04/10/2007

 

2º FESTIVAL DO PARANÁ DE CINEMA BRASILEIRO E LATINO
DEFINE JÚRI DA MOSTRA COMPETITIVA

O Festival, que começa na próxima sexta-feira (dia 5), trará, além do prêmio em dinheiro para melhor curta e longa-metragem; o Prêmio Valêncio Xavier, para personalidades culturais em destaque

 

Para compor o seu júri presidido pelo cineasta Roberto Farias, o Festival convidou um grupo eclético de diretores, com experiências diversas e também diferentes nacionalidades para avaliar os longas-metragens em competição. Além de Farias, o italiano Claudio Valentinetti, o francês Pascal Privet e os brasileiros Fernando Severo, Jom Tob Azulay e Gustavo Dahl completam o júri do 2º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino.

Considerado pela crítica um dos expoentes da geração que renovou o curta-metragem brasileiro a partir dos anos 80, Fernando Severo acumula mais de 50 prêmios nacionais e internacionais por sua filmografia. Além de diretor, Severo exerceu os cargos de vice-presidente e conselheiro da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), foi membro do Conselho de Cinema do Ministério da Cultura e lecionou direção e história do cinema na Academia Internacional de Cinema. Em breve, ele volta às telas com o longa-metragem Corpos Celestes.

Já o italiano Claudio Valentinetti é jornalista, escritor, tradutor e crítico cinematográfico. Nascido em Milão, ele vive atualmente em Brasília. O jurado é autor de livros como Orson Welles, Glauber, um olhar europeu, Ittala Nandi I. N. Veritas, O Cinema segundo Eduardo Coutinho, A Arte do Ator: Othon Bastos, Milton Gonçalves – Um negro em movimento e A leveza contundente de Joaquim Pedro de Andrade, entre outros.

Cineasta, produtor, técnico de som e diretor de fotografia, Jom Tob Azulay já fez um pouco de tudo no cinema. Nos anos 70, estudou cinema em Los Angeles e, desde então, assina documentários e curtas-metragens. Ex-diplomata e ex-Superintendente de Assuntos Internacionais da ANCINE, Azulay é diretor e produtor de longas-metragens como Os Doces Bárbaros (1978), Corações a Mil (1983) e O Judeu (1995). Também produziu filmes afro-ibero-americanos como O Estorvo, de Ruy Guerra.

Pascal Privet viveu muitos anos nos desertos e montanhas distantes como Yémen, Sahara e Humalaya. Formado profissionalmente como documentarista e diplomado em Etnologia e Cinema, Privet realizou vários documentários principalmente na África e no Yémen, onde dirigiu, desde 1998, muitos programas no centro d’Office Regional de la Culture PACA. Dentre as principais obras de sua filmografia estão: Musical Gazz, Lê Bará, La Pluie est lê beau temps e Lê Chant de Sanaa.
Nascido em Buenos Aires, mas brasileiro por opção, Gustavo Dahl interrompeu a faculdade de Direito para trabalhar na Cinemateca Brasileira. Em 1960, recebeu bolsa do governo italiano para um curso no Centro Experimental de Cinematografia de Roma, ao lado do brasileiro Paulo Cezar Saraceni e dos italianos Marco Bellochio e Bernardo Bertolucci. Em 1968, dirigiu O Bravo Guerreiro que juntamente com O Desafio (Paulo Cezar Saraceni) e Terra em Transe (Glauber Rocha) constitui a trilogia de filmes políticos do Cinema Novo. Diretor e crítico de cinema, formulador de políticas cinematográficas, Dahl foi superintendente de comercialização da Embrafilme e até 2006, atuou como diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), instituição que ele participou da criação e do desenvolvimento.

 

Prêmio Valêncio Xavier

Os vencedores do Festival receberão o Prêmio Araucária de Ouro. Criado pela artista plástica Janet Mehl, o troféu é uma referência a um pinheiro típico do Planalto Sul do país e que é o símbolo do Estado do Paraná. Outro diferencial do festival é a premiação em dinheiro - os vencedores das categorias Melhor Diretor de Longa-Metragem e Melhor Diretor de Curta-Metragem receberão prêmios no valor de 10 (dez) mil e 4 (quatro) mil reais, respectivamente. Já o melhor filme estrangeiro será agraciado com o Prêmio Canal Brasil, que consiste na exibição do filme vencedor na grade de programação do canal.

As personalidades que tenham se destacado e contribuído para a cultura nacional receberão o Prêmio Valêncio Xavier, uma homenagem a um dos nomes mais representativos da cultura paranaense que se destacou no jornalismo, na televisão, no cinema e também na literatura. Grande agitador cultural, Xavier criou a Cinemateca do Museu Guido Viaro e dirigiu o Museu da Imagem e do Som – MIS. Seu trabalho à frente da Cinemateca serviu para formar uma geração de cineastas curitibanos, como Beto Carminatti e Fernando Severo. A programação variada de filmes e cursos estimulou esses jovens numa época em que não havia cursos de cinema na capital paranaense. Em sua filmografia destaca-se Caro Signore Fellini que recebeu o prêmio de "Melhor Filme de Ficção" na IX Jornada Brasileira de Curta-Metragem. Xavier dirigiu, entre outros vídeos, O Pão Negro - Um Episódio da Colônia Cecília, O Corvo e A Visita ao Velho Senhor.


Site oficial do 2º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino
www.festivaldecinema.pr.gov.br

 
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