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Vigor e sobrevivência em Veneza
O Museu encerra o calendário expositivo de 2004 com a apresentação das exposições Francisco Brennand - Esculturas / O Homem e a Natureza e De Bona em Veneza. As duas mostras foram produzidas pelo próprio museu. Emanoel Araújo assina a concepção curatorial da exposição de Francisco Brennand. A mostra do paranaense tem curadoria de João Osório Brzezinski. As cerca de 30 obras apresentadas são oriundas do acervo do Museu, de particulares e de outros museus.

Com a exposição De Bona em Veneza, o Museu Oscar Niemeyer dá prosseguimento à política de valorização e difusão de artistas paranaenses. A mostra, composta por aproximadamente 30 obras, apresentará uma seleção de telas e desenhos realizados durante os nove anos (1927-1936) em que o paranaense viveu em Veneza (Itália).

O curador João Osorio Brzezinski explica que escolheu esse período porque é a fase mais expressiva de Theodoro De Bona (1904-1990). "Ele era jovem e vigoroso em sua pintura. Depois de retornar ao Paraná, fez algumas concessões." De acordo com o curador, De Bona se considerava um impressionista, embora fizesse uma pintura naturalista. "Não era um pintor acadêmico."

O reconhecimento à arte de De Bona cresceu quando ele partiu para a Itália. A viagem foi promovida por uma modesta bolsa de estudos custeada pelo Governo do Paraná da época e pela prefeitura de Morretes, cidade natal do artista, localizada no litoral paranaense. Em Veneza, tornou-se aluno de Vicenzo Di Stefani, Ettore Tito (1859-1941) e Virgílio Guido (1891-1984). Durante esse período, o artista participou do movimento de vanguarda denominado Cà Pesaro, do qual se destaca Giuseppe Santomaso.

"Considerando algumas características da obra de De Bona, provavelmente ele manteve contato com os machiaiolli (manchadores)." Os chamados manchadores foram os precursores italianos do movimento impressionista que ocorreu na França, no final do século XIX. Terminados os dois anos da bolsa de estudos, o artista decidiu permanecer naquele país e viveu sua fase de maior dificuldade financeira. "A partir daí ele teve que se sustentar com a venda de nus e paisagens. Sobreviveu da própria arte. "

No período de 1928 a 1935, De Bona se destacou em vários salões e concursos de arte. Em um deles, sobre os fatos heróicos da I Guerra Mundial, a tela Resistência na Ponte Vidor foi uma das vencedoras. O estudo dessa tela encontra-se hoje na Galeria Risorgimento, em Roma.

     
 

Moderno

Em 1939, já no Brasil, um catálogo de De Bona foi apresentado pelo escritor modernista Menotti Del Picchia, o que possibilitou a realização da exposição no Palácio das Arcadas, em São Paulo. Uma das obras apresentadas, a tela Críticos, dos tempos de Veneza, passou a constituir o acervo da Pinacoteca do Estado. De Bona só retornou a Curitiba em 1960, já como artista reconhecido e com uma coleção de prêmios e exposições, o que o tornou um artista expoente do Paraná.

Porém, o forte traço de modernidade na pintura De Bona, adquirida ao longo das viagens, fez com que ele fosse impedido de pintar um dos retratos
da Galeria dos Governadores, localizada no Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense. "Ele venceu o concurso, mas o governo da época achou que ele era moderno demais." Pintar o retrato do governador ao final do mandato para a Galeria é uma tradição mantida até hoje no Paraná. Segundo Brzezinski, nela só há um quadro que não é óleo sobre tela, a do atual senador pelo PSDB Álvaro Dias, que seria uma foto colorida à mão. Dias governou o Paraná de 1987 a 1991.

O artista morreu de pneumonia em 1990, em Curitiba. Além de artista respeitado, foi também um professor que marcou uma geração de alunos. O próprio Brzezinski foi aluno de De Bona. "Ele era um professor competente e procurava não influenciar os alunos. Dizia que o professor não ensina. Defendia que o bom aluno é quem deve surpreender o mestre." Hoje Brzezinski tenta retribuir o que aprendeu com o mestre, mostrando a fase mais "vigorosa" da produção do artista De Bona.

