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Saída para pequenas cidades pode estar na economia solidária

 É a conclusão de especialistas da área, ao discutirem projetos de geração de emprego e renda na sede da COMEM-  Coordenação da Região Metropolitana de Maringá. No encontro com o coordenador João Ivo Caleffi,  representantes de organizações sociais ,  prefeituras da região e o prefeito de Sarandi, Cido Spada, defenderam a necessidade  de criação de um fórum metropolitano de economia  solidária , por meio do qual seja possível viabilizar projetos de autogestão em cada um dos municípios da RMM.

Há unanimidade entre gestores públicos e sociedade organizada com relação ao processo de esvaziamento dos pequenos municípios e, na outra ponta, de inchaço das cidades-pólo . Ao mesmo tempo, é consenso a necessidade de políticas públicas de integração regional, com ênfase na vocação econômica de cada cidade do entorno . O prefeito de Sarandi acha que a economia solidária se encaixa como luva na maioria dos pequenos municípios que, criando trabalho e renda , estancará o processo de esvaziamento, evitando que a migração interna agrave o problema da superpopulação em  cidades pólo , como Maringá e nas conurbadas, chamadas de dormitório como Sarandi e Paiçandu.

João Ivo chamou a discussão para a Coordenação da Região Metropolitana de Maringá por entender que “ este é o espaço adequado para se iniciar um amplo processo de construção de uma nova realidade econômica para a nossa região” . O fórum permanente foi sugerido pelo prefeito Cido Spada, que já tem várias experiências de economia solidária em andamento no seu município e por isso garante:  “A economia solidária, seja via cooperativas de trabalhadores ou associações , é o caminho mais curto para o combate ao desemprego e , por conseguinte, às desigualdades  sociais”.

O que é 

Quando se fala em economia solidária, a primeira coisa que vem à cabeça das pessoas é a cooperativa de reciclagem de lixo. Segundo definição da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, “a economia solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver, sem explorar ninguém, sem querer levar vantagem, sem destruir o meio ambiente. É acima de tudo, uma estratégia de enfrentamento da exclusão social , sustentada em formas coletivas, justas e solidárias de geração de trabalho e renda”.

A partir dessa ótica é que podem surgir associações, cooperativas, clubes de troca, redes, complexos cooperativos e até os modernos e abrangentes arranjos produtivos. João Ivo acha que no caso da Região Metropolitana de Maringá o fundamental é mapear as vocações municipais e em cima do que cada município mais produz, criar políticas públicas de investimento no setor específico. A uva de Marialva e a produção de fotografias em Santa Fé, são dois bons exemplos.

Matéria produzida pela Assessoria de Imprensa da COMEM – Coordenação da Região Metropolitana de Maringá em 27/07/2007