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Mensalmente, cerca de 3 mil pessoas
visitam gratuitamente o Museu. Em alguns meses, esse
número chega a ultrapassar o público pagante.
O número representa aproximadamente 30% do público
total no período, que no ano passado registrou
uma média mensal de 10,3 mil visitantes. O público
total em 2004 somou 124.185 pessoas.
De
terça a sexta-feira, os estudantes, dos três
níveis do ensino público, são responsáveis
pela maior parte dos visitantes não-pagantes
ao qual a instituição concede a gratuidade.
Para se obter a franquia é necessário
fazer o agendamento prévio dos grupos, que são
organizados principalmente pelas instituições
da rede pública municipal e estadual.
O
agendamento de grupos aumenta significativamente no
período escolar. Somente em abril deste ano houve
um crescimento de aproximadamente 70% do público
não-pagante, em relação ao mesmo
período de março. Embora, o número
de visitantes total venha apresentando um gráfico
ascendente em todos os meses de 2005. Em relação
aos mesmos períodos do ano anterior, foi registrado
um crescimento de 30% em janeiro, de 34% em fevereiro,
aumentou para 91% em março e fechou abril com
aumento de 85% do público total.
A
fatia do público não-pagante é
ainda repartida com os menores de 12 e os maiores de
60 anos e com os grupos organizados por entidades filantrópicas
e de assistência ao idoso e aos portadores de
deficiências. Isto sem computar os convidados
para as aberturas das exposições, que
somam em média mil pessoas em cada vernissage.
Perseguindo
como meta a difusão da Educação
e da Cultura para o maior número de pessoas possível,
a diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Maristela
Requião, implantou um programa complementar às
franquias. O objetivo é o de permitir também
o acesso de famílias e trabalhadores de baixa-renda.
Com
o apoio do Governo do Paraná, foi criado o Programa
de Popularização do Museu, o qual prevê
a franquia para todos os visitantes no primeiro domingo
de cada mês. O programa foi implantado em abril
de 2004 e chega a registrar picos de até 1,3
mil visitantes quando ocorre. "Para bem formar
as novas gerações, é preciso permitir
que todos tenham direito de acesso aos meios de produção
de Cultura. É a democratização
da Cultura."
Ampliações
física e museográfica
Desde
que assumiu a direção do complexo, em
junho de 2003, a diretora-presidente estabeleceu um
padrão para a programação e realizou
ampliações na estrutura física
e museográfica. Primeiro foi estabelecida uma
programação de alto nível, colocando
o Museu Oscar Niemeyer no roteiro das grandes exposições,
antes restrito ao eixo Rio-São Paulo, para consolidá-lo
como uma referência museológica nacional
e internacional.
Paralelamente
trabalhou, internamente, com a estruturação
técnica e física. Em dezembro de 2004,
inaugurou as quatro primeiras salas destinadas exclusivamente
para a exposição de fotografias, instaladas
na torre de acesso ao Salão Principal do Olho.
As salas fazem parte da Torre da Fotografia, cujo projeto
prevê o aproveitamento de todos os espaços
da torre.
A
loja do Museu e a Reserva Técnica, local adequado
para o acondicionamento das obras do acervo, também
foram montadas. Atualmente, estão em andamento
os trabalhos para a instalação de um café
e do Laboratório de Conservação
e Restauro, que deverá ser um dos melhores do
País. Enquanto o Acervo, gradativamente, está
sendo ampliado com aquisições.
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