Cronologia da Vida e Obra de De Bona

Fonte: CAEDA-Centro Acadêmico de Educação Artística (UFPR-Universidade Federal do Paraná), com alterações feitas pelo artista plástico e curador, João Osorio Brzezinski

| 1904 | - Nasce, no dia 11 de junho, na Estrada do Anhaia, em Morretes, Theodoro De Bona, terceiro filho de Antonio De Bona, operário, natural de Igne Langarone, nos arredores de Cortina d'Ampezzo, monte da Itália, e de sua segunda esposa Cesira Bertazzoni.

| 1912 | - De Bona chega em Curitiba para continuar os estudos. Matricula-se no Colégio Bom Jesus e recebe grande incentivo do seu professor de desenho a iniciar um curso de pintura. Nesse período hospeda-se na casa do irmão de seu pai, o tio Arcângelo. Posteriormente, estuda no Ginásio Curitibano.

| 1917 | - Morte da mãe, Cezira Bertazzoni De Bona. O pai, Antonio, vem a falecer no ano seguinte.

| 1919 | - Ingressa em aulas de pintura ministradas pela professora Gina Bianchi, em seu ateliê no palacete Wolff, espaço atualmente ocupado pela Fundação Cultural de Curitiba. Estuda desenho, num momento seguinte, com Hercília Cecchi.

| 1922 | - É aceito como aluno de Alfredo Andersen, freqüentando seu atelier até as vésperas da viagem à Europa (1927). Convive com Estanislau Traple (1898-1958), Freyesleben (1899-1970) e outros artistas locais.

| 1925 | - Participa, pela primeira vez, de uma exposição coletiva com seus colegas pintores, em dependência da Associação Comercial do Paraná.

| 1926 | - Conhece e se torna amigo de Bruno Lechowski, pintor polonês de idéias diferenciadas e, até certo ponto, revolucionárias, que durante sua permanência no Paraná influenciou significativamente o meio artístico local.

| 1927 | - Realiza, com o apoio de amigos, sua primeira individual no saguão do cinema Mignon, em Curitiba, logrando arrecadar fundos para sua viagem de estudos à Europa. Foram expostas 26 pinturas. Viaja para Itália com modesta bolsa de estudos outorgada pelo governo do Estado do Paraná (100 mil réis mensais durante os dois primeiros anos), somada ao auxílio da Prefeitura de Morretes (50 mil réis mensais). Em Veneza, pois, ingressa na Academia de Belas Artes, onde permanece durante seis anos, sendo aluno de Vicenzo Di Stefani, Ettore Tito (1859-1941) e Virgílio Guido (1891-1984). Participa do movimento de vanguarda, denominado Cà Pesaro, do qual destaca-se, entre outros, o artista Giuseppe Santomaso. Tem contato, provavelmente, com os "machiaiolli" (manchadores), precursores italianos do movimento impressionista que ocorreria na França no final do séc. XIX.

| 1928 | - Aceito no Salão Oficial dos Artistas Venezianos. Até 1935, irá participar de todas as edições anuais deste certame artístico.

| 1929 | - É selecionada, para o Salão regional de Veneza, a tela Festa dos Calouros (Cà Foscari), além de um auto-retrato intitulado A primavera da Vida. De Bona decide permanecer na Itália, embora estivesse encerrado o prazo de dois anos de sua bolsa de estudos. Começa, então, um período de maior dificuldade financeira, no qual passa a sustentar-se a partir da venda de nus e paisagens.

| 1930 | - A tela Grande Canal promove o nome do artista, pela primeira vez, na Bienal Internacional de Veneza. Concorre, nessa 17 ª edição do evento, com um total de 1.767 trabalhos de outros inscritos, dos quais apenas 305 seriam aceitos. De Bona é, então, um dos 264 artistas participantes.
Em Roma, aparece numa coletiva de artistas latino americanos residentes na Itália, mostra promovida pelo Instituto Cristóvão Colombo (10/04).

| 1932 | - A municipalidade de Veneza adquire a obra La Neve a Venezia, por ocasião da Mostra "Sindicale Bevilacqua La Masa" (04/09).

