Dois prefeitos assinam anuência para integração do transporte na RMM
Os prefeitos Moacir de Oliveira e Cido Spada , de Sarandi, assinaram nesta quinta-feira à tarde na sede da Região Metropolitana de Maringá o termo de anuência ao convênio que o governo do Estado firmará com os municípios de Maringá, Sarandi e Paiçandu, visando a integração do transporte coletivo entre as três cidades conurbadas da Região Metropolitana de Maringá. Os prefeitos Moacir e Cido Spada , tomaram a iniciativa de assinar o termo , que significa concretamente, o primeiro passo para a celebração do convênio que garantirá a formação do Conselho Metropolitano de Transporte, órgão que deverá gerenciar o sistema, inclusive com poderes de definir política tarifária. O ato teve a presença de vereadores de Sarandi e de uma representante do observatório das Metropolis da UEM.
A luta pela integração ,via passe eletrônico, dos ônibus urbanos de Maringá com os metropolitanos de Sarandi e Paiçandu, já foi encampada pelo Estado, poder concedente das linhas metropolitanas e já tem o apoio, oficializado por meio de ofícios, dos respectivos prefeitos. O termo de anuência é uma espécie de aceita dos prefeitos, que depois assinarão o convênio com o próprio governador do Estado, Roberto Requião.


Passos da luta pela integração do transporte
A Coordenação da Região Metropolitana de Maringá trabalha pela integração da passagem nas linhas urbanas e metropolitanas de Maringá, Sarandi e Paiçandu desde a sua implantação em fevereiro do corrente ano.
Assim que assumiu o cargo de coordenador, João Ivo Caleffi elegeu esta como a primeira demanda a ser enfrentada , tendo em vista o grande contingente de estudantes e trabalhadores que circula diariamente entre as três cidades conurbadas.
Segundo estimativas do Observatório das Metrópoles , quase a metade (43%) dos habitantes de Sarandi e Paiçandu com mais de 15 anos de idade, trabalha ou estuda fora dos respectivos domicílios. A esmagadora maioria – acima de 90% - se desloca para a cidade pólo, tendo o ônibus como o meio de transporte predominante. Mas os passageiros das duas cidades não se beneficiam da integração do passe, que em Maringá é feita eletronicamente desde a administração passada (2001/2004).
A falta de integração encarece o transporte dos usuários residentes nos municípios de Sarandi e Paiçandu. No caso específico de quem busca espaço no mercado de trabalho de Maringá, a elevação do custo tarifário, provocada pela falta de integração , cria uma evidente ( e inaceitável) discriminação econômico-social na nossa região.
Este fato tem sido assunto de discussão nos sindicatos obreiros que inclusive, já fizeram chegar tal preocupação ao Ministério Público do Trabalho.
Há casos, por exemplo, na construção civil, aonde serventes e pedreiros chegam a mentir sobre seu domicilio, com medo de receber um NÃO rotundo do empregador. Muitos, segundo o sindicato da área, utilizam comprovantes residenciais de parentes de Maringá para não perder a oportunidade de trabalho, uma vez que os próprios empresários do setor alegam aumento de custos com o pagamento de mais de quatro embarques diários, ao invés de apenas dois, a exemplo do que ocorre com trabalhadores que residem na cidade pólo.
A falta de integração onera de maneira significativa também a admissão e manutenção do grande contingente de empregadas domésticas das duas cidades vizinhas, que trabalham em Maringá.
Tais fatos concretos são incompatíveis com a realidade da metropolização e principalmente, da conurbação de cidades. Isso explica a priorização de tal demanda social neste primeiro momento da COMEM, criada por lei estadual de 1998 e implantada no início de 2007 pelo governador Roberto Requião.
“Para conduzir o processo reivindicatório da integração da passagem de ônibus entre as três cidade conurbadas, buscamos apoio político na sociedade civil organizada e nas lideranças locais e regionais. É absolutamente clara a existência de um consenso em torno do tema, o que pode ser atestado nos vários ofícios de apoio. Conclui-se então, que a integração é uma necessidade urgente urgentíssima” , diz João Ivo.
Vale ressaltar ainda, que a integração pretendida não demanda nenhum tipo de investimento imediato em obras físicas. A integração que se busca no momento é feita via cartão eletrônico, já utilizado nas linhas municipais e intermunicipais em questão.
Os argumentos da empresa estão centrados em um possível desequilíbrio financeiro, argumento que desconsidera a possibilidade real de compensação pelo aumento de demanda.
É oportuno informar , por fim, que as empresas que operam o transporte coletivo urbano de Maringá e as linhas intermunicipais de Sarandi e Paiçandu têm razões sociais diferentes, mas pertencem ao mesmo grupo, o que teoricamente poderia facilitar as negociações com o Estado e o Município de Maringá, poderes concedentes dos sistemas metropolitano e municipal.
Assessoria de Imprensa da COMEM – Coordenadoria da Região Metropolitana de Maringá
8.11.07