chegou ao Brasil, o também jovem artista
sempre foi presente como um pensador engajado ao meio artístico
e social. No Rio, foi um dos principais criadores e orientadores
do curso livre da Escola Nacional de Belas Artes, no então
Núcleo Bernardelli, em 1931. Foi no Núcleo Bernardelli
que Lechowski transmitiu seus conhecimentos e ideais a outros
jovens pintores brasileiros da década de 30, como José
Pancetti. Lechowski faleceu no Rio em 1941.
Nos três estados, suas atuações foram
intercaladas por sucessivas e comentadas exposições.
Apontado como um “ardoroso trabalhador”, para
produzir suas obras, Lechowski manteve, em todos os lugares,
a inesgotável criatividade na pesquisa de novos pigmentos
naturais, nas combinações cromáticas,
na paciente observação das luzes e das cores
tropicais e nos movimentos dos corpos celestes. “O pintor
é um músico da cor e um poeta da linha.”
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Veja
também:
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Visita
Virtual

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