| 1934 | - É um dos 48 pintores, entre os 2.480 inscritos, classificados no importante concurso de obras inspiradas nos fatos heróicos da I Guerra Mundial, chamado "Concurso da Rainha da Itália", realizado em Roma. A tela Resistência na Ponte Vidor recebeu prêmio de 10 mil liras, sendo adquirida pela municipalidade de Longarone, onde se passa a cena retratada. O estudo dessa tela encontra-se na galeria Risorgimento, em Roma.
A Galeria Quirinal, em Roma, adquire, com dotações do rei da Itália, a obra Paese sotto la Neve, dada a conhecer na Mostra "Sindicale di Cà Pesaro".

| 1935 | - Participa da Mostra "Quarent'Anni Bienali", em Veneza, expondo cinco obras, entre as quais uma, a tela Giornata Grigia - Zattere, é adquirida pela municipalidade para compor o acervo da Galeria de Arte Moderna do Estado.
Sua tela Paisagem Veneziana participa da exposição inter-regional de Florença.
Conclui painel projetado para o altar de Santa Terezinha na Igreja de Maslianico, próximo de Como, na Lombardia.

| 1936 | - Retorna ao Brasil, em decorrência de passagem fornecida pelo consulado brasileiro em Trieste, onde conhece o Cônsul e Poeta Vinicius de Moraes. Como a instância alfandegária de Santos estorvou a retirada das 130 telas trazidas por De Bona da Itália, o presidente da república de então, Getúlio Vargas, a pedido do interventor Manoel Ribas, interfere no caso, a fim de liberá-las.

| 1937 | - Realiza exposição individual no Clube Curitibano, mostrando 114 obras produzidas quando da sua estadia na Europa e alguns retratos pintados após sua chegada no país (10/03). Essa exposição impressionaria deveras o artista Guido Viaro. O governo do Estado do Paraná, dada a oportunidade, adquire a tela Terra Prometida, em que De Bona pinta a chegada de seus antepassados no território paranaense e que faz parte, hoje, do acervo do Colégio Estadual do Paraná.

| 1938 | - Recebe encomenda para pintar o retrato do primeiro reitor da Universidade Federal do Paraná, Dr. Vitor Ferreira do Amaral, tela hodiernamente encontrada na Reitoria.

| 1939 | - Com catálogo apresentado pelo escritor modernista Menotti Del Picchia, realiza exposição no Palácio das Arcadas, em São Paulo (03/01). Uma das obras apresentadas, a tela Críticos, cuja fatura vem dos tempos de Veneza, passa a constituir o acervo da Pinacoteca do Estado.
É aceito com três obras no Salão Nacional de Belas Artes, obtendo medalha de prata, depois de receber o certificado de "hors concours". Paraíso Perdido, tela premiada, é comprada pelo Museu Nacional de Belas Artes. A partir desse ano, até 1949, estará presente em todas as edições do Salão Nacional.

| 1940 | - Casa-se com Argentina Turin, sobrinha do escultor João Turim, em Curitiba, indo residir, no mesmo ano, no bairro de Santa Tereza, localizado na cidade do Rio de Janeiro. O casal tem duas filhas: Gioconda e Iracema.
Individual em Porto Alegre, no Grande Hotel (28/10).
Participa do Salão Bicentenário de Porto Alegre, sendo premiado com a tela Nu Acadêmico, adquirido pelo Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul.

| 1941 | - Participa de coletiva organizada pela Sociedade dos Amigos de Alfredo Andersen, no Edifício Garcez, Curitiba.

| 1942 | - O acervo do Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro, recebe, à título de doação, o Auto-retrato de De Bona. Torna-se sócio do Clube Curitibano.

| 1943 | - Individual no Salão Mourisco do Clube Curitibano (04/09).

| 1944 | - Individual no Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro (02/09).
Em vista, sobretudo, dos estímulos de Raul Rodrigues Gomes e Theodoro De Bona, é criado o Salão Paranaense de Belas Artes. Tendo como patrono Alfredo Andersen, foi aberto oficialmente no dia 10 de novembro. No 1º Salão, De Bona é aceito com três obras: Auto-Retrato, Nu e Porto de Cima, que recebeu a medalha de prata. Toma parte, na seqüência, das seguintes edições do Salão Paranaense: 6º (1949), 8º (1951), 9º (1952), 10º (1953), 11º (1954), 12º (1955), 13º (1956) e 15º (1958). Integra a comissão julgadora nos anos de 1952 e 1953.
Participa da Exposição de Arte Paranaense no Rio de Janeiro, promovida pela Sociedade dos Amigos de Alfredo Andersen (julho).

