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A trajetória do Salão Paranaense, um dos principais eventos de artes plásticas do País, é o tema da exposição em cartaz até 25 de março no Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra “Desejo de Salão”, promovida pelo Museu de Arte Contemporânea, da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), faz uma retrospectiva do salão que é realizado no Paraná desde 1944. A curadoria é da professora e crítica de arte Maria José Justino.

A ideia de realizar uma mostra sobre a trajetória do Salão surgiu a partir dos debates que ocorreram ao longo do ano no “Seminário Museus de Arte do Paraná – a construção do futuro”, coordenado pelo crítico e curador Paulo Herkenhoff. A última etapa foi dedicada aos salões de arte do Estado, em especial o Salão Paranaense, e as discussões giraram em torno da significação histórica e social do evento e o desejo de mudanças e continuidade.

“Desde a criação do Salão Paranaense, a produção cultural no Paraná e o ambiente institucional sofreram transformações que situam nosso Estado num lugar próprio no sistema da arte no Brasil. E refletir sobre essas mudanças é fundamental para a elaboração de uma política de artes visuais para todo o Estado”, destaca o secretário de Cultura, Paulino Viapiana.

 
 
 
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"Caminhantes" (1968), de Antonio Maia
  Obra sem título (1982), de Marcos Benjamim
   
 
 
 
 

Temporalidade - A curadora chama atenção para a multiplicidade de linguagens da mostra. “O convite ao espectador-viajante é para se perder no turbilhão das linguagens aqui presentes, buscando ver a arte nela mesma, na sua linguagem, capturando os sentidos pela forma”, diz.

Na exposição o público vai se deparar com obras de Alfredo Andersen, Theodoro De Bona, Guido Viaro, Miguel Bakun, Rubens Gerchman, Antonio Maia, Fernando Velloso, Ione Saldanha, Marcos Benjamin, Yolanda Mohalyi, Raul Cruz, Patricia Osses, Roberto Leal, Eliane Prolik, Rones Dumke, Ruben Esmanhotto, Luiz Henrique Schwanke, entre outros.

“Na organização, optamos por cruzar diacronia e sincronia, dois aspectos da temporalidade: a arte na sua evolução no tempo (diacronia: 1944 a 2009) e ela tomada independentemente dessa evolução (sincronia). A arte como articulação e diálogo com outras obras. Esse foi o modo de escapar da rigidez de uma cronologia”, explica Maria José Justino.

 

 

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"Textura - luz - vácuo" (1971), de Yolanda Mohalyi
 

 

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Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Venda de ingressos até 17h 30
Preços: R$4,00 inteira e R$2,00 para professores e estudantes com identificação
Entrada gratuita: menores de 12 anos, maiores de 60 anos e grupos pré-agendados de estudantes de escolas
públicas, do ensino médio e fundamental
Como chegar de ônibus: Linha Turismo, Boqueirão/Centro Cívico (ligeirinho), Marechal Hermes/Santa Efigênia
Ahú/Los Angeles e Interbairros I