Bruno
Lechowski viveu um período no Paraná e
nos 16 anos em que permaneceu no Brasil deixou sua influência
na base da pintura moderna brasileira. Ele chegou ao
Brasil no dia 04 de setembro de 1925, no Rio de Janeiro.
Bruno Lechowski veio motivado por uma aposta com os
amigos: “percorrer todos os continentes como andarilho,
num prazo de três anos, comunicando-se apenas
através do idioma polonês, sem aceitar
qualquer auxílio em dinheiro e viver apenas do
resultado de sua arte”. O prêmio para o
desafio correspondia a 300 mil zloty que, previamente,
o artista destinou para a construção da
primeira sede da Casa Internacional do Artista, em Varsóvia.
Impulsionado por esse projeto, a proposta previa a instalação
de sedes semelhantes no maior número possível
de países. Foi a forma que utilizou para expressar
seu ideal de liberdade e de democratização
da arte. A viagem foi preparada entre 1922 e 1924. Em
1925, iniciou a turnê pelo interior da Polônia
e, em seguida, por diversos países europeus.
Durante o trajeto expôs seus trabalhos em parques
e praças públicas.
“Eu produzo como uma força virgem da natureza
e tudo o que produzo pertence a todos ..”, afirmava
Bruno Lechowski. Essa tinha sido a última vez
em que os trabalhos de Lechowski tinham sido vistos
na Europa, há 80 anos, antes desta produção
realizada pelo Museu. |
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Carismático
e de forte caráter humanista, sua passagem pelo
Paraná foi marcada pela intensa troca com a nova
geração de artistas e intelectuais, entre
1926 e 1927. A concentração de grande
número de imigrantes poloneses no Paraná
foi o que o atraiu para o Sul do país. Após
sua passagem pelo Estado, viveu uma fase importante
de sua vida em São Paulo, onde vivenciou a agitação
provocada pelo movimento modernista brasileiro, antes
de retornar para o Rio.
Desde que chegou ao Brasil, sempre foi presente como
um pensador engajado ao meio artístico e social.
No Rio, foi um dos principais criadores e orientadores
do curso livre da Escola Nacional de Belas Artes, no
então Núcleo Bernardelli, em 1931. Foi
no Núcleo Bernardelli que Lechowski transmitiu
seus conhecimentos e ideais a outros jovens pintores
brasileiros da década de 30, como José
Pancetti. Lechowski faleceu no Rio em 1941.
Nos três estados por quais passou, suas atuações
foram intercaladas por sucessivas e comentadas exposições.
Apontado como um “ardoroso trabalhador”,
para produzir suas obras Lechowski manteve, em todos
os lugares, a inesgotável criatividade na pesquisa
de novos pigmentos naturais, nas combinações
cromáticas, na paciente observação
das luzes e das cores tropicais e nos movimentos dos
corpos celestes. “O pintor é um músico
da cor e um poeta da linha.” |