| 1946 | - Individual na sala de exposições do Palace Hotel, no Rio de Janeiro, ocasião em que expõe o estudo para o painel Fundação da Cidade de Curitiba (01/09).
Individual na Sala de Exposições da Prefeitura Municipal de Curitiba, na Praça Tiradentes (16/02).

| 1947 | - Realiza o grande painel Fundação da Cidade de Curitiba, por encomenda da municipalidade. Esse trabalho encontra-se, atualmente, no salão nobre do Colégio Estadual do Paraná, de acesso somente a um público seleto.

| 1949 | - Integra a comissão julgadora do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

| 1950 | - Exposição Individual no saguão do Edifício João Alfredo, em Curitiba, promovida pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Paraná.
Recebe a medalha de ouro no III Salão da Primavera do Clube Concórdia, em Curitiba, pela obra Iracema.
Participa do I Salão de Maio da Associação Paranaense de Artistas, no Centro Cultural Inter Americano, localizado no Palácio Garcês, em Curitiba.

| 1951 | - Exposição Individual em Vitória (19/08), tendo sido adquirido pelo governo do Espírito Santo o quadro Tranqüilidade.
O governador do Paraná, Bento Munhoz da Rocha, confere-lhe a incumbência de realizar um painel de grandes dimensões para as comemorações do centenário de emancipação política do Estado. Inicia os estudos dessa grande obra.

| 1953 | - Inauguração do painel Instalação da Província do Paraná, destinado ao Palácio Iguaçu, sede do governo curitibano (19/12). A obra foi executada em dependências da Escola Técnica de Curitiba, atual CEFET.

| 1954 | - Premiado com a medalha de prata, no Salão Municipal de Belas Artes do Distrito Federal, no Rio de Janeiro.

| 1956 | - Prêmio Aquisição Federação do Comércio do Estado do Paraná, no 13º Salão Paranaense de Belas Artes, com a obra Paisagem.
Individual na Sala de Exposições da Biblioteca Pública do Paraná (03/04).

| 1958 | - Prêmio Aquisição Federação das Indústrias do Estado do Paraná, no 15º Salão Paranaense de Belas Artes, com a obra Paisagem.

| 1959 | - Exposição Individual na Biblioteca Pública do Paraná, patrocinada pelo Departamento de Cultura/ SEC/ PR (12/05).
Compõe o júri do XI Salão da Primavera do Clube Concórdia.

- Retorna a Curitiba, quando é convidado a lecionar na Escola de Música e Belas Artes do Paraná - EMBAP, na cadeira que pertencia a Estanislau Traple, então falecido.

| 1960 | Homenageado no Centro Morretense por amigos e intelectuais residentes no Paraná (08/12).

| 1965 | - Individual na Sala de Exposições da Biblioteca Pública do Paraná, promovida pelo Departamento de Cultura/ SEC (22/04).

| 1968 | - Individual na Sala de Exposições da Biblioteca Pública do Paraná (23/05). Lançamento do livro de Erasmo Pilotto, Th. De Bona, baseado em sua monografia e editado pela Livraria Universitária, em Curitiba (08/01).

| 1969 | - Menção ao artista em verbete do Dicionário de Artes Plásticas do Brasil, de Roberto Pontual, editado pela Civilização Brasileira, no Rio de Janeiro.

| 1970 | - Viagem à Europa, em companhia da esposa, onde revê locais memoráveis.
Designado diretor da EMBAP, cargo em que permanece até 1974.

| 1972 | - Referido em verbete (pg. 2.083, vol. 5) da grande Enciclopédia Delta-Larousse, editada na cidade do Rio de Janeiro.

| 1973 | - Homenageado com sala especial no 30º Salão Paranaense (06/11).
Mostra coletiva "5 Mestres da Pintura do Paraná", realizada em Maringá pela Secretaria da Educação e Cultura do Estado. Mostra comemorativa do jubileu de prata da EMBAP, em Curitiba, momento no qual inaugura a galeria de exposições da escola.

| 1974 | - Individual na Galeria Cocaco, em Curitiba (27/08).

