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Com desenhos inéditos, a premiada exposição
apresenta 203 obras
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exposição Samico: do desenho à gravura
apresenta obras seletas e inéditas de um dos maiores
xilogravadores do Brasil, Gilvan Samico. A mostra, composta
por 203 obras, exibe desde as xilogravuras, no formato e estilo
que consagraram o artista, como A Bela e a Fera (1996), até
desenhos inéditos.
Ronaldo Correia de Brito assina a curadoria da mostra, que
recebeu o Prêmio Especial da Associação
Paulista de Críticos de Arte, no ano passado. O público
poderá ver as obras no período de 05 de agosto
a 13 de novembro.
O grande diferencial desta exposição são
os 45 desenhos produzidos entre 1957 e 1959, a maior parte
deles do período em que Samico foi aluno de Lívio
Abramo, em São Paulo. Outros são da fase em
que o artista era aluno de Oswaldo Goeldi, no Rio de Janeiro,
e alguns da época que ele freqüentava o Ateliê
Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife, criado
por Abelardo da Hora.
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Além dos desenhos que foram mantidos
guardados no fundo de uma gaveta, e que nunca haviam sido
mostrados, também estão na mostra os desenhos-estudos
que ilustram o processo criativo de Samico. "Apenas um
pequeno número de xilogravuras ficou fora da exposição,
que não pretende ser cronológica e retrospectiva",
afirma Brito.
Enriquecendo a exposição, o curador incluiu
ainda as gravuras realizadas no período de 1997 a
2004, também praticamente inéditas em outras
mostras. Duas delas - A Caça e A Espada e o Dragão-,
ilustradas por suas respectivas matrizes e um grande número
de desenhos-estudos, ocupam uma sala inteira da mostra no
Museu Oscar Niemeyer.
Muito do que produziu Gilvan Samico poderá ser conhecido
no conjunto de obras expostas. Na mostra, estão sendo
exibidos 67 desenhos-estudos, 45 desenhos com caráter
de desenho, 43 gravuras de tiragem esgotada (1959-1987),
23 gravuras raras (1957-1959), 17 gravuras recentes (1988-2004),
oito linóleos, xilogravuras sem matrizes e duas matrizes.
Desde a realização da mostra Samico-40 anos
de gravura, realizada em 1997, no Rio de Janeiro, não
se via uma exposição com tantas obras do artista.
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