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Trinta
grandes obras de artistas plásticos brasileiros são
exibidas na exposição Arte em Metrópolis,
que poderá ser visitada pelo público até
o próximo dia 21 de agosto. A mostra é o resultado
da iniciativa inédita da TV Cultura de São Paulo
que instituiu uma nova concepção cenográfica
para o programa Metrópolis.
Dedicado
a divulgação de informações sobre
teatro, cinema, dança, literatura, festas folclóricas
regionais e outras expressões culturais do País,
o programa também privilegia as artes plásticas.
A cada mês um artista é convidado a exibir seus
trabalhos, para que sejam utilizados de cenário ao
apresentador e, eventualmente, a um entrevistado. Para alguns
dos autores participantes as obras são as maiores já
produzidas, formatados em painéis de três a quatro
metros. Depois de exibidas, uma das obras fica em doação
para o acervo da Fundação Padre Anchieta.
Há
18 anos, quando o sistema pioneiro foi implantado, na gestão
do presidente da Fundação, Roberto Muylaert,
as tintas e o tecido da tela para os artistas eram fornecidos
pela emissora. A fórmula de utilizar obras inéditas,
a maioria de artistas brasileiros, prosseguiu na gestão
de Jorge Cunha Lima e atualmente foi ampliada pela nova gestão
do presidente Marcos Mendonça. Ao longo desse período,
a Fundação Padre Anchieta amealhou um significativo
acervo de obras inéditas, que atualmente soma cerca
de 160 obras de grande porte.
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No acervo, figuram artistas de diversas
tendências e de qualidade reconhecida como Amélia
Toledo, Ana Maria Tavares, Antonio Dias, Antonio Lizarraga,
Arthur Omar, Beatriz Milhazes, Carmela Baravelli, Luiz Sacilotto,
Macaparana, Nido Campolongo, Paulo Pasta, Sergio Romagnolo,
Tomie Ohtake e Vicente Kutka, que estarão presentes
da mostra. "É um dos maiores, talvez o maior acervo
de Arte Contemporânea do País", afirma o
chefe de redação do programa Hélio Goldsztejn,
que também se dedica ao papel de curador da mostra
Arte em Metrópolis.
Segundo
ele, é uma "grande satisfação"
partilhar com o público o resultado dessa iniciativa
da TV. "Nosso principal objetivo é divulgar as
obras dos artistas brasileiros, que conseguiram sair dos limites
das galerias e dos museus. E de uma forma inédita,
porque as obras foram feitas para um cenário e depois
é que foram parar nos museus."
A
primeira exposição do acervo da Fundação
Padre Anchieta foi realizada em 2002, na Pinacoteca de São
Paulo. Recentemente esteve no Instituto Tomie Ohtake e pela
primeira vez é realizada fora de São Paulo,
desta vez no Museu Oscar Niemeyer.
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