| 1975 | - Retrospectiva na Sala de Exposições do Banco de Desenvolvimento Econômico do Paraná, Badep, em Curitiba, articulada por Domício Pedrodo (10/07).

| 1976 | - Coletiva II "Discípulos de Andersen/ Artistas Independentes", Badep, Curitiba (17/08).

| 1978 | - Finaliza a Via Sacra, dirigida à Igreja Nossa Senhora do Porto, de Morretes, conjunto de 14 obras exposto primeiramente na sala de exposições do 2º andar da Biblioteca Pública do Paraná (24/11).

| 1979 | - Amigos oferecem jantar em comemoração do aniversário de 75 anos do artista, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba (11/06).

| 1980 | - A tela Paraíso Perdido figura na mostra de parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes, na sala de exposições do Teatro Guaíra, promovida pela Secretaria do Estado da Cultura (14/05).
A revista "Indústria" publica um extenso artigo sobre De Bona, de autoria do jornalista Eddy Franciosi.

| 1981 | - Expõe, juntamente com Ado Malagoli e Martinho de Haro, na mostra "Três mestres da pintura figurativa no Brasil", tendo como sede a galeria Ida e Anita, em Curitiba (11/12).
Individual no Museu Alfredo Andersen (24/06).
Recebe título de Cidadão Honorário de Curitiba, legado pela Câmara Municipal (11/06), cinqüenta anos depois do primeiro concedido pela cidade, e que foi dado a Alfredo Andersen [CARNEIRO, D. Grande dia e a retrospectiva De Bona. Gazeta do Povo Curitiba, 03 jul. 1981].

| 1982 | - Lançamento de seu livro, Curitiba: pequena Montparnasse, publicado com os esforços e recursos do próprio artista. São editados os álbuns O Paraná de De Bona, de Araken Távora (30/11); e Pintores da Paisagem Paranaense, compilado pela Secretaria Do Estado da Cultura e do Esporte, no qual citam-se obras do pintor; ambos os livros editados em Curitiba.

| 1983 | - Jantar comemorativo dos 60 anos de pintura oferecido pelo artista aos amigos na Sociedade Beneficente Garibaldi, ocasião em que recebe a comenda honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana, no grau de "Cavaliere Officiale" (26/08).
Volta a expor individualmente no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, numa ampla retrospectiva na Sala Bernadelli (02/03). Segundo artigo publicado no Estado do Paraná, em março desse ano, Max Perlingiero, um dos mais importantes marchands do país nessa década, deixou escrito no livro de visitas da mostra: "De Bona é um colorista extraordinário e suas marinhas, com uma síntese excepcional, o fazem tão grande quanto Pancetti". O acadêmico Pedro Calmon, por sua vez, registrou: "A pintura de De Bona equilibra a audácia moderna e a austeridade clássica. É leve, diáfana, extensa, admirável. Nenhum artista representa tão bem o Paraná paisagístico (...)".
Exposição individual realizada no Clube Curitibano (12/04).
Homenageado no 40º Salão Paranaense (24/11).

| 1984 | - Individual na Galeria Ida e Anita (23/11).
Retrospectiva no Museu Guido Viaro (11/09).

| 1985 | - Pinta sua última tela, Volta da Pesca, obra inacabada e sem assinatura. Encontra-se na casa das filhas, na rua Max Wolff, em Curitiba. Sofre um derrame e é internado.

| 1986 | - Participa da coletiva "Tradição/Contradição" - MAC/ PR (03/06).
Homenagem do Mestre, exposição "Artistas da Década de 60", realizada no espaço Brotto de Arte, em Curitiba (29/04).
Mostra dos artistas que obtiveram maior número de premiação nas 42 edições do Salão Paranaense - Museu Guido Viaro, Curitiba. Organização MAC/ PR (18/11).

| 1989 | - A editora da UFPR publica o livro De Bona: um exercício de criação, organizado pela Profª Drª Maria José Justino. Inauguração da sala Theodoro De Bona no MAC - Curitiba.

| 1990 | - Morre de pneumonia no hospital da Santa Casa, em Curitiba, no dia 20 de setembro, deixando uma quantidade considerável de obras, entre paisagens, retratos e nus. Estréia, no dia 05 de outubro, no Instituto Goethe, o filme "De Bona: Caro Nome", dirigido pelos irmãos Werner e Willy Schumann.

 
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