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Em
comemoração ao décimo primeiro
aniversário da marca holandesa Droog Design,
os fundadores e designers Renny Ramakers e o marido,
Gijs Bakker, organizaram uma exposição
que traduz os principais conceitos da marca. Projetada
pelo também designer holandês Jurgen Bey,
a mostra Simply Droog (Simplesmente Droog) – 10
+ 1 Anos de Design de Vanguarda Holandesa apresenta
uma retrospectiva da marca com os produtos e os projetos
executados entre 1993 e 2003.
Curitiba será a primeira cidade fora da Europa
a receber a exposição, que depois segue
para os Estados Unidos e a Bélgica. A mostra
será realizada no espaço monumental do
Olho, cuja arquitetura é assinada por Oscar Niemeyer,
considerado um dos principais arquitetos brasileiros
do século 20. Com 1.600 metros quadrados de área
expositiva, o interior do |
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espaço, moderno e de visual arrojado, está
em harmonia com o significado em holandês da palavra
droog (seco, sóbrio), que traduz a qualidade
de ser prático e sóbrio. Por outro lado,
existe um forte contraste com a outra faceta da marca,
pois droog também significa um humor árido,
daí a filosofia de dar aos objetos cotidianos
mais alma, significado e conteúdo.
Porém, segundo os organizadores, o conceito do
Droog Design também confronta a questão
do consumismo. “Questiona a natureza do luxo,
tanto no contexto material quanto imaterial, pois o
luxo de hoje não é mais simplesmente uma
questão material e sim um desafio intelectual.
O luxo hoje é um meio de ganhar atenção
e, ao mesmo tempo, um meio de gerar uma observação,
um uso e um julgamento atentos. O luxo é uma
questão de atenção! Droog é
luxo!” |
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Organizada
em duas partes, o primeiro segmento da exposição
conta a história do Droog Design através
de instalações têxteis, fotografias,
vídeos, desenhos, modelos e produtos acabados.
A segunda é temática. Nela se poderá
visualizar temas do Droog subdivididos pelos conceitos
use it again (use novamente), familiar – not so
familiar (familiar – não tão familiar),
open concept (conceito aberto], the inevitable ornament
(o ornamento inevitável), simplicity (simplicidade),
irony (ironia), tactility (tatilidade), experience (experiência),
hybridization (hibridização) e form follows
process (a forma segue o processo). Cada um deles possui
atmosfera e qualidade individuais.
A capacidade de reciclar tem sido um importante tema
para o Droog. Desde o início, a rede de design
examinou produtos velhos, usados e obsoletos. Produtos
que, por essas e outras razões, não se
encaixam mais em seu ambiente. “A questão
que permaneceu para o Droog foi por que esses produtos
não deveriam desfrutar de uma segunda vida.”
Objetos como a Rag Chair (Cadeira de Farrapos), do design
Tejo Remy, a Talking Coffee Machine (Máquina
de Café Falante), de Eibert Draisma ou a Luminária
do Reincarnate (Faça Reencarnar), assinada por
Martí Guixé, foram os resultados diretos
dessa proposta.
O segmento da mostra Familiar – Not so familiar
“é uma resposta à observação
de que as pessoas tendem a se cercar de coisas que amam
e conhecem. No entanto, com o tempo, a atenção
para com essas coisas diminui e as tornam quase invisíveis
e não são mais notadas.” Entretanto,
se esses objetos familiares fossem alterados, apareceriam
ao mesmo tempo familiares enquanto novos e diferentes.
A conseqüência lógica feita pelo Droog
foi a de combinar essas duas qualidades e usar o familiar
de maneiras novas. Familiar –
Not so familiar apresenta objetos como o Tree |
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Truck
Bench, de Jurgen Bey, o Relógio de Cuco Digital,
Nest (Ninho), de Cynthia Hathaway e a Milk Bottle Lamp
(Luminária de garrafas de leite), de Tejo Remy.
Outro destaque da exposição são
os elementos interativos : peças de mobiliário
e produtos que podem ser testados pelos visitantes.
Entre as peças que poderão ser testadas
estão a Rag Chair, projetada por Tejo Remy, e
a cadeira Private Rocking Chair (Cadeira de Balanço
Particular), de Martí Guixé. As luminárias
de parede, Do Scratch (Arranhe), também criadas
por Martí Guixé, é outro exemplo
em que o acabamento foi individualizado. “É
preciso arranhar as superfícies pretas envernizadas,
através das quais brilha a luz, dando a cada
peça uma aparência e um efeito de luz únicos.”
O próprio projeto cenográfico da exposição,
assinado pelo designer holandês Jurgen Bey, é
relevante no contexto. “Sua abordagem pragmática
corrobora com a filosofia do Droog Design, com sua afirmação
sóbria de que um prédio alto não
pode funcionar sem elevadores.” Bey cria espaços
interiores e produtos, desenvolve projetos para espaços
públicos e arte aplicada. Segundo os organizadores,
Bey vê a si mesmo não apenas como alguém
pragmático, mas também como um conquistador,
que explora o mundo através de suas estranhezas,
e como alguém com a missão de fazer perguntas
e criar contatos entre elementos diversos.
A exposição Simply Droog é um projeto
internacional. A mostra já foi exibida no Haus
der Kunst, em München (Alemanha), na Suíça
e na Holanda. Curitiba será a única cidade
da América Latina a receber a exposição
fora da Europa, depois ela segue para os Estados Unidos
e a Bélgica. Um catálogo abrangente de
240 páginas, projetado pelo estúdio gráfico
holandês Thonik, acompanha a mostra. |
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A
História do Droog |
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Em
1993, os fundadores do Droog Design, Gijs Bakker e Renny
Ramakers, apresentaram as obras de jovens designers
holandeses em uma Feira de Design, em Milão.
Os trabalhos foram feitos de materiais industriais baratos
e objetos achados como uma estante de livros, confeccionada
com tiras de papel de embalagem e compensado (Konings&Bey),
e uma penteadeira de gavetas usadas unidas com uma cinta.
Os objetos foram caracterizados pela combinação
de simplicidade e bom humor, sendo apresentados com
o nome de Droog Design, originando a marca. A apresentação
foi recebida de forma tão positiva que um ano
depois, em 1994, Bakker e Ramakers decidiram fundar
a Droog Design Foundation, em Amsterdã.
Desde então, eles convidam diferentes designers
para que seus objetos façam parte da linha do
Droog. Até hoje, Bakker e Ramakers escolhem pessoalmente
cada objeto da coleção. O principal objetivo
deles é garantir que a linha possua e mantenha
os três critérios do Droog: uma idéia
original, um conceito claro e um design sóbrio
e limpo. Nas onze participações, desde
1993, de Bakker e Ramakers na Feira de Móveis
de Milão, houve uma ênfase temática
específica em cada uma delas.
O Droog Design continua a experimentar novos conceitos,
tecnologias, e está envolvido em numerosas exposições,
publicações e conceitos industriais. Entre
as atividades comerciais do Droog está o design
da loja Mandarina Duck, em Paris, e a plataforma de
apresentações para a nova coleção
da Levi’s Red. Além disso, a marca permanece
envolvida na educação da próxima
geração de designers e encabeça
o Programa de Mestrado IM da Design Academy, em Eindhoven
(Holanda). Em 2002, a loja e o espaço de exposição
Droog & Co. foram abertos no centro histórico
de Amsterdã.
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