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Requião prega otimismo ao abrir o encontro de líderes públicos


Ao abrir em Foz do Iguaçu a edição 2007-2008 do Programa de Estudos Avançados para Líderes Públicos, o governador Roberto Requião destacou a importância do evento. “O encontro de líderes públicos é importante porque permite uma análise da situação brasileira e das possibilidades do Estado, daquilo que todos nós precisamos fazer no Paraná, que por sinal vive um bom momento”.


 

Segundo o governador, é só olhar para os indicadores do Paraná. “Temos incentivos consistentes para o interior. Não cobramos impostos para as pequenas empresas. Estamos investindo nos municípios de IDH mais baixo. O Paraná é recordista brasileiro de geração de empresas e emprego. Temos de sair daqui mais entusiasmados, talvez pessimistas na análise, mas extraordinariamente otimistas na ação”, afirmou.

 

 

 

Na opinião do governador, “o Brasil vive uma crise e a crise pode aumentar. O Paraná vive uma crise menor do que outros estados brasileiros. Mas, quando nos propusemos a liderar municipalidades, nós não propusemos transformar liderança num lamento e sim no enfrentamento. Enfrentamento este que tem suporte em vários valores, como a defesa da vida, das crianças, da educação e da saúde”.

Presenças – O encontro de Líderes Públicos foi aberto na noite desta quarta-feira e tem atividades durante esta quinta-feira (16). A solenidade de abertura contou com a presença de 703 pessoas, e o número oficial de inscritos para os trabalhos é de 559 participantes, entre prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais e vereadores de mais de 260 municípios paranaenses. O primeiro encontro realizado em 2003 contou com a presença de dirigentes de apenas 41 municípios.

O Programa de Estudos Avançados para Líderes Públicos é realizado desde 2003 pelo governo do Estado, por intermédio das secretarias do Desenvolvimento Urbano e do Planejamento e Coordenação Geral, além do Serviço Social Autônomo Paranacidade, em parceria com o Sebrae/PR, a Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e Federação das Associações de Municípios do Paraná (Femupar). E tem como objetivo preparar líderes públicos municipais para atuação estratégica, empreendedora e criativa, contribuindo para o desenvolvimento municipal e regional, para a criação de condições adequadas de vida das pessoas e de ambiente favorável à criação e sustentação das micro e pequenas empresas.

Companheiros – Em seu discurso, o governador Requião fez uma análise do momento atual, que enfrenta uma nova crise envolvendo o mercado financeiro, e que tem sua origem no que chamou de “cassinos” das grandes bolsas de valores. Ao denominar os líderes políticos presentes de companheiros, palavra que se origina do latim ‘com pane’, que significa ‘com pão’, Requião ressaltou que companheiros são aqueles que, sentados à mesma mesa, dividem o pão farto dos bons momentos como o parco dos momentos difíceis.

“Somos companheiros todos numa mesma viagem pela vida, num mesmo país, com os mesmos problemas e procurando as soluções. Mas é preciso refletir o que somos nós: um mercado ao sabor das irritações e das oscilações dos ‘cassinos’ das grandes bolsas de valores ou somos uma nação? Se fossemos um mercado, teríamos que tomar conhecimento de que seu único compromisso é o lucro. Já a nação tem características diversas, que no nosso caso culminou com a construção do país em que vivemos”, analisou.

O governador lembrou que o mundo vive hoje algo muito parecido com o que aconteceu nos Estados Unidos, na década de 20, quando a crise do setor imobiliário chegou às bolsas de valores. Mas fez questão de ressaltar que a crise só não é pior por causa do crescimento da China e, no caso do Brasil, por conta do superávit primário. “Os Estados Unidos têm um fantástico déficit publico, o que não ocorre com o Brasil. Temos superávit primário no país, e o nosso Estado tem o segundo maior superávit primário de toda a federação, atrás apenas do Rio de Janeiro, que o utiliza para pagar juros e dividas”, afirmou. Requião destacou que o Paraná usa o seu superávit para implementar programas de desenvolvimento econômico.

Tarefa difícil – O secretário do Desenvolvimento Urbano, Forte Netto, que discursou antes do governador, disse que não é fácil a tarefa de melhorar o mapa do IDH do Paraná e de seus municípios. Essa tarefa, segundo ele, “é para estadistas, para aqueles que têm compromisso com a história; Para aqueles que têm compromisso com o futuro do de seu município, do Paraná e do Brasil; para aqueles que sabem que é preciso constantemente se qualificar para o exercício da função pública; para aqueles que sabem da importância do Estado como ente capaz de promover a quebra da inércia do desenvolvimento desigual e concentrado; para aqueles que ousam mostrar a perversidade da mão invisível do mercado – mão essa que favorece a uns poucos e condena a maioria à pobreza e à desesperança”

Já o secretário do Planejamento, Enio Verri, disse que é importante destacar que tanto o governo federal como o estadual pretendem investir nos municípios mais pobres. “Vamos apresentar o plano de investimento de R$ 18 bilhões já anunciados e que dará prioridade à região central do Paraná, onde a população necessita muito mais da presença do Estado para se desenvolver”.

O diretor de Relações Institucionais Comunitárias da Cohapar, João Arruda Filho, lembrou que “o mais importante das reuniões com os prefeitos é que o governador pode dar uma direção, mostrando qual a posição ideológica e as prioridades deste governo. Só assim os prefeitos poderão caminhar na mesma direção e trabalhar em parceria com o Estado”. Segundo Arruda, o governador está em busca de parceiros para políticas públicas voltadas à população e não daqueles que só sabem pedir ações pontuais.”

Presenças – Além do governador e de Forte Netto e Enio Verri, participaram da abertura oficial os secretários estaduais Virgílio Moreira Filho (Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul), tenente-coronel Anselmo de Oliveira (Casa Militar), Rasca Rodrigues (Meio Ambiente), Vera Mussi (Cultura), Jair Ramos (Justiça), Julio César de Araújo Filho (Obras) e Valter Bianchini (Agricultura e do Abastecimento). Também participaram o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, Renato Adur, o presidente do conselho deliberativo do Sebrae-PR, Darci Piana, o novo superintendente do Sebrae-PR, Allan Campos Costa, o presidente da Associação de Municípios do Paraná (AMP), Moacyr Fadel Junior, o presidente da Federação das Associações dos Municípios do Paraná (Femupar), Beto Pugliesi, os deputados Dobrandino Silva, Professor Luizão, Elton Welter e Bete Pavin, os coordenadores das Regiões Metropolitanas Elza Correa (Londrina) e João Kalefi (Maringá), os coordenadores das microrregiões Sâmis da Silva (Foz do Iguaçu) e Inês de Paula Dias (Cascavel), o presidente da Agencia de Fomento do Paraná, Antonio Rycheta, o presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, e o bispo emérito de Duque de Caxias (RJ), dom Mauro Moreli.